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Taxa de desemprego fica em 14,1% no trimestre até junho, afirma IBGE

09:28 | Ago. 31, 2021
Autor Agência Estado
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Agência Estado Jornal
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A taxa de desocupação no Brasil ficou em 14,1% no trimestre encerrado em junho, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados na manhã desta terça-feira, 31, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado veio no piso das expectativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que estimavam uma taxa de desemprego entre 14,1% e 14,8%, com mediana de 14,5%. Em igual período de 2020, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 13,3%. No trimestre até maio, a taxa de desocupação estava em 14,6%.
A renda média real do trabalhador foi de R$ 2.515,00 no trimestre encerrado no mês de junho. O resultado representa queda de 6,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 215,490 bilhões no trimestre até junho, queda de 1,7% ante igual período do ano anterior, informou o IBGE.

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População de Fortaleza cresce 0,62% e chega a 2,7 milhões

Fortaleza
23:49 | Ago. 30, 2021
Autor Luciano Cesário
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A população de Fortaleza chegou a 2,7 milhões de pessoas em 1º de julho de 2021, segundo a estimativa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número representa um leve crescimento de 0,62% em relação à projeção de 2020, quando a cidade somava 2.686.612 moradores.

Ainda de acordo com a estimativa, nas últimas duas décadas o total de habitantes da Capital cearense aumentou 23,8%, saltando de 2.183.612 em 2001 para 2.703.391 neste ano. Em números absolutos, a alta é de 519.779 pessoas, perfazendo uma média de quase 26 mil novos moradores por ano.

No recorte regional, Fortaleza segue na segunda posição no ranking das cidades mais populosas do Nordeste, atrás apenas de Salvador (BA), onde o número de habitantes chega a 2,9 milhões. Na sequência aparecem Recife/PE (1.661.017), São Luís/MA (1.115.932), Maceió/AL (1.031.597), Natal/RN (896.708), Teresina/PI (868.075), João Pessoa/PB (817.511) e Aracaju (672.614).

A Capital cearense também se mantém como a quinta cidade mais habitada do Brasil. A liderança do ranking pertence a São Paulo/SP (12,4 milhões), seguido do Rio de Janeiro/RJ (6,8 milhões), Brasília/DF (3,1 milhões) e Salvador/BA (2,9 milhões).

Impactos da pandemia

Ao divulgar a nova estimativa, o IBGE ressaltou que os efeitos da pandemia da Covid-19 na variação populacional não foram incorporados nesta projeção. O órgão justificou a ausência de novos dados de migração, além da necessidade de consolidação dos dados de mortalidade e fecundidade, apontados como fundamentais para a compreensão da dinâmica demográfica como um todo.

O impacto da crise sanitária no contingente populacional deve ser demonstrado no Censo Demográfico 2022, que além de atualizar os indicadores, também servirá como base para as futuras projeções realizadas pelo instituto.

Indexador de verbas

As estimativas populacionais dos 5.570 municípios brasileiros, divulgadas anualmente pelo IBGE, são utilizadas como parâmetro pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para o cálculo de verbas federais como o Fundo de Participação dos Estados e dos Municípios. Além disso, funciona como referência para tabulação de indicadores sociais, econômicos e demográficos.

“As projeções de população do Brasil e dos estados não somente subsidiam as estimativas municipais, mas também ajudam a pensar no futuro da população. E pensar no futuro é importante porque nos mostra os desafios que teremos pela frente”, destaca o gerente de Estimativas e Projeções de População do IBGE, Márcio Mitsuo Minamiguchi.

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Cidade vai à Justiça para aumentar sua população e ganhar mais recursos

22:33 | Ago. 30, 2021
Autor Jornal do Commercio
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 esponder a uma simples pergunta sobre a quantidade de habitantes que há na cidade tem sido motivo de dor de cabeça para quem mora em Ferreiros, na Zona da Mata de Pernambuco, desde 2019. A confusão acontece porque o município tem uma população estimada em 12.216 habitantes pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mas também tem uma população judicial, ou seja, determinada pela Justiça, que pode ser cerca de 39% superior a isso: entre 13.585 e 16.980 habitantes. Os números foram divulgados na última sexta-feira, 27.

