Eletrobras mira acordo com a Shell para investir em eólica no mar
Atualmente, a Shell Brasil Petróleo está na lista de empresas com projeto em análise de licenciamento pelo Ibama em mares cearenses
A Eletrobras (Centrais Elétricas Brasileiras S/A) anunciou ao mercado nesta quinta-feira, 15, que assinou acordo de cooperação técnica com a Shell para troca de informações para "um possível" co-investimento no desenvolvimento e na operação de projetos de energia eólica em alto mar (offshore), no Brasil.
A Shell Brasil Petróleo está na lista de empresas com projeto em análise de licenciamento pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em mares cearenses.
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O empreendimento previsto pela petroleira é o Projeto Pecém, que prevê 215 aerogeradores e potência total de 3.010 megawatts (MW).
Mas, no acordo com a Eletrobras, as empresas ainda buscarão identificar áreas para a possível parceria e não mencionam que projetos estão na mira da parceria.
Conforme o comunicado da Eletrobras, o objetivo é diversificar sua matriz de geração focada em fontes
renováveis.
"Neste sentido, a Eletrobras acredita que a energia eólica offshore tem se mostrado, em todo o mundo,
uma fonte energética em expansão para a geração de energia renovável, impulsionada pelo apoio de
políticas energéticas, em resposta a preocupações ambientais, e por avanços tecnológicos."
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Projetos de energia eólica offshore
Atualmente, o Ceará possui 21 projetos de energia eólica offshore (em alto mar) em análise no Ibama. É o mesmo número cadastrado que o do Rio Grande do Sul e o maior até o momento.
Na sequência, também estão com potenciais instalação para o mar os estados de Rio Grande do Norte (9), Rio de Janeiro (9), Piauí (4), Espírito Santo (4), Maranhão (1) e Santa Catarina (1).
No Brasil, estão previstos 12.059 aerogeradores e potência total de 176.581 MW.
Estes planos de energia limpa no Estado vêm para atender, principalmente à cadeia em torno da geração de hidrogênio verde. Para isso, o governo estadual criou um hub.
A ideia é aproveitar a carência por novos tipos de combustíveis e a busca pela descarbonização.
Para se ter ideia, o hidrogênio possui três vezes mais energia do que a gasolina, além de ser considerado uma fonte de energia limpa, uma vez que na sua queima apenas libera água (H2O), na forma de vapor, e não produz dióxido de carbono (CO2).
No Ceará, a expectativa é que essa fase de captação para o hub de H2V se concretize com o seu início de produção em 2025, atingindo o volume de 1,3 milhão de toneladas em 2030.
Veja lista de projetos de energia eólica offshore no Ceará
- Jangada, da Força Eólica do Brasil (3.000 MW de Potência Total)
- Camocim, da Camocim Eirelli (1.200 MW de Potência Total)
- Dragão do Mar, da Qair Marine Brasil (1.216 MW de Potência Total)
- Alpha, da Alpha Wind Morro Branco (6.000 MW de Potência Total)
- Costa Nordeste Offshore, da Geradora Eólica Brigadeiro I (3.840 MW de Potência Total)
- Asa Branca I, da Eólica Brasil (1.080 MW de Potência Total)
- Sopros do Ceará, da Totalenergies Petróleo&Gás (3.000 MW de Potência Total)
- Projeto Pecém, da Shell Brasil (3.010 MW de Potência Total)
- Caucaia - Bi Energia, da Bi Energia Ltda (576 MW de Potência Total)
- H2GPCEA, da H2 Green Power Ltda (3.000 MW de Potência Total)
- Projeto Colibri, da Equinor Brasil Energia (2.010 MW de Potência Total)
- Projeto Ibitucatu, da Equinor Brasil Energia (2.010 MW de Potência Total)
- Asa Branca II, da Eólica Brasil (1.080 MW de Potência Total)
- Ventos dos Bandeirantes, da Kaanda R.M Cunha (2.748 MW de Potência Total)
- Asa Branca III, da Eólica Brasil (4.320 MW de Potência Total)
- Asa Branca IV, da Eólica Brasil (4.320 MW de Potência Total)
- Araras Geração Eólica Offshore, da Shizen Energia do Brasil (3.000 MW de Potência Total)
- Tatajuba Geração Eólica Offshore, da Shizen Energia do Brasil (3.000 MW de Potência Total)
- Ventos de São Francisco, da Monex Geração de Energia SA (2.955 MW de Potência Total)
- Itapipoca, da Energia Itapipoca Ltda (720 MW de Potência Total)
- Mar de Minas I, da Cemig Geração e Transmissão SA (1.500 MW de Potência Total)
Vale frisar que os projetos ainda não são concretos e que, conforme a configuração assinalada no Ibama, alguns até possuem desenhos de áreas sobrepostas; veja abaixo:
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