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Em meio a desemprego recorde, País tem 'bolsões de vagas' não ocupadas

17:15 | Ago. 29, 2021
Autor Agência Estado
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Agência Estado Jornal
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Tipo Notícia
Em meio a 14,8 milhões de brasileiros desempregados - a maior marca desde o início da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), em 2012 -, há setores que estão contratando e vivem uma realidade completamente diferente da que predomina no País. Na construção, faltam pedreiros, azulejistas e outros trabalhadores para funções básicas. No campo, há leilão de salários para admitir vaqueiros e operadores de máquinas. E, com o avanço da digitalização, empresas de logística e tecnologia viraram grandes demandantes de mão de obra.
Os bolsões de aquecimento do mercado de trabalho com e sem carteira assinada estão concentrados em praticamente três de dez setores - agropecuária, construção e serviços prestados a empresas -, revela um estudo feito pela consultoria IDados, a pedido do Estadão, com base na PNAD Contínua. Em maio deste ano, a construção empregava quase 12% a mais do que em maio de 2020, o auge da crise sanitária. Em seguida, vem a agropecuária, com avanço de cerca de 10% no pessoal ocupado. Por fim, estão os serviços prestados a empresas, com crescimento perto de 6%.
"É uma recuperação frágil do mercado de trabalho, já que muitos setores hoje não têm aumento na ocupação em relação ao auge da crise, em maio de 2020", afirma Bruno Ottoni, economista da consultoria e responsável pelo estudo. Ele ressalta que cinco setores têm queda da ocupação e dois - emprego doméstico e indústria - permanecem estáveis na comparação com maio de 2020. Também em relação ao período pré-pandemia, maio de 2019, quando o desemprego era alto, a maioria dos segmentos continua com o nível de ocupação no vermelho.
Pesquisa da firma de consultoria e auditoria PwC Brasil, feita com 62 empresas de 16 segmentos entre outubro de 2020 e março de 2021, atesta esse resultado. A enquete revelou que 79% das companhias ampliaram os quadros, com crescimento de até 30% nas contrações, puxadas pelo agronegócio e tecnologia. "O resultado surpreendeu positivamente, quando a gente vê os índices de desemprego tão elevados", diz Flávia Fernandes, sócia da PwC.
Campo. Impulsionada pelo boom das commodities, a ocupação na agropecuária hoje supera o auge da crise e é maior do que antes da pandemia. Atualmente, há 8,7 milhões trabalhadores no campo e a ocupação cresce por sete meses seguidos.
"Com o aumento da cotação da soja e do boi, produtores estão ampliando as safras e os rebanhos. Isso aumentou muito a procura por mão de obra, inclusive com leilão de salários e crescimento da rotatividade", afirma Jaqueline Lubaski, sócia da consultoria de RH Destrave Desenvolvimento.
Há 25 anos atendendo a grandes empresas do agronegócio, ela não havia presenciado um aumento generalizado da procura por trabalhadores: do gerente ao vaqueiro. "Estamos desesperados porque não temos vaqueiros nem capataz."
Um ano atrás, o salário de um capataz no Centro-Oeste estava em R$ 2,5 mil, com moradia, água, luz, internet. Hoje, Jaqueline conta que oferece R$ 3,5 mil, mais vale alimentação de R$ 618, e não consegue contratar.
Sem parar. O quadro se repete na construção, especialmente na capital paulista. Empreiteiras de São Paulo - que virou um grande canteiro de obras na pandemia -, enfrentam a falta de pedreiros, encanadores, eletricistas, conta o vice-presidente de Relações Institucionais do Sinduscon-SP, Yorki Estefan. A demanda está sendo puxada pelo aumento dos lançamentos, que foi de 183% no primeiro semestre deste ano ante 2020.
"Hoje, precisamos de dez pintores e não encontramos", afirma Gilvan Delgado, dono da empreiteira Atacama. Para suprir a falta, ele contratou Marcos Paulo Viana, de 33 anos, que veio do setor de panificação, sem experiência na construção.
O reflexo dessa escassez já bateu nos salários. "O dissídio dos trabalhadores em maio foi por volta de 7% e estamos tendo de pagar 15%", diz Mario Rocha, CEO da construtora Rocontec. Com os prêmios, Antonio de Sousa Ramalho, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo, conta que há pedreiro tirando R$ 8 mil, enquanto o piso é de R$ 2.030.
Outro setor com alta na ocupação é o de serviços prestados às empresas, que inclui logística, serviços financeiros online e tecnologia da informação. No primeiro semestre, foram feitas 100 milhões de compras online, segundo o Ebit-Nielsen. E, por trás de cada transação, há uma massa de trabalhadores.
