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Petrobras: retirada do navio de gás natural no Pecém é estratégica e diesel para Termoceará está garantido

A estatal respondeu às críticas que recebeu nas últimas semanas, inclusive do Governo do Ceará, e afirmou que transferência do navio do Pecém para a Bahia permite atendimento das termelétricas a gás de outras regiões
11:45 | Ago. 19, 2021
Autor Samuel Pimentel
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Samuel Pimentel Jornalista no OPOVO
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A Petrobras emitiu nota nesta quinta-feira, 19, respondendo às críticas sobre a retirada do navio de regaseificação do Terminal de Gás Natural Liquefeito (GNL) do Porto do Pecém para a Bahia. A estatal frisa que a suspensão do abastecimento foi uma estratégia da companhia e que está garantindo o abastecimento de diesel para operação da Termoceará, a termelétrica operada pela companhia no Estado.

O navio permitia o fornecimento de gás natural que atendia à demanda das usinas termelétricas do Ceará, além do Piauí e do Rio Grande do Norte.

Ainda segundo a Petrobras, a decisão ocorreu para que fosse reforçada a capacidade dos terminais da Bahia (TR-BA) e do Rio de Janeiro (TR-RJ).

O segundo até foi ampliado, de 20 milhões de metros (m³) por dia para 30 milhões de m³/dia. Ainda houve aumento da importação de GNL, agora chegando mais 14 navios por mês, e a flexibilização pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) da especificação do gás processado na unidade de tratamento de Caraguatatuba e a interligação das Rotas 1 e 2 de escoamento de gás do pré-sal.

Além das medidas em vigor, "a companhia ainda negocia um novo contrato interruptível com a Bolívia" e avalia alternativas para "disponibilidade de um terceiro navio regaseificador" para ampliar a capacidade brasileira em GNL.

Ao O POVO, o titular da Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Trabalho do Ceará (Sedet), Maia Júnior, externou o descontentamento com a Petrobras e com o Ministério de Minas e Energia pela forma como a questão foi tratada.

Isso porque o navio regaseificador Golar Winter, da Petrobras, deixou o píer 2 do Terminal GNL do Porto do Pecém em março. Desde então a companhia se manteve em silêncio sobre a retomada após descumprir o prazo que havia dado ao Estado, ainda em março. A resposta oficial do porquê somente vem agora, mais de cinco meses depois da saída.

"Foi uma escolha (do Ministério de Minas e Energia) que nem foi comunicada ao Estado. O que eu vou dizer para esse investidor que investiu bilhões de dólares nessas termelétricas do Ceará?", reclamou Maia.

"Isso é uma insegurança! O que é que eu vou dizer aqui para a Mitsui, que comprou uma parte da empresa do Estado (Cegás) e em outros estados também. "Te vira, negão?". Porque a minha exigência como Estado é que você precisa garantir abastecimento de gás na indústria, residências. O que eu digo para os investidores que compraram automóveis a gás neste País se não tiver garantia de gás? O que eu digo para os investidores que operam termelétricas no Ceará? A Petrobras retira o seu navio de suprimento de gás do Porto do Pecém sem dizer nada ao Estado", afirmou.

Na nota desta quinta-feira, 19, a Petrobras explica que a transferência permite o atendimento da demanda do Sudeste e do Sul.

"A transferência do navio de Pecém para a Bahia permite o atendimento de UTEs do Sudeste e Sul (UTEs Arjona e Araucária, total de 650 MW), o que, juntamente à geração a diesel na UTE Termoceará (200 MW) mais que compensa as indisponibilidades temporárias no Nordeste (cerca de 750 MW), provendo capacidade de cerca de 100 MW a mais durante o período do reposicionamento."

LEIA AINDA | OP+ Porto do Pecém quer ser notificado oficialmente pela Petrobras

Bastidores

A questão da retirada do navio regaseificador do Porto do Pecém e a "imprevisibilidade" que isso gera, já faz com que a diretoria do Complexo do Pecém já busque alternativas.

O contrato de exclusividade da Petrobras na operação do píer 2 segue até 2023. Nos bastidores, Pecém já busca novos parceiros.