A diferença de até 4,7 mil pessoas existe desde que a cidade foi à Justiça questionar informações e documentos repassados pela Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco (Condepe/Fidem) ao IBGE. Segundo tais dados, a área territorial do município é menor que a defendida pela prefeitura. Assim, um pedaço de Ferreiros, na verdade, pertenceria à cidade vizinha Timbaúba, acarretando a diminuição da população residente dentro dos limites de Ferreiros.

Além disso, a ação, que tramita no Tribunal Regional Federal da 5ª Região, que tem sede no Recife, pede que o IBGE desconsidere um ofício da Condepe/Fidem, no qual a agência defende que o IBGE utilize, como base para estimar a população ferreirense, utilize o censo demográfico de 2010. “O único que pacificamente é o mais errado de todas as análises”, segundo trecho do recurso apresentado pela prefeitura ao TRF5. Por isso, a Justiça “aumentou” a população da cidade e determinou que a desconsideração de todas as estimativas posteriores a 2019 feitas pelo IBGE.

Segundo a gerente de planejamento e gestão do IBGE em Pernambuco, Fernanda Estelita, a diferença entre os números da prefeitura e do instituto tem relação com a metodologia adotada para chegar até eles. “A estimativa da prefeitura acontece a partir de registros administrativos, e não temos como fazer essa comparação nesse sentido. Só temos, realmente, uma certeza quando é feito um novo censo”, explica ela, listando dados como matrículas escolares e número de eleitores, entre os registros administrativos. “Eles não dão uma segurança para fazermos esse tipo de comparação”, emenda.

“Além disso, a população desse município pode ter crescido graças a um novo polo econômico lá, até mesmo por causa da agricultura, mas a nossa estimativa não tem como pegar isso”, completa Fernanda Estelita.

Recursos federais

O movimento de Ferreiros não é só para recuperar a população e território perdidos, mas também para não perder recursos federais. A maior parte da verba da União enviada aos municípios chega pelo Fundo de Participação dos Municípios (FPM), transferência de verbas prevista na Constituição e composta por recursos do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

O bolo do FPM é calculado anualmente pelo Tribunal de Contas da União (TCU) levando em consideração a estimativa populacional dos municípios e na renda per capita de cada unidade da federação. O cálculo considera também se a cidade está localizada na capital ou no interior.

“A ideia é que mais recursos sejam, proporcionalmente, destinados aos municípios com menor capacidade de arrecadação de tributos. Isso faz com que os municípios de menor porte demográfico, algumas vezes, recebam mais recursos per capita do que aqueles de maior porte”, explica o economista, geógrafo e gestor do Observatório de Informações Municipais, François Bremaeker.

O especialista diz ainda que, com a decisão favorável a Ferreiros, indiretamente, outras cidades pernambucanas foram prejudicadas. “Na prática, isso faz com que um pouquinho de dinheiro de outros municípios saia para beneficiar Ferreiros. Todos perdem alguma coisa todo mês e passa o dinheiro a ser creditado em Ferreiros”, afirma.

Com uma população estimada de 14,3 mil habitantes em 2018, Ferreiros recebeu R$ 13,5 milhões do FPM. No ano seguinte, quando a nova estimativa foi divulgada, a população da cidade caiu para 12,1 mil e, consequentemente, esse número passaria a valer para o cálculo do fundo. Assim, a verba cairia para 10,1 milhões – diferença de aproximadamente 25%, sem considerar a inflação. Inconformada, a prefeitura entrou na Justiça antes que os valores fossem enviados, isso porque os repasses de um ano utilizam a população do ano anterior.

“Perderíamos não só os repasses federais do FPM, mas também os estaduais, em relação ao ICMS”, diz o prefeito da cidade, Zé Roberto (PSB), dizendo acreditar que a liminar da Justiça vai ser confirmada em breve pelo TRF5.

Outros municípios

Ferreiros não é a única cidade a brigar com o IBGE. Outros 18 municípios brasileiros têm algum tipo de processo na Justiça alegando ter população diversa da estimada pelo instituto. Onze deles ficam no Amazonas e quatro na Bahia. Os estados de Rondônia, Pará e Maranhão têm uma cidade cada na lista. Há ainda municípios que questionam os dados do IBGE, mas que desistiram de uma disputa judicial, segundo a Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe).

