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Transferência no Pix terá limite de R$ 1 mil no período noturno, anuncia Banco Central

O limite de transferências entre pessoas físicas, inclusive microempreendedores individuais (MEI), cairá para R$ 1 mil entre 20 e 6 horas
17:31 | Ago. 27, 2021
Autor Agência Brasil
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Agência Brasil Jornal
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O aumento de casos de sequestros relâmpago e de roubos relacionados ao Pix fez o Banco Central (BC) introduzir medidas de segurança no sistema instantâneo de pagamentos. As alterações divulgadas nesta sexta-feira, 27, também afetam outras modalidades de pagamento eletrônico, como a Transferência Eletrônica Disponível (TED), cartões de débito e transferências entre contas de um mesmo banco. Na mudança mais importante, o limite de transferências entre pessoas físicas, inclusive microempreendedores individuais (MEI), cairá para R$ 1 mil entre 20 e 6 horas.

O novo limite vale tanto para o Pix como para a liquidação de TEDs, para cartões de débito e para transferências intrabancárias. Em outra mudança, o BC decidiu impedir o aumento instantâneo de limites de transações com meios de pagamento por meios eletrônicos. Agora, as instituições terão prazo mínimo de 24 horas e máximo de 48 horas para efetivarem o pedido do correntista se feito por canal digital. A medida abrange tanto o Pix, como a TED, o Documento de Ordem de Crédito (DOC), as transferências intrabancárias, cartões de débito e boletos.



As instituições financeiras passarão a oferecer aos clientes a possibilidade de definir limites distintos de movimentação no Pix durante o dia e a noite, permitindo limites mais baixos no período noturno. Elas também passarão a permitir o cadastramento prévio de contas que poderão receber Pix acima dos limites estabelecidos, mantendo os limites baixos para as demais transações.

Outras medidas 


•        permitir que os participantes do Pix retenham uma transação por 30 minutos durante o dia ou por 60 minutos durante a noite para a análise de risco da operação, informando ao usuário sobre a retenção;
•        tornar obrigatório o mecanismo, já existente e hoje facultativo, de marcação no Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT) de contas com indícios de utilização em fraudes no Pix, inclusive no caso de transações realizadas entre contas do mesmo participante;
•        permitir consultas ao DICT para alimentar os sistemas de prevenção à fraude das instituições, de forma a coibir crimes envolvendo a mesma conta em outros meios de pagamento e com outros serviços bancários;
•        exigir que os participantes do Pix adotem controles adicionais em relação a transações envolvendo contas marcadas no DICT, inclusive para fins de eventual recusa a seu processamento, combatendo assim a utilização de contas de aluguel ou os chamados laranjas;
•        determinar que os participantes de arranjos de pagamentos eletrônicos compartilhem, tempestivamente, com autoridades de segurança pública, as informações sobre transações suspeitas de envolvimento com atividades criminosas;
•        exigir das instituições reguladas controles adicionais sobre fraudes, com reporte para o Comitê de Auditoria e para o Conselho de Administração ou, na sua ausência, à Diretoria Executiva, bem como manter à disposição do Banco Central tais informações;
•        exigir histórico comportamental e de crédito para que empresas possam antecipar recebíveis de cartões com pagamento no mesmo dia, reduzindo a ocorrência de fraudes.

Prevenção de crimes

Em nota, o BC informou que as medidas ajudarão a prevenir crimes ligados aos meios eletrônicos de pagamento. “Em conjunto, essas medidas, bem como a possibilidade de os clientes colocarem os limites de suas transações em zero, aumentam a proteção dos usuários e contribuem para reduzir o incentivo ao cometimento de crimes contra a pessoa utilizando meios de pagamento, visto que os baixos valores a serem eventualmente obtidos em tais ações tendem a não compensar os riscos”, informou o órgão em comunicado.

Para o BC, os mecanismos de segurança presentes no Pix e nos demais meios de pagamento não são capazes de eliminar por completo a exposição de seus usuários a riscos. No entanto, o trabalho conjunto do Banco Central, das instituições reguladas, das forças de segurança pública e dos próprios usuários permitirá reduzir a ocorrência de prejuízos.

Pedido

O Banco Central atendeu à reivindicação dos bancos. Nesta semana, diversas instituições financeiras pediram ao órgão o endurecimento de regras do Pix para dificultar a ação de criminosos. Desde março, os limites do Pix estavam igualados aos das transferências eletrônicas. Em abril, os usuários passaram a poder personalizar os limites no aplicativo das instituições financeiras.

