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Greve de auditores da Receita Federal inicia hoje, segunda-feira, 27

Os servidores buscam reajuste para 2022, que não foi sinalizado pelo Governo Federal. No Orçamento 2022 somente a Polícia Federal foi contemplada

A paralisação das atividades dos auditores-fiscais da Receita Federal inicia nesta segunda-feira, 27. Na última quinta-feira, 23, compareceram 4.287 servidores à assembleia realizada pelo Sindifisco, sindicato da categoria, que considerou o maior ato da entidade desde 2016.

 

 

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No encontro telepresencial da semana passada, o informe do Sindifisco é que todos os indicativos propostos pela Direção Nacional foram aprovados de maneira praticamente consensual.

Entre os aprovações, estão a meta zero (paralisação total), a operação padrão nas aduanas e a entrega irrestrita de funções e cargos de chefia.

A meta zero (indicativo 1) foi aprovada por 99,13% dos presentes e inclui todos os setores e atividades da Receita Federal e do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), ressalvadas as decadências e demandas judiciais, até que o governo faça a publicação do decreto de regulamentação do bônus.

No indicativo 2, com 99,39% de aceitação dos participantes, os auditores-fiscais deverão realizar a entrega ostensiva de todos os cargos em comissão e funções de chefia em todos os níveis hierárquicos na Receita Federal, assim como assumir o compromisso de não ocupar tais posições.

Já a meta 3, aprovado por 99,36% dos votantes, indica a paralisação de todos os projetos nacionais e regionais do Plano Operacional, bem como determina que todos os Gerentes de Projeto requeiram seu pronto desligamento.

Também teve voto expressivos, 97,49%, o número 4, em que os servidores não efetuarão o preenchimento dos relatórios de atividades (RHAF, FRA, RIT) enquanto não for resolvido o impasse em torno da regulamentação do bônus.

O quinto e último, que contou com 98,68% de adesão, versa sobre operação padrão nos portos, aeroportos e fronteiras terrestres, ressalvados medicamentos e insumos médicos e hospitalares, cargas vivas, perecíveis, bem como aquelas definidas como prioritárias pela legislação vigente, bem como o tráfego de viajantes em trânsito internacional.

"É importante esclarecer que, nesse caso, não haverá qualquer impacto aos viajantes que ingressam ou saem do país", informa a entidade.

 

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