O Mercado Livre, por exemplo, um dos gigantes do setor, vai ter recorde de admissões neste ano. Fechou 2020 com 4,9 mil empregados diretos, hoje tem 10 mil e vai encerrar 2021 com 16 mil. "Crescemos muito as contratações por conta de logística, tecnologia e serviços financeiros", diz Patrícia Monteiro, diretora de People.
Brasileiro troca de área para ter emprego
Mesmo sem qualificação adequada, trabalhadores são forçados a mudar de ramo em busca de ocupação. Setores que perderam o brilho por causa da pandemia, como comércio e serviços, são trocados pela construção, comércio online e o agronegócio.
A troca foi detectada por empregadores na hora em que recebem os currículos dos candidatos. Diante da escassez de mão de obra qualificada, investir na formação tem sido uma das saídas para preencher as vagas.
"Aumentou a migração de trabalhadores de outras áreas para construção", afirma Gilvan Delgado, dono da empreiteira Atacama. Com déficit de mão de obra, ele contratou Marcos Paulo Viana, de 33 anos, que desde os 16 trabalhava na microempresa de panificação do pai. Inclusive, carregava no currículo só cursos desse setor.
O negócio de pão de forma integral, vendido a pequenos comércios e diretamente a consumidores, não foi para a frente quando veio a pandemia. A microempresa fechou e Viana encontrou na construção civil uma nova oportunidade.
Um ano atrás, quando começou na empreiteira, não tinha conhecimento da área. No início, trabalhava como ajudante em diversas funções para aprender. Hoje, coordena os serviços operacionais, como encarregado do controle de qualidade.
"Entrei na empreiteira achando que iria sair rápido, que seria algo transitório, mas fui aprendendo, evoluindo e crescendo", diz. Na construção, Viana ganha quase o dobro do que tirava na panificação e planeja fazer um curso técnico na área ou até uma faculdade de Engenharia.
Esse também é o plano de Jacqueline Torres, de 27 anos. Formada em Administração, desde maio ela trabalha na área de saída de mercadorias no centro de distribuição do Mercado Livre, em Cajamar (SP). Pretende cursar uma pós graduação em logística, tema que entrou para o seu radar faz três meses.
Durante oito anos, Jacqueline foi funcionária de uma loja de calçados da rua 25 de Março, tradicional polo do comércio atacadista. "Cuidava da parte administrativa e vendia."
Apesar do bom salário, Jacqueline decidiu procurar outro emprego, porque se via estagnada. Em 2019, conseguiu uma vaga na área de tecnologia de outra companhia, mas com a pandemia foi demitida. Depois de quase um ano procurando uma ocupação, foi admitida em março de 2021 na área de marketing de uma empresa de alimentos. Mas logo apareceu a chance de trabalhar no Mercado Livre.
Hoje, ela coordena uma equipe de 75 pessoas, gerenciando desde a separação do pedido até a saída da mercadoria. Ganha o dobro do que recebia no último emprego e 20% a mais em relação ao salário do comércio tradicional. "Tive de aprender tudo desde o começo, foi muito rápido", afirma. Há três meses na empresa, ela diz que parece que está há um ano, diante da carga de novos conhecimentos.
"Treinamos e formamos pessoas", diz Patrícia Monteiro, diretora de People do Mercado Livre. Para serviços de logística, a diretora conta que tem admitido trabalhadores vindos de outros setores que não vão bem.
Mudança. Após quatro anos como motorista de ônibus em Piraju, interior de São Paulo, Antônio Márcio Sanches, de 41 anos, fez uma manobra radical: trocou o transporte coletivo pelo trator.
Com a pandemia, as viagens de ônibus diminuíram, e ele teve o contrato suspenso. Passou a receber o auxílio do governo, e a renda caiu. "Com a pandemia, ficou enrolado e sai por conta."
Sanches conhecia o produtor rural e zootecnista Miguel Abdalla e aceitou o desafio de mudar de ramo. Pouco mais de um mês, começou a pilotar trator e colheitadeira. Decidiu ir para o agronegócio em busca de um ganho maior e conseguiu. "Tiro cerca de 50% a mais do que ganhava como motorista."
Além da receita maior como autônomo, ele diz que o ambiente de trabalho no campo é mais sossegado. Cursando o ensino fundamental, Sanches quer fazer um curso técnico para pilotar máquina agrícola, assim como fez para dirigir ônibus.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Guto Ferreira coloca partida diante do América-MG "entre as piores" do Ceará na Série A

