5 vantagens de ter um CNPJ ativo

O Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica oferece benefícios e garantias legais para os empresários

O CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica) é um número único dado pela Receita Federal para identificar e formalizar diferentes negócios no Brasil. Para operar legalmente, toda empresa precisa ter um cadastro ativo. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), só nos primeiros três meses de 2023, foram criadas 1.331.940 empresas no país. Atualmente, existem mais de 21 milhões de CNPJs ativos, e a maioria, cerca de 93,7%, são microempresas ou pequenos negócios.

Busca pela regularização

Para Rafael Marchesano, diretor de produto da Company Hero (plataforma de formalização de empresas para pequenos negócios, contadores e advogados), a falta de informação sobre os processos legais de manter um CNPJ ativo faz com que muitos profissionais atuem na irregularidade.

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“A maior parte dos novos CNPJs são de profissionais independentes que estão buscando oportunidades de gerar renda própria. O MEI, por exemplo, é uma categoria simplificada de CNPJ que é fácil de abrir e gerir e foi projetada para facilitar a regularização desses profissionais, além de garantir direitos assegurados por lei”, explica.

Para apoiar os profissionais que atuam por conta própria, a Company Hero lista as vantagens de ter um CNPJ ativo. Veja!

1. Crédito facilitado 

Segundo o especialista, as pessoas jurídicas que estão com o CNPJ regular conseguem acessar diferentes soluções bancárias, como créditos e financiamentos personalizados. “Geralmente, o sistema financeiro oferece condições melhores e juros mais baixos para pessoas jurídicas, pois isso demonstra a busca por maior estabilidade e chances de retorno, se comparado a uma pessoa física”, explica Rafael Marchesano.

2. Pagamento dos tributos corretos

Todo tipo de empresa deve recolher impostos para se manter regular. Quando se abre um CNPJ, é possível enquadrar a empresa no regime tributário que mais faz sentido de acordo com o porte e o tipo de atividade. “É esse regime que vai ditar quanto deverá ser pago de imposto a cada ano. Ao abrir o CNPJ, o profissional tem mais opções de arrecadação e evita ter de pagar impostos desnecessários. Para o MEI, esse processo é ainda mais fácil, pois todos os impostos a serem recolhidos ficam na guia DAS e são mais baixos em razão do porte da empresa”, comenta Rafael Marchesano.

3. Mais opções de pagamento para o cliente

Abrir um CNPJ também facilita o relacionamento e a experiência do cliente ou tomador dos serviços prestados. “O CNPJ permite que o profissional amplie as formas de receber pelo produto ou serviço que oferece. Por meio de uma conta jurídica, é possível utilizar soluções digitais como PIX, cartão de crédito e débito, boleto, vouchers etc., aumentando a competitividade e diminuindo os impeditivos para que o cliente ou tomador dos serviços realize a contratação”, complementa o especialista.

Homem de terno cinza recebendo entrega de fornecedor, que veste camiseta e boné azul
Ter um CNPJ traz preços e condições melhores para compras empresariais (Imagem: Gorodenkoff | Shutterstock)

4. Benefícios com fornecedores

A formalização também impacta positivamente os profissionais que atuam com comércio, já que muitos fornecedores só vendem para quem tem CNPJ. “Os preços e as condições para pessoas jurídicas são muito melhores em comparação com uma venda para CPF. É possível promover os produtos em mais plataformas de e-commerce e conseguir descontos personalizados, prazos de pagamento especiais e diferentes opções para pagamento. Dessa forma, o profissional consegue otimizar os investimentos e garantir renda de maneira sustentável”, reforça Rafael Marchesano.

5. Emissão de notas fiscais

As notas fiscais são muito importantes para os consumidores, pois funcionam como garantia e comprovantes para trocas ou devoluções. “Emitir nota fiscal é uma vantagem que vai além do consumidor. Com a NF, o profissional consegue garantir o pagamento dos impostos sobre o montante correto do seu rendimento, evitando a sonegação e as consequências desse ato. É uma ação necessária para manter os compromissos fiscais regularizados e facilitar as declarações de imposto”, finaliza Rafael Marchesano.

Por Pérola Rodrigues

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