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Alta de juros no crédito decorre do ciclo de aumento da Selic, diz BC

13:01 | Nov. 26, 2021
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O chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, destacou nesta sexta-feira, 26, que as taxas de juros cobradas nas operações de crédito em outubro permaneceram na trajetória de aumento verificada nos últimos meses. "A alta dos juros no crédito decorre do ciclo de alta da Selic", repetiu.

A taxa média de juros no crédito livre saltou de 30,6% ao ano em setembro para 32,8% ao ano em outubro. Em outubro de 2020, essa taxa estava em 26,5% ao ano. Com o resultado de outubro, a taxa média de juros no crédito livre acumulou alta de 7,3 pontos porcentuais nos dez primeiros meses de 2021.

Para as pessoas físicas, a taxa média de juros no crédito livre passou de 41,3% para 43,8% ao ano de setembro para outubro, enquanto para as pessoas jurídicas foi de 17,1% para 19,1%.

A taxa média de juros no crédito total, que inclui operações livres e direcionadas (com recursos da poupança e do BNDES), foi de 21,6% ao ano em setembro para 23,2% ao ano em outubro. Em outubro de 2020, estava em 18,6%.

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Endividamento das famílias

O chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central disse ainda que o crescimento do crédito para pessoas físicas ao longo de 2021 tem levado ao aumento da taxa de endividamento das famílias com as instituições financeiras.

O endividamento das famílias brasileiras com o sistema financeiro voltou a aumentar em agosto, alcançando novo recorde. A taxa de endividamento medida pelo BC passou de 59,2% em julho para em 59,9% no mês seguinte. Até então, o porcentual de junho (59,6%) era o maior da série iniciada em janeiro de 2005.

O cálculo do BC leva em conta o total das dívidas dividido pela renda no período de 12 meses. Se forem descontadas as dívidas imobiliárias, o endividamento ficou em 37,0% em agosto, também recorde, ante 36,5% em julho.

Segundo o BC, o comprometimento de renda das famílias com o Sistema Financeiro Nacional (SFN) atingiu 30,1% em agosto, ante 29,9% em julho (dado revisado). Descontados os empréstimos imobiliários, o comprometimento da renda ficou em 27,6% no oitavo mês do ano, ante 27,5% em julho (dado revisado). "O comprometimento de renda das famílias segue estável", completou Rocha.

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