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Oi Móvel vendida: Vivo dá detalhes da migração de clientes

Exclusivo: operadora revela o que vai acontecer com os chips 31 anos, sobre manutenção de promoções e quais usuários serão contactados primeiro
17:54 | Abr. 26, 2022
Autor Armando de Oliveira Lima
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Tipo Notícia

Os clientes da Oi Móvel no Ceará devem receber nas próximas semanas mensagens de texto e e-mails da Vivo informando da mudança da operadora de telefonia móvel. É o primeiro contato da empresa com a base de aproximadamente 3 milhões de usuários que vão migrar para a rede da Vivo. A empresa adianta que, “agora, não muda nada para o cliente que vem da Oi”, e o processo de migração só deve acontecer, efetivamente, “mais próximo do fim do ano.”

A nova quantidade de clientes lança a Vivo da quarta colocação para a liderança em telefonia móvel no Estado, com mais de 4 milhões de clientes. Para garantir um serviço de qualidade, a empresa disse ter investido R$ 188 milhões na rede apenas em 2021, segundo conta Marcio Fabbris, vice-presidente de Marketing e Vendas para o segmento Consumer da Vivo no Brasil, em entrevista exclusiva ao O POVO.

O investimento garantiu a maior cobertura de telefonia móvel do Estado. Ao todo, segundo o site da Conexis (associação que representa as operadoras de telecomunicações), são 1.123 antenas da Vivo em operação no Ceará contra 1.056 da Tim, 600 da Claro e 563 da Oi.

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Confiante, ele diz que “a Vivo não trabalha com percentual de perda”, apesar do assédio de Tim e Claro neste momento de transição. “Trabalhamos com 100% dos clientes vindo para a Vivo. Não tem motivo de o cliente não vir. Nós ganhamos market share na Vivo há algum tempo, temos saldo de portabilidade positivo contra todas as outras operadoras e temos um posicionamento de oferta que o cliente não tinha antes com a qualidade da Vivo, que é muito interessante”, reforça.

Planos e promoções da Oi serão mantidos?

Fabbris aposta na qualidade do serviço para manter a clientela que vem da Oi, cujos preços eram mais agressivos. Mas tranquiliza os clientes sobre a manutenção das ofertas. De acordo com ele, “já está definido que os clientes da Oi vão continuar pagando os mesmos preços que pagam hoje até o término do contrato, com ajustes de inflação ano contra ano.”

Depois disso, a negociação deve se dar em cima das ofertas da Vivo. Perguntado se a operadora tinha a intenção de ter um portfólio local, com preços diferenciados para o mercado cearense, o executivo afirmou que não.

“Esse cliente vai ficar numa melhor situação porque a Oi compensava talvez o menor investimento na rede por ofertas mais baratas. O cliente consegue ter uma rede de melhor qualidade com a Vivo e vai continuar pagando o mesmo que pagava com a Oi”, afirmou.

O que acontece com os chips 31 anos?

Os sobreviventes do plano Oi 31 anos também terão a garantia de manutenção, segundo ele. “Mas o que acontece é que os nossos planos de voz são ilimitados. Naquela época, a ligação era a mais visada, mas nós temos planos melhores e não vai ser problema. Damos ligação de forma ilimitada, nacional. Mas vai ter que usar, após a migração, o DDD 15. Mas será mantido, sim”, assegurou.

Perguntado quantos ainda estão com esta promoção, Fabbris afirmou que o número ainda não foi repassado pela Oi, mas disse acreditar ser uma base bem reduzida, afinal, o plano não tem inclusão de internet móvel, o que deve ter feito muitos clientes mudarem de oferta.

É preciso trocar de chip?

Sobre a troca de chips da Oi por Vivo, o vice-presidente de Marketing e Vendas para o segmento Consumer esclareceu que não será necessário. O uso da rede da Vivo pelos novos clientes se dá como em roaming internacional, segundo ele, quando o usuário utiliza do sinal de uma parceira quando não há sinal da operadora dele.

No entanto, se o cliente quiser optar por uma oferta do portifólio da Vivo, hoje, ele precisa ir até uma loja da operadora e optar pela portabilidade. Isso porque a migração efetivamente ainda não começou.

Quando começa a migração?

A mudança efetiva dos clientes, com novos chips e o uso obrigatório do DDD 15, deve acontecer “mais para o fim do ano”, segundo estimou o executivo, e será “em ondas semanais” e sem priorizar nenhuma região ou cidade do Ceará.

“Não tem priorização geográfica. Vamos fazer primeiro os clientes pré-pagos, que consideramos mais simples e, depois, vamos migrar os clientes pós-pagos, que possuem faturas”, informou.

Fabbris promete uma comunicação transparente e informa que a Vivo preparou um site específico para recepcionar e tirar dúvidas dos clientes vindos da Oi Móvel. A Oi, por sua vez, também tem um site no qual tira dúvidas e aponta o caminho para possíveis problemas dos usuários.

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