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Gol levanta R$ 1 bi com acordo de compartilhamento de voos com American Airlines

12:41 | Set. 15, 2021
Autor Agência Estado
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Agência Estado Jornal
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A Gol conseguiu levantar US$ 200 milhões (cerca de R$ 1,05 bilhão) através de um acordo de exclusividade de compartilhamento de voos (codeshare) com a American Airlines válido por três anos. Com isso, a companhia aérea norte-americana passa a deter 5,2% da brasileira, que, por sua vez, melhora o que era considerado pelo mercado uma situação de liquidez fraca.
Segundo anúncio feito nesta quarta-feira, 15, pela Gol, considerando o dinheiro aportado pela American, a companhia levantou R$ 3,7 bilhões de capital de longo prazo nos últimos seis meses. Antes da injeção desse R$ 1 bilhão, o Credit Suisse destacara, em relatório, que a situação de liquidez da empresa brasileira era delicada. Isso, ao lado de uma estrutura de custos pesada, fez inclusive o banco classificar as ações da companhia como inferiores à média ("underperform").
"A geração de fluxo de caixa fraca, o aumento da competitividade da Azul, a fraca posição de liquidez, a estrutura de custos pesada e um foco obscuro da estratégia ESG nos tornam menos otimistas (em relação à Gol)", afirmaram os analistas Alejandro Zamacona, Diego Serrano e Regis Cardoso, do Credit, no fim de agosto.
O acordo com a America Airlines, no entanto, pode dar gás à Gol nessa fase de retomada do setor aéreo, momento em que capital é essencial para que as empresas possam voltar a acrescentar voos e rotas à malha aérea. Quando o mercado estava quase fechado devido às restrições da covid, as companhias sobreviveram enxugando custos. Agora, com os funcionários fora das licenças não remuneradas e com os custos em alta devido à desvalorização do real, a necessidade de caixa se impõe para que elas não percam participação no mercado.
Em julho, a Gol foi responsável por transportar 31,6% dos passageiros que viajaram no mercado interno brasileiro, enquanto a Azul ficou com 36% e a Latam, com 31,2%. No último julho antes da pandemia, em 2019, a Gol tinha 39,4%, a Latam, 32,8% e a Azul, 27,1%.
O Bradesco BBI avaliou que o acordo deve ser suficiente para a Gol atravessar o restante da pandemia. A "Gol esperava reportar uma liquidez total de R$ 4,2 bilhões no quarto trimestre, que agora pode saltar para cerca de R$ 5,2 bilhões, e, em nossa opinião, isso deve ser suficiente para superar a pandemia", afirmaram os analistas Victor Mizusaki, Andre Ferreira e Pedro Fontana.
Com o aumento de capital e os resultados de tráfego de julho e agosto de 2021 da empresa, o banco aumento o preço-alvo da ação da Gol de R$ 26 para R$ 27, o que representa um potencial de valorização de 40% na comparação com o preço de fechamento de terça-feira.
Acordo
O negócio entre a Gol e a American foi feito com a brasileira emitindo 2,2 milhões de ações preferenciais (sem direito a voto), e com a americana adquirindo esses papéis a R$ 47,03 cada um. O valor considerado foi bem maior do que o registrado pela Gol na terça-feira, 14, quando a ação foi cotada a R$ 19,28, e também superior à média de R$ 35,68, verificada no segundo semestre de 2019 (antes da pandemia).
Em nota, o diretor vice-presidente financeiro da Gol, Richard Lark, afirmou que o investimento da American representa o "reconhecimento do valor" da Gol.
O presidente da empresa brasileira, Paulo Kakinoff, disse que o acordo "fortalecerá ainda mais a presença da Gol nos mercados internacionais, acelerará nosso crescimento de longo prazo e maximizará o valor para nossos acionistas. Também, ratifica a confiança no crescimento da Companhia conforme a economia se reabre e a demanda por viagens aumenta".
As duas companhias já tinham um acordo de codeshare desde fevereiro do ano passado. O contrato, no entanto, não previa exclusividade. O novo modelo de parceria ainda precisa ser aprovado pelo conselho de administração da Gol.
Com acordos de codeshare, as companhias aéreas podem elevar a demanda por passagens ao conectar um maior número de cidades. As empresas também costumam receber um porcentual se vendem passagens para voos operados pela companhia parceira.