REPERCUSSÃO
15:56 | Ago. 29, 2021
Autor Iara Costa
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"Se não for a pior, está entre as piores". Assim definiu o técnico Guto Ferreira a atuação do Ceará na derrota diante do América-MG por 2 a 0 na manhã deste domingo, 29. Em coletiva cedida após a partida, o treinador do Vovô falou sobre as falhas do elenco alvinegro na partida e elogiou a marcação do Coelho. 

"Nós tivemos uma marcação, por parte do América, muito bem feita, alta, forte. O que nos causou muita dificuldade na saída de bola e no meio, quando a gente buscava conexões para jogadas mais agressivas. Surgiram muitos erros nossos, erros de passe. Numa saída de bola deles, onde o terceiro zagueiro fazia volante e zagueiro carregou, ele achou um passe entrelinhas e eles acabaram fazendo gol, o que trouxe mais tranquilidade para eles e mais confiança para seguir marcando dessa maneira. Nos dificultou demais", frisou.

Guto Ferreira também destacou o fato de que o Ceará só conseguiu concluir com qualidade no gol em um lance de bola parada, ressaltando a qualidade do posicionamento da equipe adversária. "Nós até fizemos um gol que foi anulado, numa bola parada, mas acredito que foi, talvez, o único lance talvez do jogo que a gente tenha conseguido concluir com alguma qualidade no gol. Nossa equipe não teve bem no jogo, teve dificuldade para jogar em cima dessa marcação que eles fizeram", apontou. 

Quanto as dificuldades que se apresentaram, para além da marcação forte do adversário, o treinador do Vovô falou também sobre as estratégias adotadas pela equipe mineira. "Conversando com pessoas ligadas ao América-MG, foi a partida onde eles se entregaram mais no aspecto defensivo. Não vinham marcando com toda essa intensidade. É uma equipe que marca muito forte, mas marcaram acima do que vinham marcando e fizeram o gol cedo, o que trouxe a eles um pouco mais de tranquilidade. Dentro das estratégias do jogo, o time pôde abaixar um pouco mais as linhas, nos dar a bola e jogar no nosso erro", falou.

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5G em Fortaleza: veja a velocidade da internet de quinta geração

Internet móvel
14:41 | Ago. 29, 2021
Autor Bemfica de Oliva
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Tipo Analise

Muito tem se falado sobre a internet 5G no Brasil, nos últimos meses. Celulares são lançados com suporte à tecnologia, operadoras anunciam a quinta geração em suas propagandas, o leilão das frequências sofre atrasos constantes... Com tanta informação, é fácil de se perder no assunto.

Para ajudar a entender o tema, O POVO testou a nova conexão, disponível como uma "prévia" do 5G, em Fortaleza. Também preparamos um tira-dúvidas sobre o assunto. Confira abaixo:

Onde tem 5G em Fortaleza?

Os testes feitos por O POVO aconteceram na Praça Portugal, no cruzamento das avenidas Dom Luís e Desembargador Moreira. Segundo a Tim, o 5G em Fortaleza está disponível nos bairros Aldeota e Meireles.