“Ir à Justiça demora muito. As prefeituras têm que ter argumentos muito consistentes. Porque é preciso provar que o IBGE errou no censo lá atrás (o último foi em 2010). É preciso pegar os formulários que foram aplicados no censo e anular um por um para provar que eles estão errados. Então, não é fácil. Esta é a única tese que o IBGE e a Justiça aceitam, que é quando você desmancha o censo”, diz o presidente da Amupe, José Patriota, afirmando que tentou fazer isso quando foi prefeito de Afogados da Ingazeira, no Sertão de Pernambuco, mas também desistiu.

Por isso, segundo Patriota, as prefeituras têm pedido a urgência da realização do novo censo. “Uma das maiores reivindicações nossas é a realização do censo. Queremos que isso seja atualizado logo, até mesmo para o planejamento de políticas públicas. Tudo que temos são dados chutados. Essa falta de censo atrapalha o Brasil, o Nordeste, os Estados e os municípios”, conclui o presidente da Amupe, afirmando que a estimativa é um dado frio, que não contribui muito com os entes federados.

Porto Velho é uma exceção

Há uma exceção entre os 19 municípios que querem rever o tamanho da sua população judicialmente: Porto Velho. A capital de Rondônia quer diminuir a população, e o motivo no final das contas é o mesmo: dinheiro. A estimativa do IBGE aponta 548 mil habitantes na cidade em 2021. No entanto,desde 2016, a população judicial em vigor para o município é de 494 mil pessoas. Quem moveu a ação foi a Câmara Municipal, de olho no orçamento da Casa.

De acordo com a Constituição, cidades entre 300 e 500 mil habitantes podem gastar até 5% da receita total do município com a Câmara; as de população entre 500 mil e 3 milhões podem gastar até 4,5%. Até a estimativa populacional de 2014, a Câmara de Porto Velho estava garantindo seus 5%; mas em 2015 a população estimada passou para 503 mil pessoas. Os repasses da prefeitura cairiam de 35,6 milhões para 32,2 milhões de reais – perda de 3 milhões em um ano.

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Brasil atinge marca de 213 milhões de habitantes em 2021, segundo IBGE

População
10:57 | Ago. 28, 2021
Autor Lara Vieira
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O IBGE divulgou nessa sexta-feira, 27, os indicadores da população de 5.570 municípios brasileiros. A cidade de São Paulo continua sendo a mais populosa, com 12,4 milhões de habitantes, seguido pelo Rio de Janeiro, com 6,8 milhões. De acordo com o relatório, em 1º de julho de 2021, a população do Brasil chegou a 213,3 milhões de habitantes.

Os dados também indicam que Brasília é o terceiro município mais populoso do país, com 3,1 milhões, seguido de Salvador, 2,9 milhões. Os 17 municípios do país com população superior a um milhão de habitantes concentram 21,9% da população brasileira, ou seja 46,7 milhões de pessoas.

Mais da metade da população brasileira, equivalente a 57,7% ou 123,0 milhões de habitantes, está concentrada em apenas 5,8% dos municípios, sendo 326 municípios do país com mais de 100 mil habitantes. O boletim também afirma que a população das 27 capitais mais o Distrito Federal supera os 50 milhões de habitantes, representando 23,87% da população total do país.

São Paulo segue como o estado mais populoso, com 46,6 milhões de habitantes, concentrando 21,9% da população total do país. Em seguida, vem os Estados de Minas Gerais, com 21,4 milhões de habitantes, e do Rio de Janeiro, com 17,5 milhões habitantes. Os cinco estados menos populosos pertencem à Região Norte e somam cerca de 5,8 milhões de pessoas: Roraima, Amapá, Acre, Tocantins e Rondônia.

As estimativas populacionais municipais são um dos parâmetros utilizados pelo Tribunal de Contas da União para o cálculo do Fundo de Participação de Estados e Municípios. Segundo o IBGE, os efeitos da pandemia da Covid-19 no efetivo populacional não foram incorporados nesta projeção, devido à ausência de novos dados de migração, além da necessidade de consolidação dos dados de mortalidade e fecundidade, fundamentais para se compreender a dinâmica demográfica como um todo.