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Seminário virtual discute sobre as raízes da intolerância no Brasil

Línguas mortas
21:33 | Set. 14, 2021
Autor Clara Menezes
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Quantas línguas desapareceram no Brasil durante o período colonial? Quantas delas foram proibidas e perderam sua força para dar lugar ao português? Em território brasileiro, ainda existem duzentas, mas são faladas por poucos grupos. A partir das reflexões sobre as causas da intolerância no país e a pouca disseminação de conhecimento acerca da diversidade linguística, o seminário “Raízes da Intolerância no Brasil” acontece entre quinta-feira, 16, e sábado, 18.

O evento, promovido pela antropóloga e escritora Deborah Goldemberg, acontece em formato virtual, no aplicativo Zoom. Inscrições podem ser realizadas até quarta-feira, 15, em plataforma on-line.

No primeiro dia, Ailton Krenak, líder indígena, ambientalista e escritor brasileiro, marca presença na mesa-redonda “O que o histórico das línguas que existiram e deixaram de existir no território que chamamos de Brasil nos diz sobre nós?”. Além disso, na mesma data, haverá uma discussão sobre como surgiram as línguas gerais.

Na sexta-feira, 17, pesquisadores debatem sobre dois temas: “Como morre uma língua?” e “Como uma língua tenta sobreviver, é revitalizada e até ressuscitada?”.

Já no último dia, o objetivo é dialogar sobre a influência do português no continente africano, além de refletir sobre os futuros possíveis. No dia, o escritor angolano Luís Kandjimbo é uma das presenças de destaque.

Os convidados foram escolhidos por Deborah Goldemberg, que buscou antropólogos, líderes indígenas e linguistas. Todos vivenciaram ou testemunharam o processo de resistência linguística no Brasil.

Programação completa

quinta-feira, 16
18 horas - Abertura
18h10min - Mesa “O que o histórico das línguas que existiram e deixaram de existir no território que chamamos de Brasil nos diz sobre nós?”, com Ailton Krenak, Tânia Clemente de Souza, José Alvez e mediação de Deborah Goldemberg
19h30min - Mesa “Como surgiram as línguas gerais e qual função elas cumpriram?”, com João Paulo Ribeiro, Zulmiro Vitor, José Bessa Freire, José de Souza Martins e mediação de Maria Silva Cintra Martins

sexta-feira, 17
18 horas - Reabertura do seminário
18h10min - Mesa “Como morre uma língua?”, com Charles Trocate, Sydney Possuelo e Marcelo Lemos e mediação de Marcelo Ariel
19h30min - Mesa “Como uma língua tenta sobreviver, é revitalizada e até ressuscitada?”, com Avelino Taurepang, Rosileide Barbosa, Denise Silva, Maisa Terena, Carmelita Lopes e mediação de Florêncio Vaz

sábado, 18
15 horas - Mesa “O legado português nos países africanos”, com Luís Kandjimbo, Paolino Soma, Joana Deus, Almudena Ferro e mediação de Kadine Teixeira
16h45min - Grande debate: “Por que somos tão intolerantes? Futuros possíveis”, com André Baniwa, Rosângela Morello, Diana Luz de Barros, Denise Silva e mediação de Marcelo Tápia
18 horas - Encerramento

Raízes da Intolerância no Brasil

Quando: entre quinta-feira, 16, e sábado, 18

Onde: na plataforma Zoom

Inscrições: clique aqui

Mais informações: no site da Casa das Rosas

Podcast Vida&Arte

O podcast Vida&Arte é destinado a falar sobre temas de cultura. O conteúdo está disponível nas plataformas Spotify, Deezer, iTunes, Google Podcasts e Spreaker. Confira o podcast clicando aqui

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Guedes: Poderiamos ter presidente do BID, às vezes somos passados para trás