A realidade, porém, difere do informado pela operadora. Fiz um trajeto amplo dentro desta região, seguindo pela avenida Dom Luís desde a rua Coronel Jucá até a avenida Desembargador Moreira. Tive conexão 5G somente neste último ponto. Em seguida, fui, pela rua Barbosa de Freitas, da Dom Luís até a avenida Santos Dumont. Novamente, havia apenas conexão 4G, com o sinal 5G voltando somente ao chegar na Santos Dumont.

Não é possível, portanto, afirmar que os bairros inteiros têm 5G. No site da Tim, o mapa de cobertura, que indica localização de antenas e tipo de conexão disponível em cada local, sequer indica regiões com 5G DSS em Fortaleza, apesar da chegada da rede a Fortaleza ter sido anunciada em junho.

5G em Fortaleza: testando a conexão

Para usar as redes de quinta geração é necessário ter um equipamento compatível. Nos nossos testes, usamos um smartphone Realme 7 5G, que foi cedido em empréstimo para fabricante e terá uma análise completa publicada em breve por O POVO.

Com o aparelho em mãos, fomos à região onde o 5G está disponível na Capital. Usamos o aplicativo Speed Test para avaliar a conexão, analisando os seguintes parâmetros: velocidade de download, velocidade de upload, tempo de resposta (ping) e perda de pacotes. Os testes foram realizados conectando ao servidor da Tim, mesma operadora que fornece a conexão 5G.

Velocidades do 5G em Fortaleza

Conexão 5G da Tim em Fortaleza tem boas velocidades, mas que não surpreendem; perda de pacotes na rede preocupa
Conexão 5G da Tim em Fortaleza tem boas velocidades, mas que não surpreendem; perda de pacotes na rede preocupa (Foto: Bemfica de Oliva)

No primeiro critério, a velocidade de conexão agrada, apesar de não surpreender. O pico foi de 89 mbps no download e de 51 mbps no upload, com médias de, respectivamente, 62 mbps e 37 mbps. Considerando que é uma conexão de celular, é difícil imaginar cenários onde estas velocidades não atendam qualquer cenário de uso.

Na mesma hora e local, testei a conexão com meu smartphone de uso habitual, um Mi Mix 3, da Xiaomi, que usa conexão da Vivo e tem suporte apenas a redes 4G. Tive médias de 47 mbps no download (pico de 51 mbps) e 56 mbps no upload (pico de 57 mbps).

Conexão 5G da Tim em Fortaleza tem velocidades superiores às do 4G na mesma operadora (foto); concorrentes, porém, oferecem qualidade melhor na quarta geração
Conexão 5G da Tim em Fortaleza tem velocidades superiores às do 4G na mesma operadora (foto); concorrentes, porém, oferecem qualidade melhor na quarta geração (Foto: Bemfica de Oliva)

Conclusão: embora o 5G da Tim traga benefícios em relação ao 4G da mesma operadora, ele não está muito acima das conexões 4G de outras operadoras.

Ping do 5G em Fortaleza

A segunda análise foi do tempo de resposta, chamado tecnicamente de "ping". Esse parâmetro indica o tempo que uma informação leva para sair do celular, chegar à antena, e receber uma resposta - por exemplo, ao enviar uma mensagem no WhatsApp, é o tempo que leva para mudar do ícone de relógio para o ícone de enviado. Um ping alto pode explicar, por exemplo, por que determinados sites demoram a começar o carregamento, mas, quando começam, exibem o conteúdo inteiro rapidamente.

O ping baixíssimo, que permite aplicações como carros autônomos e cirurgias à distância, é um dos principais ganhos da internet 5G. Porém, isto acontece apenas no 5G "real", não sendo tão notável na tecnologia DSS, que usa redes 3G e 4G principalmente para aumento de velocidade.

O resultado, portanto, não trouxe nenhuma surpresa: o tempo de resposta foi significativamente menor - 9 ms no 5G, contra 21 ms no 4G. Ainda assim, não é equivalente ao que o 5G "real" poderá melhorar neste aspecto.