Apesar da praticidade, as mudanças aumentaram os casos de fraudes, de roubos e de sequestros relâmpago relacionados ao Pix. Criminosos aproveitavam da rapidez das transferências instantâneas para aplicarem golpes ou forçarem vítimas a transferir elevadas quantias durante a noite para a conta de laranjas. O dinheiro era, em seguida, pulverizado para outras contas, dificultando o rastreamento pelas instituições financeiras e pelas forças de segurança.

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(Teaser) Pescadores que contam a história

19:24 | Ago. 27, 2021
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Ficha Técnica

19:11 | Ago. 27, 2021
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Direção: Arthur Gadelha
Roteiro: Arthur Gadelha e Catalina Leite
Direção de Fotografia: FCO Fontenele
Produção: Cinthia Medeiros e Catalina Leite
Edição: Raphael Góes
Reportagem: Catalina Leite
Identidade Visual: Isac Bernardo
Transporte: Aurélio Sousa de Almeida 
Suporte: Elma Gonçalves
Edição OP+: Fátima Sudário e Regina Ribeiro
Coordenação Núcleo de Imagem: Chico Marinho e Cinthia Medeiros
Editor de Fotografia: JL Rosa
Direção Geral de Jornalismo: Erick Guimarães e Ana Naddaf

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De Olhos para o Mar: tradição e sustentabilidade no Ceará

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19:11 | Ago. 27, 2021
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Relação humana com o Oceano e desafios socioambientais são tema de série de reportagens do OP+

ESPECIAL O POVO+
18:26 | Ago. 27, 2021
Autor Catalina Leite
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Para quem mora em Fortaleza, o mar é um personagem. Para a Capital, ele significa turismo, economia e lazer; mas para o mundo ele é muito mais. Apesar das divisões geopolíticas, o Oceano - no singular mesmo - é um único e gigantesco ecossistema que conecta toda a humanidade, cobrindo 71% da superfície terrestre. É o responsável por metade da produção de oxigênio que respiramos, bem como pela regulação climática.

Mas ele está ameaçado pela emergência climática. O derretimento das geleiras e o consequente aumento do nível do mar põem em risco o equilíbrio climático e a segurança alimentar e de moradia de diversas comunidades litorâneas, levando a ondas de refugiados ambientais.

Pensando nisso, a Organização das Nações Unidas (ONU) lançou a Década do Oceano. A partir de 2021 até o ano de 2030, todas as nações devem focar em discutir soluções para conseguir um Oceano mais seguro, sustentável e previsível. Como o Ceará entra neste contexto? Como tornar as discussões sobre sustentabilidade mais inclusivas e justas? Quais os potenciais de liderança que a América Latina traz para a Década?

Essas e outras perguntas serão respondidas pela série de reportagens especiais Década do Oceano, a serem publicadas semanalmente no O POVO+, plataforma multistreaming do O POVO, a partir deste domingo, 29 de agosto. Inicialmente com três episódios, o especial é escrito pela repórter Catalina Leite, com edição da jornalista Fátima Sudário. O objetivo, explica Sudário, é perceber as relações de interconexão da humanidade com o Oceano “a partir da nossa própria experiência de relação com o mar, nas mais diversas perspectivas”.

O primeiro episódio (29/8) discute os desafios que o Ceará enfrentará durante a campanha por meio de uma revisão histórica da ocupação da orla cearense. No segundo episódio, publicado dia 3/9, narra-se a rotina das marisqueiras de Fortim (CE). Já o terceiro episódio (10/9) traz uma entrevista com o doutor Marco Quesada, vice-presidente de Oceanos da ONG Conservation International da divisão das Américas, sobre a participação da América Latina na Década do Oceano.

Mas falar de Oceano vai muito além da água salgada. Por isso, os jornalistas Catalina Leite e Arthur Gadelha, o fotógrafo FCO Fontenele e o motorista Aurélio Almeida viajaram até Fortim para conversar com os pescadores e marisqueiras do rio Jaguaribe. Os relatos de mudanças ambientais e relações de sobrevivência e amor integram o documentário De olhos para o mar: Tradição e sustentabilidade no Ceará, a ser publicado neste domingo, dia 29 de agosto, também no O POVO+.