ECONOMIA
20:22 | Set. 14, 2021
Autor Agência Estado
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O ministro da Economia, Paulo Guedes, elogiou a ida do ex-presidente do Banco Central Ilan Goldfajn para o cargo de diretor para o Departamento do Hemisfério Ocidental do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Ao comentar a escolha, Guedes disse lembrou a tentativa brasileira de emplacar um nome na presidência do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e disse que não pagou taxas devidas pelo Brasil ao organismo até hoje por conta do episódio em que o País foi "passado para trás".
No ano passado, o Brasil articulava com o governo do então presidente Donald Trump para indicar um brasileiro à presidência do banco, mas acabou sendo atropelado pela indicação de um norte-americano pelo cargo pelo governo dos EUA.
"Poderíamos ter presidente do BID, às vezes somos passados para trás. Também não paguei o BID até hoje, será o último a ser pago", disse, arrancando risadas da plateia em evento do BTG Pactual.

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AngloGold vai investir R$ 1,6 bilhão para desativar barragens no Brasil

ECONOMIA
17:08 | Set. 14, 2021
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Uma das empresas mais antigas em operação no País, a mineradora sul-africana AngloGold Ashanti está investindo R$ 1,6 bilhão neste ano no Brasil para implementar um sistema para filtragem e empilhamento a seco de rejeitos nas suas unidades de produção de ouro. O objetivo final é encerrar as barragens que concentram rejeitos de mineração, reduzindo riscos ao meio ambiente. Durante a implantação do projeto, a empresa abrirá 2 mil vagas nas regiões das plantas da AngloGold, localizadas nos Estados de Minas Gerais e Goiás.
Os investimentos deste ano são concentrados na aquisição de plantas de filtragem e nos terrenos para receber o rejeito seco. A companhia produz, atualmente, cerca de 510 mil onças de ouro por ano no País, o correspondente a 15 toneladas - o que dá 15% do total da produção global do grupo sul-africano.
A relação da AngloGold com o Brasil remonta ao século 19, ainda como Saint John del Rey Mining Company. Seus sócios eram ingleses e investiram na exploração de ouro em Minas Gerais. Em 1881, a empresa chegou a receber o casal imperial Dom Pedro II e Tereza Cristina, que visitaram uma mina em Congonhas (MG).
O processo pelo qual as barragens da AngloGold vão passar é chamado tecnicamente de descaracterização. Após o tratamento dos rejeitos, a área pode ser incorporada ao meio ambiente. Com o investimento bilionário, as barragens deixam de receber novos rejeitos neste ano - com a descaracterização sendo realizada a partir do ano que vem, em um processo que deve ser encerrado em 2026. Os espaços receberão plantas nativas de suas regiões.
Segundo Camilo Farace, vice-presidente da AngloGold Ashanti Brasil, a decisão não está relacionada a eventuais riscos de segurança. "É importante deixar claro que nossas barragens estão estáveis e seguras. São diariamente monitoradas, e dentro das normas exigidas. A decisão reforça o compromisso da companhia com tecnologias mais modernas", diz.
O executivo explica que o rejeito da mineração é composto pela mistura de água e de parte sem aproveitamento econômico do minério. Hoje, após o processo de produção de ouro, esse material é direcionado para a barragem. Com o processo a seco, o rejeito gerado será filtrado. Esse material pode ser usado para preencher cavas exauridas ou ser empilhado.
Farace afirma que a decisão do investimento foi tomada antes do rompimento da barragem de Córrego do Feijão, da Vale em Brumadinho (MG), em janeiro de 2019, que causou centenas de mortes e chamou a atenção para a segurança dessas estruturas, sobretudo no Estado de Minas Gerais. No fim de 2015, o País já havia assistido ao rompimento de uma barragem da Samarco (sociedade entre a Vale e a BHP Billiton).
Em alta
Com o preço do ouro em nível elevado, a AngloGold Ashanti investiu nos últimos 12 meses cerca de R$ 100 milhões na tentativa de ampliar sua produção nas áreas onde já atua e em uma nova frente em Mato Grosso. São realizadas perfurações a mais de 2 mil metros de profundidade para tentar identificar a presença de ouro.
Na visão de Murilo Breder, analista do Nu Invest, o preço do ouro tem se mantido elevado diante de um cenário de juros reais baixos no mundo. "No início da pandemia, havia uma expectativa de que a alta da commodity poderia ser passageira, com os investidores buscando uma proteção de curto prazo. Porém, este cenário de manutenção dos estímulos e inflação tem mantido a commodity forte", afirma o analista.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Partidos tentam acordo para encher protestos