Ao O POVO no último dia 7 de agosto, a Petrobras afirmou que segue o disposto no contrato, que tem previsão de término em 2023, mas é reticente sobre a possibilidade de continuar operando o Terminal, respondendo que "a possibilidade de renovação a partir de 2024 depende dos planos de utilização futura do Porto pela administração do Pecém".

Plataforma semi-submersível P-20
Plataforma semi-submersível P-20 (Foto: Geraldo Falcão / Agência Petrobras)

Recorde

Em meio ao aumento de demanda por gás natural para abastecer as termelétricas, o Brasil bateu recorde de importação de GNL. Porém, mesmo com os 28,8 milhões de m³/dia (além dos mais de 30 milhões de m³/dia vindos da Bolívia e 20 milhões de m³ produzidos pela Petrobras), existe o risco iminente de faltar gás para usinas térmicas.

E, segundo enfatiza reportagem do Valor Econômico, há problemas no sistema que acontecem em meio à recuperação da demanda com a retomada da economia.

Exemplos disso: o terminal de Sergipe, da New Fortress, não está conectado à malha nacional de gasodutos. Além disso, a planta da Petrobras em Pecém (CE) não conta, hoje, com navio regaseificador.

Na publicação, o presidente da Gas Energy, Rivaldo Moreira Neto, cita o atraso nas obras do gasoduto de escoamento Rota 3 do pré-sal, que só deve ser entregue em 2022.

Sem esse reforço, alguns grandes campos do pré-sal não têm condições de trazer gás para o continente. Além disso, a parada programada do campo de Mexilhão e do gasoduto Rota 1 restringirá o suprimento em setembro.

A falta da estrutura da Rota 3 faz com que o Brasil atinja recordes de reinjeção - gás que poderia ser extraído e não foi, na casa dos 60 milhões de m³/dia. Essa quantidade é equivalente a praticamente dois terços do que o Brasil produz e importa por dia.

VEJA AINDA | OP+ Governo do Ceará critica Petrobras após fim de fornecimento de gás no Pecém

Demanda térmica

Ainda no início do segundo semestre deste ano, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) solicitou à Agência Nacional de Petróleo (ANP) esforços para que a Petrobras coloque em operação novamente o Terminal GNL de Pecém, no Ceará, até o fim de setembro.

O terminal com capacidade de transferir até 7 milhões de m³/dia de gás natural para o Gasoduto Guamaré-Pecém (Gasfor) e viabilizaria a operação de importantes usinas no Nordeste e acrescentaria 570 MW de disponibilidade termelétrica ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

PECEM EM JULHO DE 2021, TERMINAL TEMUT; ATIVIDADES DO COMPLEXO INDUSTRIAL PORTO DO PECEM. Área do terminal de regaseificação do Complexo do Pecém (Fofo Divulgaçao)
PECEM EM JULHO DE 2021, TERMINAL TEMUT; ATIVIDADES DO COMPLEXO INDUSTRIAL PORTO DO PECEM. Área do terminal de regaseificação do Complexo do Pecém (Fofo Divulgaçao) (Foto: Divulgaçao)

Essa produção viria do acionamento da Termofortaleza e Termoceará, no Ceará, e da usina Vale do Açu, no Rio Grande do Norte. Dados do Operador Nacional do Sistema (ONS) mostram que as termelétricas cearenses movidas à gás natural - que tem um custo menor do que aquelas à diesel - acrescentaram ao sistema uma geração de 423 MWmed, em janeiro, e de 211 MWmed, em fevereiro.

Ao Valor, a consultoria Wood Mackenzie estima que todas as termelétricas conectadas à malha integrada de gasodutos demandariam, a plena capacidade, 50,1 milhões de m³/dia, ante uma oferta prevista da ordem de 50 milhões de m³/dia. Isso deve fazer com que as importações de gás continuem em alta enquanto ocorre a manutenção da Rota 1.

Moreira Neto explica que, independentemente de fatores conjunturais como paradas para manutenção, existem térmicas hoje com problemas estruturais de suprimento de gás.

Ele cita a Termofortaleza e a Termoceará, no Ceará, que não conseguem despachar a plena capacidade por limites nos gasodutos da região. Além disso, há o fato de a Petrobras ter desmobilizado o navio do Terminal de GNL de Pecém.