“Quando a gente escuta os pescadores que estão vivendo e testemunharam mudanças bruscas na forma que a pesca artesanal se desenvolveu e foi atingida no Estado, é um convite para repensarmos o que podemos fazer e o que não foi feito”, reflete Arthur Gadelha, roteirista do documentário.

 

Identidade visual

Um especial do O POVO+ não está completo sem uma identidade visual forte. Com as artes de Isac Bernardo e edição de arte de Cristiane Frota, o especial Década do Oceano foge do ponto comum ao trazer aspectos surrealistas às capas.

No primeiro episódio, por exemplo, a cabeça do Cristo Redentor, o Theatro José de Alencar e outros pontos turísticos brasileiros se encontram submersos pelo Oceano. Já no segundo episódio, marisqueiras trabalham em um rio rosado, enquanto uma enorme baleia jubarte e outros peixes flutuam sobre suas cabeças.

 

Spaces no Twitter

Na segunda-feira, 30 de agosto, às 18 horas, O POVO+ promove uma conversa pelo Spaces, no Twitter do O POVO (@opovo), sobre a Década do Oceano. O Spaces possibilita a interação dos ouvintes, que podem fazer perguntas e considerações sobre o tema.

A conversa ao vivo terá a participação da repórter Catalina Leite e das convidadas Adriana Lippi, oceanógrafa e educadora ambiental, e Mary Nogueira, geógrafa e integrante do Grupo de Apoio à Mobilização - Nordeste (GAM-NE) na Década do Oceano. 

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É impossível garantir que não haverá mais crime, diz diretor do BC após medidas

ECONOMIA
18:25 | Ago. 27, 2021
Autor Agência Estado
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O diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central, João Manoel Pinho de Mello, repetiu nesta sexta-feira que as medidas de segurança anunciadas pelo BC não eliminarão por completo as fraudes e crimes - sequestros relâmpagos - com uso meios de pagamento eletrônicos, como transferências intrabancárias, cartões de débito, Pix e TEDs. "É impossível garantir que não haverá mais crimes, falar isso seria leviano. Nosso objetivo é proteger ao máximo os clientes e reduzir os incentivos para que esses meios sejam usados para fraudes e crimes violentos", reforçou.
Segundo ele, a imensa maioria das operações em suspeitas de crimes e fraudes envolvem transferências entre pessoas físicas (incluindo MEIs). Por isso, o limite de R$ 1 mil no Pix entre 20 horas e 6 horas não será colocado para os pagamentos a pessoas jurídicas. "A intervenção é onde há evidência de problemas", reafirmou.
Mello lembrou que o BC mantém a obrigatoriedade do ícone do Pix nos aplicativos das instituições financeiras para smartphones. "Retirar isso agora incorreria em um alto custo tecnológico para os bancos. Além disso, os sequestradores nem mesmo saberiam se a vítima teria ou não o ícone do Pix. Seria pouco efetivo", completou.
O BC anunciou nesta sexta-feira diversas medidas para combater o uso do Pix e outros meios digitais em fraudes e sequestros-relâmpago. Entre elas, está a limitação a R$ 1 mil para transações entre pessoas físicas (e MEIs) de 20 horas às 6 horas. Os usuários também poderão ter limites diferenciados para o dia e para a noite. Além disso, pedidos de mudança de limite pelos usuários só serão efetivados após 24 horas, impedindo o cadastramento imediato em situação de risco.
Os bancos também poderão reter operações por 30 minutos durante o dia ou por 60 minutos durante a noite para a análise de risco. As instituições ainda serão obrigadas marcar no Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT) as suspeitas de fraudes no Pix, facilitando a consulta para o bloqueio de contas de aluguel ou "laranjas".
Custo
O diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do BC disse também não esperar que haja um custo "muito grande" a ser repassado para os clientes com as medidas de segurança anunciadas pelo BC para o uso de meios de pagamento eletrônicos, como transferências intrabancárias, cartões de débito, Pix e TEDs. "A intervenção é calibrada para que os custos sejam muito baixos", reforçou. "Sabemos que haverá um custo, mas não deve ser terrivelmente relevante para os clientes", completou.
Questionado se as ações anunciadas atendem todos os pleitos dos bancos de segurança para essas operações, Mello respondeu que o BC tem como regra sempre consultar e debater suas intervenções com as instituições financeiras. "Mas é uma prerrogativa do BC adotar as intervenções com base nos custos e benefícios de cada medida", acrescentou.

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