POLÍTICA
08:35 | Set. 14, 2021
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Dez partidos de oposição, do Novo ao PT, vão se reunir amanhã para tentar organizar manifestações conjuntas e amplas pelo impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Um dos desafios será encher a rua - objetivo não atingido pelo ato de domingo, liderado majoritariamente por ativistas que defendem uma "terceira via", com apoio de parte da esquerda. O outro é vencer resistências de grupos de direita, como o Movimento Brasil Livre (MBL) e o Vem Pra Rua. Eles resistem a participar de eventos que também recebam o partido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A reunião de quarta deve ter representantes de PT, PDT, PSB, PSOL, Solidariedade, PCdoB, PV, Rede, Novo, Cidadania. Deve tratar da organização de dois atos já marcados contra Bolsonaro, em 2 de outubro e 15 de novembro, pelos partidos de esquerda. Na véspera do ato de domingo, o PT havia divulgado uma resolução de sua Executiva Nacional. O texto saudava "todas as manifestações Fora Bolsonaro", mas informava que o partido não participaria do ato do dia seguinte.
O PSDB, que se declarou de oposição ao presidente após as falas de Bolsonaro no 7 de Setembro, não deve participar do encontro de amanhã. O presidente do Diretório Estadual de São Paulo do partido, Marcos Vinholi, próximo do governador paulista João Doria, disse que vê a vontade de defesa da democracia "em gente que tem um pensamento mais a esquerda, de centro ou de direita". Sem citar o PT, ele disse que o ambiente não é de formação de alianças eleitorais. "Não vejo aliança política eleitoral dentro do cenário, mas respeito as divergências, compreendendo a importância da democracia para o País."
Resistência
MBL e Vem Pra Rua não têm uma decisão tomada sobre a presença nos atos do dia 2. Mas a tendência é que não participem do evento. A resistência maior é contra o PT. "O movimento Vem Pra Rua tem uma oposição histórica ao PT, não necessariamente à esquerda brasileira", disse a advogada Luciana Alberto, do Vem Pra Rua. Ela afirmou que não houve nenhum gesto de aproximação de seu movimento com os grupos que articulam os dois protestos. "O PT não tem interesse no impeachment de Bolsonaro, porque são duas faces da mesma moeda."
O deputado estadual de São Paulo Arthur do Val (Patriota), um dos líderes do MBL, também ataca o partido de Lula. "Trabalhar com o PT em conjunto é algo fora de cogitação. Porque consideramos o PT tão antidemocrático quanto o governo Bolsonaro. A gente tem que lembrar que o PT comprou o Congresso. E está claro que o PT não quer derrubar o Bolsonaro, porque derrubar o Bolsonaro é derrubar o Lula".
Do Val afirma que seu grupo foi criticado por abrir espaço, no protesto de anteontem, para outras vertentes ideológicas, mas defende a aproximação com outros partidos. "A narrativa simplória é sempre difícil de ser quebrada. É mais fácil criticar: ‘Olha, vai se juntar com a esquerda’. Explicar que vamos estar em um caminhão com Ciro Gomes, Mandetta, Amoedo, Isa Penna do PSOL, José Daniel do Novo, vários senadores, porque vamos defender ali até nosso direito de discordar, é muito mais difícil."
A união dos diferentes campos a favor do impeachment do presidente foi defendida, na Paulista, por Doria, Orlando Silva (PCdoB), Ciro Gomes (PDT) e João Amoedo (Novo). Eles compararam a manifestação com o movimento Diretas Já, de 1984, pela volta da democracia. Luiz Henrique Mandetta (DEM), outro presidenciável que também discursou, por outro lado, disse que a população não queria "nenhum dos dois extremos." O ex-ministro da Saúde disse que Bolsonaro poderia sair pelo voto, não só por impeachment.
Para que parte desses políticos fosse ao ato, o MBL desistira do mote "Nem Lula, Nem Bolsonaro" por um protesto só pelo impeachment. Apesar do público menor do que na manifestação com Bolsonaro, os grupos que foram à rua no domingo fazem avaliações positivas e dizem esperar que novos atos devem maiores, mesmo sem o PT. "A manifestação de ontem teve um aspecto político muito relevante sob o aspecto da defesa democracia", disse Marco Vinholi, presidente do PSDB de São Paulo.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Ana Paula Pessoa substituirá Ilan Goldfajn no Credit Suisse