Já a usina William Arjona-MS tem como principal fonte de suprimento a Bolívia (e que agora está sendo abastecida com o GNL proveniente dos terminais do Rio de Janeiro e da Bahia - que recebeu o navio regaseificador que abastecia Pecém), que enfrenta dificuldades estruturais para aumentar a oferta ao Brasil - o que se soma à maior demanda argentina pelo gás boliviano no inverno.

Para finalizar, a nota da Petrobras enfatiza que a companhia segue atendendo todos os contratos, "de acordo com os termos e prazos estabelecidos". "E empenhando todos os esforços para maximizar a oferta de gás e garantir a confiabilidade do suprimento aos seus clientes."

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Prévia do PIB aponta crescimento de 3,41% da economia do Ceará em 2021

ECONOMIA
11:14 | Ago. 19, 2021
Autor Beatriz Cavalcante
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A prévia do Produto Interno Bruto (PIB) do Ceará mostra que a economia cearense apresenta crescimento em todos os cenários de comparação, inclusive com salto de 3,41% no primeiro semestre (janeiro a junho) deste ano. 

O dado é referente ao Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR), divulgado nesta quinta-feira, 19, pelo Banco Central.

Considerando a passagem de maio para junho, no resultado dessazonalizado, sem os efeitos das variações sazonais, a prévia do PIB cearense teve salto de 2,20%. Já de abril a junho ante janeiro a março deste ano, houve estabilidade de 0,54%.

No dado observado, ou seja, com impacto das sazonalidades, junho foi mês de crescimento da economia do Estado, com alta de 6,05% frente a igual período do ano passado.

Em relação ao trimestre abril a junho de 2020, o salto foi de 7,12%, enquanto que, nos últimos 12 meses (junho de 2020 a junho de 2021) a atividade econômica do Ceará avançou 1,36%.

 

 

 

 

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Caixa Econômica lucra R$ 10,8 bilhões no primeiro semestre de 2021

Economia
10:24 | Ago. 19, 2021
Autor Agência Brasil
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A Caixa Econômica Federal lucrou R$ 6,3 bilhões no segundo trimestre de 2021. O valor representa aumento de 144,7% na comparação com igual período de 2020.

Com o resultado, o lucro total do banco no semestre chega a R$ 10,8 bilhões. Se comparado ao primeiro semestre do ano passado, o lucro do banco aumentou 93,4%. Os números são destaque dos resultados econômicos apresentados nesta quinta-feira, 19, pela Caixa.

O saldo na carteira de crédito total obtido no segundo trimestre está em R$ 816,3 bilhões, o que representa crescimento de 13,4%, se comparado ao segundo trimestre de 2020. Já o saldo em poupança apresentou uma evolução de 2,1% em 12 meses, chegando a R$ 371,4 bilhões.

As contratações de crédito imobiliário cresceram 101,3% no primeiro semestre, na comparação com igual período do ano anterior, totalizando R$ 37,4 bilhões. No mesmo período, o volume de contratações Agro aumentou 79,3%, percentual que corresponde a R$ 5,8 bilhões.

Segundo os resultados econômicos da Caixa, foram contratados R$ 17,6 bilhões em crédito consignado no segundo trimestre, valor que é 35,9% maior do que o obtido no primeiro trimestre de 2021.

A economia estimada pelo banco para o triênio 2019-2021 está em R$ 333,6 milhões, com a devolução de 133 imóveis administrativos feitas até junho. As despesas com pessoal caíram 0,6% em 12 meses.

A renegociação de aluguéis, atualizado a Valor Presente Líquido (VPL), possibilitou, ao banco, uma economia de R$ 4,2 bilhões, considerando a perpetuidade dos contratos. Já a devolução dos imóveis – também atualizada a VPL e considerando a perpetuidade dos contratos – representa uma economia de R$ 6 bilhões.

Plano de expansão

De acordo com o plano de expansão da Caixa, está prevista a inauguração de 268 novas unidades. Destas, 168 voltadas ao atendimento de clientes do varejo e 100 unidades especializadas no agronegócio.