Teste da conexão 5G da Tim em Fortaleza demorou a ser iniciado; problema não aconteceu no 4G
Teste da conexão 5G da Tim em Fortaleza demorou a ser iniciado; problema não aconteceu no 4G (Foto: Bemfica de Oliva)

Apesar dos resultados adequados na análise do tempo de resposta, notei que o aplicativo demorou muito, mais de um minuto, para conseguir começar a realizar os testes. Isso não aconteceu nem com a Vivo, no 4G, nem no 4G da própria Tim. Essa diferença pode indicar um problema de otimização da rede por parte da operadora.

5G em Fortaleza: perda de pacotes

Os dados que trafegam na internet são divididos em "pacotes" de informação. Isso significa, por exemplo, que ao fazer uma publicação em uma rede social, se a sua conexão não estiver boa, o post só seja realizado quando todo o conteúdo for recebido pelo aplicativo. Caso a internet caia no meio do processo, e volte logo em seguida, o site avisará que determinado pacote não foi recebido, e o computador ou celular enviará aquela informação novamente.

A perda de pacotes, portanto, mede a quantidade de vezes que esta situação aconteceu durante o teste. Não basta ter uma conexão com velocidade e tempo de resposta bons, se ela é instável e deixa de entregar dados com frequência: os pacotes perdidos precisam ser enviados novamente, causando demoras para realizar uma ação.

Neste quesito, a rede 5G da Tim trouxe resultados muito preocupantes. Em seis testes realizados, houve perda de pacotes em cinco deles, chegando a 17% em uma ocasião. Qualquer valor acima de zero neste teste indica que a conexão não é estável, perdendo confiabilidade.

Entendendo o 5G: as diferentes gerações de telefonia móvel

A telefonia celular e, especialmente, a internet móvel, é dividida em várias gerações. Cada uma trouxe novidades e avanços significativos em relação ao tipo de conexão anterior.

A primeira geração foi iniciada com a introdução dos telefones celulares, nos anos 1980. Usando sinais analógicos, ela permitia apenas chamadas por voz. A segunda geração começou a ser usada nos anos 1990 e, por usar sinais digitais, permitiu a transmissão de outros tipos de dados: inicialmente mensagens de texto, as populares SMS, e eventualmente um sistema extremamente básico de internet para celulares.

A revolução veio com a tecnologia 3G, que melhorou qualidade de sinal e velocidade das conexões. Usada amplamente no Brasil nos anos 2000 e começo dos anos 2010, ela popularizou a internet móvel no País, seja em celulares compatíveis, seja nos modems, que eram ligados em computadores por conexão USB.

Atualmente, o Brasil usa, na maioria das cidades, as redes de quarta geração, chamadas de 4G ou LTE. Com velocidade ainda maior e conexões de melhor qualidade, é possível navegar na internet por celulares de forma muito similar às conexões fixas.

O próximo passo, cuja adoção já começou em diversos países, são as redes 5G. Além de permitir velocidades maiores de transmissão, ela tem características técnicas que permitem uma série de usos além da internet móvel, como a utilização de dispositivos inteligentes, carros autônomos, cirurgias feitas remotamente, e diversas outras aplicações. Para o usuário médio, porém, a mudança mais imediata deve ser vista de fato na conexão dos celulares, que ficará mais rápida e confiável.

O que é preciso para usar o 5G? Quais os aparelhos compatíveis?

Para ter acesso às redes de quinta geração, é preciso um celular que tenha a tecnologia. Desde 2019, os smartphones topo de linha das principais marcas têm conexão 5G - à exceção da Apple: somente iPhones a partir de 2020 são compatíveis. Desde então, as fabricantes trabalharam em levar o 5G a modelos mais baratos.

Como o Brasil usa, até o momento, apenas a tecnologia 5G DSS, nem todos os smartphones com suporte às redes de quinta geração conseguem usar a conexão mais recente. É preciso confirmar, na hora da compra, se o modelo é compatível com o DSS. Caso não seja, ele terá acesso às redes 5G apenas após o leilão da Anatel - veja mais detalhes abaixo.

O 5G chegou ao Brasil?