A promessa é que o Censo Demográfico de 2022 traga uma atualização dos contingentes populacionais, como também subsidiará as futuras projeções populacionais, fundamentais para compreender as implicações da pandemia sobre a população em curto, médio e longo prazo.

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Brasil tem 49 municípios com mais de 500 mil habitantes

Geral
12:25 | Ago. 27, 2021
Autor Agência Brasil
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A última década registrou um aumento do número de grandes municípios no Brasil. No Censo de 2010, somente 38 municípios tinham população superior a 500 mil habitantes, e apenas 17 deles tinham mais de 1 milhão de moradores. Em 2021, o número de cidades com mais de 500 mil habitantes subiu para 49. Juntas, essas cidades representam 31,9% da população brasileira, com 68 milhões de pessoas. Os dados foram divulgados hoje (27) nas Estimativas da População – 2021, elaboradas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O estudo, que tem informações de todos os 5.570 municípios brasileiros, mostrou ainda que 67,7% dos municípios (3.770) têm menos de 20 mil habitantes e concentram 14,8% da população, com 31,6 milhões de habitantes. De acordo com o IBGE, os dados de 2021 indicam que mais da metade da população brasileira (57,7%), ou seja, 123 milhões de habitantes, se concentra em apenas 326 municípios (5,8% dos municípios), que têm mais de 100 mil habitantes.

Segundo o estudo, em 2021, a população brasileira chegou a 213,3 milhões de pessoas em 1º de julho. Além de referência para indicadores sociais, econômicos e demográficos, o levantamento é um dos parâmetros utilizados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para o cálculo do Fundo de Participação de Estados e Municípios.

Com 12,4 milhões de habitantes, o município de São Paulo ainda é o mais populoso do país, seguido por Rio de Janeiro que tem 6,8 milhões, Brasília onde há 3,1 milhões, Salvador com 2,9 milhões e Fortaleza com 2,7 milhões. Entre os 17 municípios do país com população superior a 1 milhão de habitantes, 14 são capitais. Esse grupo concentra 21,9% da população, com 46,7 milhões de pessoas.

Capitais

As 26 capitais mais o Distrito Federal somam mais de 50 milhões de habitantes em 2021, o que significa 23,87% da população do país. Sem contar com essas cidades, os municípios mais populosos são Guarulhos (SP), Campinas (SP), São Gonçalo (RJ), Duque de Caxias (RJ), São Bernardo do Campo (SP), Nova Iguaçu (RJ), São José do Campos (SP), Santo André (SP), Ribeirão Preto (SP) e Jaboatão dos Guararapes (PE).

Serra da Saudade, em Minas Gerais, é a cidade brasileira que tem a menor população. O município tem apenas 771 habitantes. Borá em São Paulo, com 839 habitantes, Araguainha, no Mato Grosso, com 909, e Engenho Velho, no Rio Grande do Sul, com 932 moradores também têm menos de mil habitantes.

Regiões metropolitanas

A região metropolitana mais populosa do país permanece sendo a de São Paulo, que tem 22,04 milhões de habitantes. Na sequência estão as do Rio de Janeiro, com 13,19 milhões e de Belo Horizonte somando 6,04 milhões, além da Região Integrada de Desenvolvimento (Ride) do Distrito Federal e Entorno que atingiu 4,75 milhões.

O estudo apontou ainda que, somadas, as 28 regiões metropolitanas, Rides e Aglomerações Urbanas com mais de 1 milhão de habitantes contabilizam mais de 100 milhões de pessoas. O número é equivalente a 47,7% da população do Brasil. “Entre as principais regiões metropolitanas e Rides, 20 têm como sede um município da capital, enquanto oito têm como sedes municípios do interior dos estados”, informou o IBGE.

Estados

Com 46,6 milhões de habitantes, São Paulo segue como o estado mais populoso do país, concentrando 21,9% da população brasileira. Minas Gerais, com 21,4 milhões de habitantes; e o Rio de Janeiro, com 17,5 milhões de habitantes, estão em segundo e terceiro lugares. As unidades da federação menos populosas estão na Região Norte: Roraima, Amapá, Acre, Tocantins e Rondônia. Esses estados somados têm cerca de 5,8 milhões de pessoas.