ECONOMIA
14:13 | Set. 13, 2021
Autor Agência Estado
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A executiva Ana Paula Pessoa foi escolhida para ocupar a partir de janeiro a presidência do conselho do Credit Suisse no Brasil, cargo ocupado pelo ex-presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn. O economista está deixando o banco suíço após dois anos como presidente do conselho, de saída para o Fundo Monetário Internacional (FMI), onde vai ocupar a partir de 3 de janeiro de 2022 o cargo de diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental.
Além da saída de Ilan, o Credit está em processo de escolher um novo presidente no Brasil, por conta da saída já anunciada do atual CEO, José Olympio Pereira.
"Tivemos dois anos extremamente produtivos com o Ilan à frente do nosso Conselho", afirmou Olympio em nota à imprensa. "Para mim, foi uma parceria enriquecedora e vitoriosa. O espírito público talvez seja o traço que mais admiro no Ilan. Ao mesmo tempo em que lamentamos sua saída, ficamos felizes de ver um brasileiro em um posto relevante para a economia internacional."
A executiva escolhida para substituir Ilan, Ana Paula Pessoa, já faz parte do conselho de administração do Credit Suisse Group AG e do Credit Suisse AG, desde 2018. Também é presidente do Conselho do Credit Suisse Bank (Europe), cargo que deixará para assumir a presidência do Conselho do Credit Suisse Brasil.
A executiva ainda é sócia, investidora e presidente do conselho da Kunumi AI, empresa de inteligência artificial 100% brasileira, além de estar no conselho de outras empresas, incluindo as brasileiras Suzano e Cosan e a americana News Corporation. Trabalhou por 18 anos em diversas empresas das Organizações Globo.
Goldfajn aceitou convite do FMI para o posto de diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental da instituição e, com isso, deixará o Credit em 31 de dezembro. Esta vaga era ocupada no FMI pelo mexicano Alejandro Werner, que anunciou sua aposentadoria em abri. Ele veio diversas vezes ao Brasil acompanhar as avaliações da economia brasileira do Fundo e produziu diversas análises.
O comando do Departamento do Hemisfério Ocidental é uma das posições mais relevantes do FMI em Washington, responsável pelo acompanhamento da política econômica dos países membros nas Américas, incluindo Estados Unidos e Brasil.
No comunicado, Ilan Goldfajn afirmou que está deixando o Credit Suisse para "seguir a minha vocação que é a de contribuir com a sociedade em um cargo público, desta vez em uma organização internacional". "A economia mundial vive um momento muito desafiador, agravado pela pandemia da Covid-19, e a oportunidade de colaborar a partir dessa posição no FMI me deixa entusiasmado."
Em nota, o presidente do Conselho de Administração do Grupo Credit Suisse, Antonio Horta-Osório, e Thomas Gottstein, CEO do Grupo Credit Suisse, declararam estamos confiantes de que Ana Paula Pessoa "contribuirá para melhorar ainda mais o alinhamento da nossa franquia brasileira com a estratégia e visão global do banco."
Sobre Ilan, os dois executivos destacam que enquanto esteve à frente do conselho, o e-presidente do BC ajudou a "expandir nossa franquia local e orientou nossos clientes em um período de juros baixos e mercados voláteis", deixando o banco "em franco crescimento no Brasil", um mercado estratégico e prioritário para o Credit.

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