O problema com a adoção do 5G no Brasil é que, como em todas as novas gerações de telefonia móvel, é necessário equipamentos compatíveis tanto no usuário quanto na operadora. Esses dispositivos, (celulares, modems, antenas etc), transmitem sinais sem fio, que precisam ser autorizados e regulamentados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Para impedir que haja interferência entre as operadoras, e com outros serviços sem fio, como rádio, TV WiFi e Bluetooth, há uma separação das frequências em que cada tipo de conexão pode operar. A definição de quais frequências podem ser usadas por quais operadoras é feita através de um leilão, realizado pela Anatel, onde as empresas fazem ofertas pelo direito de operar os sinais sem fio.

Para o 5G, o leilão ainda não foi realizado. Ele estava previsto para acontecer em 2020, mas foi adiado diversas vezes. Entre os fatores estão a pandemia de Covid-19, a necessidade de mudança nas redes de televisão por satélite (que usam a mesma frequência do 5G), e a definição de exigências feitas pelo governo para as empresas que ganharem o leilão, como a cobertura em escolas públicas, estradas e a construção de uma rede privativa para o serviço público, em Brasília.

Não há, portanto, um 5G "de verdade" no Brasil até o momento. Após vários atrasos, a expectativa atual é que o leilão de frequências aconteça em setembro ou outubro de 2021.

Como solução temporária, as operadoras brasileiras decidiram adotar uma tecnologia chamada de Compartilhamento Dinâmico de Espectro (DSS, na sigla em inglês). Com o DSS, frequências das redes 3G e 4G que não estejam em uso podem ser combinadas, em aparelhos compatíveis, para dar um ganho de velocidade nestes equipamentos. O DSS é tido como uma "prévia" do 5G, pois oferece vantagens em relação às redes 4G habituais, mas não tem toda a capacidade do 5G "definitivo".

As quatro grandes operadoras nacionais já usam o DSS em suas conexões. No entanto, como esta tecnologia exige que parte das redes 3G e 4G sejam "desviadas", e considerando que ainda há poucos usuários, a cobertura é limitada: cada uma atende poucas cidades, e apenas alguns bairros destas cidades.

A exceção é a Oi: a operadora decidiu seguir um caminho diferente da concorrência na adoção do 5G DSS, concentrando a cobertura apenas em um único local, de grande extensão. A empresa atua com o 5G hoje somente na cidade de Brasília (DF), mas abrange cerca de 80% da área do município.

5G DSS no Brasil: veja as cidades cobertas pelas operadoras

  • Claro: Manaus (AM), Brasília (DF), Goiânia (GO), São Luís (MA), Belém (PA), Rio de Janeiro (RJ), Porto Alegre (RS), Campinas (SP), Guarulhos (SP), Santo André (SP), Santos (SP), São Bernardo do Campo (SP), São Caetano do Sul (SP) e São Paulo (SP);
  • Oi: Brasília (DF);
  • Tim: Salvador (BA), Fortaleza (CE), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Recie (PE), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ), Campinas (SP), Santos (SP) e São Paulo (SP);
  • Vivo: Salvador (BA), Brasília (DF), Goiânia (GO), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ), Porto Alegre (RS) e São Paulo (SP).

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Marinha recomenda cautela devido aos fortes ventos no Ceará

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14:30 | Ago. 29, 2021
Autor Isabela Queiroz Especial para O POVO
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O litoral cearense pode ter ventos de 61 km/h (33 nós) de intensidade até a noite da terça-feira, 31 de agosto (31/08). Em nota, a Marinha do Brasil, por meio da Capitania dos Portos do Ceará (CPCE), informou a intensificação de ventos alísios de direção Sudeste a Leste. Recomenda-se ainda que embarcações de pequeno porte evitem navegar nestas áreas.

Demais embarcações devem redobrar a atenção quanto ao material de salvatagem, estado geral dos motores e cascos, bomba de esgoto do porão, equipamentos de rádio e itens de segurança em geral. Navegantes devem consultar as condições do tempo antes de embarcar, alerta a CPCE. 

Informações adicionais sobre o tempo podem ser consultadas na página do Serviço Meteorológico Marinho no Facebook ou por meio do aplicativo “Boletim ao Mar”, disponível para download para Android e iOS.

Para consultar avisos de mau tempo em vigor basta acessar o endereço eletrônico: https://www.marinha.mil.br/chm/dados-do-smm-avisos-de-mau-tempo/avisos-de-mau-tempo 

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Inscrição do BBB 22 é reaberta; como se inscrever no Gshow?

