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Presidente da Petrobras pede demissão em meio à pressão do aumento nos combustíveis

Informação foi revelada pela estatal na manhã desta segunda-feira, 20 de junho, e confirma previsões do mercado

José Mauro Coelho pediu demissão do cargo de presidente da Petrobras na manhã desta segunda-feira, 20 de junho. 

Ele foi indicado para o cargo em abril deste ano e assumiu o cargo no dia 14 de maio, permanecendo um mês e seis dias no cargo. 

Renuncia do então presidente da estatal ocorre três dias após a estatal implementar reajuste de 5,18% ou R$ 0,20 na gasolina e de 14,26% ou R$ 0,70 no diesel.

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Informação foi revelada pela estatal no meio da manhã de hoje e confirma previsões do mercado em meio à pressão sobre o controle do aumento no preço dos combustíveis. 

José se torna o terceiro presidente da Petrobras e pedir demissão do cargo em 2022. Antes dele, Roberto Castello Branco e Joaquim Silva e Luna também renunciaram diante dos embates políticos e econômicos sobre a escalada de preços no mercado nacional de combustíveis fósseis.

Conforme a Estatal, "a nomeação de um presidente interino será examinada pelo Conselho de Administração da Petrobras a partir de agora". 

A empresa pontua em nota que os desdobramentos da renúncia serão comunicados em fatos relevantes ao mercado. 

Sequência de renuncias e demissões

O primeiro no comando da Petrobras na gestão de Jair Bolsonaro (PL) foi o economista Roberto Castello Branco, indicado para o cargo logo após a eleição de Bolsonaro.

Roberto esteve no cargo entre janeiro de 2019 e fevereiro de 2021 e foi demitido pelo próprio presidente da República diante da repercussão negativa dos consecutivos reajustes nos preços dos combustíveis no Brasil.

Para substituir o então presidente, Bolsonaro indicou o general Joaquim Silva e Luna que tomou posse em abril de 2021. O militar comandou a estatal até março deste ano quando renunciou ao cargo.

Após as duas saídas, o Governo federal chegou a cotar o economista Adriano Pires e o empresário Rodolfo Landim para o cargo, porém, ambos recusaram a proposta.

Linha do tempo dos presidentes da Petrobras de 2003 - 2022

  • Geólogo José Eduardo Dultra - de janeiro de 2003 a julho de 2005 (2 anos e 6 meses)
    Governo Lula
  • Economista Sérgio Gabrielli - de 22 de julho de 2005 a 13 de fevereiro de 2012 (6 anos e 6 meses)
    Governos Lula e Dilma
  • Engenheira Química Graça Foster - de 13 de fevereiro de 2012 a 4 de fevereiro (3 anos)
    Governo Dilma
  • Administrador Aldemir Bendini - 6 de fevereiro de 2015 a 30 de maio de 2016 (1 ano e 3 meses)
    Governo Dilma e Temer
  • Engenheiro eletricista Pedro Parente - 1º de junho de 2016 a 1º de junho de 2018 (2 anos)
    Governo Temer
  • Engenheiro eletrônico Ivan Monteiro - 1º de junho de 2018 a 3 de janeiro de 2019 (6 meses)
    Governo Temer
  • Economista Roberto Castello Branco - de 3 de janeiro de 2019 a 13 de abril de 2021 (2 anos e 3 meses)
    Governo Bolsonaro
  • General do exército José Silva e Luna - de 16 de abril de 2021 a 13 de abril de 2022 (1 ano)
    Governo Bolsonaro
  • Químico José Mauro Coelho - de 14 de abril e 2022 a 20 de junho de 2022 (2 meses e 6 dias)
    Governo Bolsonaro

 

*Com colaboração da jornalista Beatriz Cavalcante

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