Pandemia

As estimativas populacionais realizadas pelo IBGE, não incorporaram os efeitos da pandemia, mas o gerente de Estimativas e Projeções de População do IBGE, Márcio Mitsuo Minamiguchi, informou que dados preliminares do Registro Civil e do Ministério da Saúde apontam para um excesso de mortes, principalmente entre idosos, e uma diminuição dos nascimentos. Para ele, além disso, podem ter ocorrido alterações nos fluxos migratórios. “As implicações disso no tamanho da população, contudo, serão verificadas a partir do próximo Censo Demográfico”, completou.

Segundo o gerente, a pandemia ainda não acabou e, por isso, faltam informações que impedem a incorporação dos efeitos desse momento na projeção da população. “Como a pandemia ainda está em curso e devido à ausência de novos dados a respeito da migração, que juntamente com a mortalidade e fecundidade constituem as chamadas componentes da dinâmica demográfica, ainda não foi elaborada uma projeção da população para os estados e o Distrito Federal que incorpore os efeitos do contexto sanitário atual na população”, observou.

De acordo com Minamiguchi, o Censo de 2022 vai mostrar esse impacto. “O próximo Censo Demográfico, que será realizado em 2022, trará não somente uma atualização dos contingentes populacionais, como também subsidiará as futuras projeções, fundamentais para compreender as implicações da pandemia sobre a população, não somente no curto, mas também no médio e longo prazo”, concluiu.

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Preços de bens de capital sobem 2,14% no IPP de julho, afirma IBGE

ECONOMIA
11:04 | Ago. 27, 2021
Autor Agência Estado
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Os bens de capital ficaram 2,14% mais caros na porta de fábrica em julho, segundo os dados do Índice de Preços ao Produtor (IPP), que inclui a indústria extrativa e de transformação, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira. O resultado ocorre após os preços terem subido 0,81% em junho.
Os bens intermediários registraram avanço de 1,90% nos preços em julho, ante um aumento de 1,49% em junho.
Já os preços dos bens de consumo subiram 1,98% em julho, depois de uma alta de 1,05% em junho. Dentro dos bens de consumo, os bens duráveis tiveram elevação de 0,76% em julho, ante alta de 1,92% no mês anterior. Os bens de consumo semiduráveis e não duráveis subiram 2,22% em julho, após a elevação de 0,88% registrada em junho.
A alta de 1,94% do IPP em julho teve contribuição de 0,14 ponto porcentual de bens de capital; 1,12 ponto porcentual de bens intermediários; e 0,68 ponto porcentual de bens de consumo, sendo 0,64 ponto porcentual de bens de consumo semi e não duráveis e 0,04 ponto porcentual de bens de consumo duráveis.
Atividades
A alta nos preços dos produtos industriais na porta de fábrica no mês passado foi decorrente de avanços em 20 das 24 atividades pesquisadas, segundo os dados do IPP. No mês de julho, as quatro maiores elevações de preços ocorreram nas atividades de metalurgia (3,68%), indústrias extrativas (3,61%), vestuário (3,45%) e refino de petróleo e produtos de álcool (3,26%).
As maiores contribuições para a inflação da indústria no mês foram de alimentos (alta de 2,09% e impacto de 0,49 ponto porcentual), refino de petróleo e produtos de álcool (0,32 ponto porcentual), indústrias extrativas (0,27 ponto porcentual) e metalurgia (0,27 ponto porcentual).
Segundo Felipe Câmara, analista do IPP no IBGE, a inflação da indústria mostra influência dos aumentos das commodities minerais, agropecuárias e do petróleo, o que impacta os preços de venda e os custos de produção das atividades de maior influência no mês.
"Um inverno mais rigoroso em 2021 e a entressafra de insumos importantes à fabricação de alimentos também contribuíram para deteriorar as condições de oferta de matéria-prima, pressionando as margens do produtor industrial desse setor", completou Câmara, em nota divulgada pelo IBGE.

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