Big Brother Brasil
14:17 | Ago. 29, 2021
Autor O Povo
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O diretor do Big Brother Brasil (BBB), Boninho, anunciou na madrugada desse sábado, 28, a reabertura da inscrição do BBB 22. Por meio de um vídeo publicado no Instagram, ele contou a novidade e deu algumas dicas para os interessados na vaga. 

"Consegui! Convenci minha galera e a gente conseguiu mais 20 mil inscrições. Como vai rolar? Vai rolar de uma vez só, daqui a, sei lá, no máximo 10 dias, 15 dias. O que você tem que fazer? Se preparar, já faz seu vídeo, deixa tudo armado porque, quem completa, tira o outro. É o BBB, mais uma chance para você", disse Boninho entusiasmado. 

As inscrições para o BBB 22 já tinham sido encerradas em julho, com o número recorde de 100 mil pessoas inscritas para disputar um vaga na casa mais vigiada do Brasil. Na edição anterior, 90 mil inscrições foram realizadas, e o programa foi sucesso nacional - a paraibana Juliette Freire foi a sister ganhadora. 

A escolha dos participantes de cada edição é feita pela produção do reality, que analisa o material recebido dos candidatos e em seguida define quem entrará na disputa pelo 1,5 milhão. 

BBB 22: como se inscrever no Gshow?

As inscrições para a casa mais vigiada do Brasil é feita por meio do site da Gshow. Quando a aba for aberta será necessário realizar o preenchimento de alguns dados, tais como informações pessoais do candidato e dados para contato.

Será pedido que o candidato preencha um questionário com mais de 80 perguntas, falando sobre sua vida. Além disso, é necessário anexar um vídeo e fotos explicando o porque deve ser selecionado para o programa. 

Inscrição para o BBB 22: passo a passo

Para realizar a inscrição é necessário preencher o formulário, enviar fotos e um vídeo. Confira os passos abaixo.

  1. Acesse a página de inscrições do BBB22 no site do GShow clicando aqui;
  2. Selecione a região do Brasil em que você mora;
  3. Preencha o cadastro com os dados solicitados;
  4. Responda ao questionário do programa - as respostas não podem ser alteradas após o envio;
  5. Envie entre três e dez fotos suas, recentes e coloridas;
  6. Preencha seus perfis nas redes sociais. É necessário ter, pelo menos, cinco fotos suas visíveis publicamente;
  7. Envie um vídeo de até cinco minutos. O conteúdo é livre, mas o objetivo é convencer a produção do BBB a lhe dar uma vaga na casa.

 

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Luiz Otávio analisa atuação do Ceará na derrota diante do América-MG: "Erramos bastante"

REPERCUSSÃO
13:34 | Ago. 29, 2021
Autor Iara Costa
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Iara Costa Autor
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Com uma atuação apática, o Ceará foi derrotado na manhã deste domingo, 29, em 2 a 0 pelo América-MG no estádio Independência, em Minas Gerais. Os gols do Coelho foram marcados por Fabrício, um em cada tempo de jogo. Após o duelo, o zagueiro alvinegro, Luiz Otávio, analisou a atuação do time no embate. 

"A gente até iniciou bem, conseguindo algumas transições, mas faltou o último passe. A gente acabou tomando o gol, desequilibrou um pouco a nossa equipe. Demoramos a voltar pro jogo. Equilibramos depois, no fim do primeiro tempo. No segundo tempo a gente acabou levando mais um gol, pois a gente foi procurar mais o jogo, mas erramos bastante. Não conseguimos nem diminuir e nem chegar ao empate para, consequentemente, chegamos à vitória. Fica de aprendizado, para que a gente aprenda com os nossos erros e volte melhor", expôs o jogador.

Com o resultado, o Vovô ocupa, no momento, a 8ª colocação na tabela com 24 pontos conquistados em 18 jogos. O time comandado por Guto Ferreira volta a campo somente no dia 12 de setembro, quando enfrenta o Grêmio fora de casa pela 20ª rodada da competição. 

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