O IPO (da sigla em inglês para oferta pública inicial de ações) da Caixa Seguridade registrou volume financeiro de R$ 5 bilhões. Foram vendidas 17,25% de ações da Caixa Seguridade a 150 mil investidores.

Além disso, cinco parcerias estratégicas foram concluídas com essa empresa de seguridade, a um valor total de R$ 9,8 bilhões. Já o desinvestimento total no Banco PAN, controlado conjuntamente pela Caixa Participações S.A., gerou lucro líquido de R$ 2 bilhões.

A margem financeira do banco ficou em R$ 11,1 bilhões, valor 19,7% maior do que o registrado no segundo trimestre do ano passado e 0,8% maior do que o registrado no primeiro trimestre de 2021.

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IBGE: 66,2% tinham acesso a conta-corrente em 2017-2018

Economia
10:09 | Ago. 19, 2021
Autor Agência Brasil
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A Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017-2018 - Perfil das Despesas, divulgada hoje (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que 83,3% dos brasileiros viviam, no período, em famílias onde um ou mais membros tinham acesso a pelo menos um dos serviços financeiros considerados no estudo: 66,2% tinham acesso a conta-corrente, 49,9% a cartão de crédito, 55,9% a caderneta de poupança, e 19,5%a cheque especial. Já 16,7% viviam em famílias que não declararam acesso a esses serviços, das quais 11,7% eram integrantes de famílias com pessoas de referência pretas ou pardas e 4,8% eram de famílias com pessoa de referência branca.

De acordo com o IBGE, os valores indicam que mais de quatro quintos da população tiveram acesso a serviços financeiros no país no período pesquisado. A Região Sudeste apresentou a maior proporção de pessoas com disponibilidade de acesso a pelo menos um dos serviços financeiros (37,1%).

Dos 83,3%, 73,5% se encontravam na área urbana e 9,8% na área rural. Tomando por base a pessoa de referência na família, 43,8% tinham entre 25 e 49 anos de idade e 24,4% entre 50 e 64 anos; 36,6% eram brancos e 45,5% pretos e pardos; 50,5% eram homens e 32,8%, mulheres. A maior parte (27,7%) tinha ensino fundamental incompleto e 23,2%, ensino médio completo. Apenas 13,5% tinham ensino superior completo.

Considerando ainda a proporção de pessoas com disponibilidade de acesso a pelo menos um dos serviços financeiros disponíveis, a POF 2017-2018 mostra que 21,6% eram empregados com carteira, 17,6% trabalhavam por conta própria e 22,1% estavam fora do mercado de trabalho. As famílias eram compostas, em sua maioria, por mais de um adulto com pelo menos uma criança (37,1%), mais de um adulto sem criança (24,3%) e por um ou mais idosos com ao menos um adulto com ou sem criança (14,4%).

No período analisado, 64% das pessoas viviam em famílias que receberam valores ou tiveram gastos com, pelo menos, um dos serviços financeiros listados. Por tipos de despesas ou recebimentos, os percentuais encontrados foram 39,5% para taxas bancárias, juros de cheque especial e de cartão de crédito, 35,3% para seguros e 32,1% para empréstimos e parcelamento de imóveis, automóveis e moto.

Per capita

A despesa mensal per capita, isto é, por indivíduo, com os serviços financeiros, foi de R$ 124,79 por mês, sendo R$ 115,35 na área urbana e R$ 9,44 na área rural. Empréstimos e parcelamento de imóveis, automóveis e motos (R$ 95,51 por pessoa) foram o gasto mais relevante para a composição da despesa per capita mensal com todos os serviços.. Na movimentação financeira per capita mensal, o destaque é para aplicações (R$ 104,90) e resgate (R$ 75,55). A Região Sudeste concentrou a maior despesa mensal com serviços financeiros, de R$ 58,73 por indivíduo.

