Banco do Nordeste confirma adesão ao Desenrola

Paulo Câmara afirmou que aguarda a definição dos detalhes do programa federal de refinanciamento de dívidas pelo Ministério da Fazenda para acertar as condições do BNB

17:18 | Jun. 14, 2023

Por: Armando de Oliveira Lima
Câmara deu as declarações em coletiva feita na manhã desta quarta-feira, durante assinatura de parceria com a Agência Francesa de Desenvolvimento (foto: Samuel Setubal)

O presidente do Banco do Nordeste, Paulo Câmara, confirmou a entrada da instituição no Desenrola, o programa de refinanciamento de dívidas lançado pelo Ministério da Fazenda no início de junho.

Ele afirmou que está no aguardo das regras do programa para definir quais as condições que o BNB vai oferecer e adiantou que os clientes do microcrédito poderão ser os mais beneficiados por se enquadrarem melhor no que já sabe do Desenrola até hoje.

“Estamos saindo de uma pandemia, que trouxe resultados muito preocupantes não apenas pelas mortes como toda a recessão econômica que houve, uma desaceleração e incertezas no futuro. Muita gente se endividou nesse período e a gente precisa ter programas para dar oportunidades a essas pessoas se regularizarem e terem acesso a crédito”, afirmou em coletiva feita na manhã desta quarta-feira, 14.

Câmara assinou uma parceria com a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) para captação de 150 milhões de euros voltados ao financiamento de obras de infraestrutura na área de atuação do BNB.

Regras e atuação

A expectativa é de que, na fase inicial, o Desenrola promova a renegociação de débitos de brasileiros com renda de até dois salários mínimos (R$ 2,6 mil) e que tenham dívidas de até R$ 5 mil vencidas há mais de 180 dias desde o dia 31 de dezembro de 2022.

Uma projeção já realizada indica que o programa promova a regularização das dívidas de 40% dos brasileiros endividados. No último ano, a inadimplência (atraso acima de 90 dias) nas operações de crédito do Banco do Nordeste giraram por volta de 2,6%.

Sobre a atuação do BNB em outras iniciativas da União, Câmara assegurou “que onde o governo federal entender que é importante a nossa atuação, a gente vai estar junto”. “Por isso, nós estamos conversando muito com o Ministério da Fazenda como também os outros bancos públicos, como BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Caixa e Basa (Banco da Amazônia). Justamente para que esses bancos atuem conjuntamente e possam fazer diferença nas aplicações em diversos municípios onde atuamos”, concluiu.

Mais notícias de Economia