A pesquisa do IBGE revela que, levando em conta as características das pessoas de referência, os homens constituíram a maior parcela (85,44%), contra 39,35% de mulheres. Quando se considera a contribuição das famílias cuja pessoa de referência era de cor branca, verifica-se que essa foi bem maior em comparação às famílias cuja líder era da cor preta ou parda. Os valores per capita foram, respectivamente, de 73,62% e 48,91%. A pesquisa do IBGE mostra também que a contribuição para esse tipo de despesa com o total dos serviços financeiros foi maior para as famílias cuja pessoa de referência tinha ensino superior completo (R$ 52,40).

Bens duráveis

No que se refere a bens duráveis, a POF 2017-2018 mostrou que 40,3 milhões (19,5%) de pessoas viviam no Brasil em domicílios dotados de todos os equipamentos que compõem os grupos de cozinha e lavanderia, mobiliário, TV e informática e som e mídias. Entre esses grupos, mobiliário detinha a maior proporção de pessoas que viviam em domicílios com sofá ou poltronas, armário de roupa e de cozinha (75,5%), seguido de casas com algum aparelho de som ou mídia (67,4% das pessoas). Os grupos em que menos pessoas tiveram acesso a bens duráveis foram cozinha e lavanderia (45,3%) e TV e informática (41,9%).

Mais da metade das pessoas (52,2%) residentes no Brasil viviam em domicílios sem automóvel, 37,5% residiam em domicílios em que havia algum morador dono de um automóvel e apenas 10,3% moravam em domicílios com dois ou mais automóveis disponíveis. Em relação à motocicleta, a grande maioria das pessoas (75%) morava em residências sem nenhum veículo desse tipo.

A proporção de pessoas residentes no Sudeste que tinha equipamentos de todos os grupos pesquisados era de 10,5%. Em geral, brancos eram maioria nas residências com todos os tipos de equipamentos (11,6%), contra 7,5% de pretos e pardos. Por sexo, homens constituíam a maior proporção das famílias residentes com todos os tipos de equipamentos (11,6%), contra 6,6% de mulheres.

Gasto médio

O gasto médio por pessoa com bens duráveis foi de R$ 37,08 no período analisado pelo IBGE, sendo 51% (R$ 18,8) destinados à aquisição de aparelhos e equipamentos elétricos; 6% (R$ 2,05) a equipamentos não elétricos; 39% (R$ 14,37) a móveis; e 5% (R$ 1,85) a artigos de decoração. De acordo com o grupo etário da pessoa de referência, a despesa per capita foi distribuída a 53,2% na faixa compreendida entre 25 e 49 anos de idade e a 28,2% entre 50 e 64 anos de idade.

A análise das condições da vida familiar em 2017-2018 revela que a proporção de pessoas de famílias com atraso de, pelo menos, uma conta era de 46,2% no Brasil, com 17,9% no Sudeste e 14,4% na Região Nordeste. Apresentavam atraso no pagamento do aluguel ou prestação de imóvel 7,8%, na conta de luz, gás e água, 37,5% na prestação de bens ou serviços. Por outro lado, 53,8% declararam estar sem atraso no pagamento de contas.

Os graus de satisfação em relação à renda familiar variaram de 72,4% para brasileiros que enfrentavam algum nível de dificuldade para pagar suas despesas mensais até 27,6% para algum grau de facilidade. Dos 72,4%, 44,4% da população eram membros de famílias com a pessoa de referência de cor preta ou parda e 27% integrantes de famílias com a pessoa de referência branca. A pesquisa apurou que o grau de satisfação com a renda aumenta de acordo com a elevação do grau de escolaridade da pessoa de referência da família. Até o ensino fundamental completo, o grau de dificuldade era de 41,6%, caindo para 9% com ensino superior completo.

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Despesa por pessoa com alimentação no Brasil era R$ 209 em 2017-2018

Economia
10:09 | Ago. 19, 2021
Autor Agência Brasil
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A análise por alimentação da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017-2018, divulgada hoje (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), constatou que a despesa per capita (por indivíduo) mensal no Brasil foi de R$ 209,12. A área urbana contribuiu com R$ 186,28 (89,1%), enquanto a área rural ficou com R$ 22,84 (10,9%).

A região que mais contribuiu para a renda mensal por pessoa foi o Sudeste (45,7% da média ou R$ 95,47), quase o dobro da Região Nordeste (23,4% ou R$ 48,89). Segundo o IBGE, o grupo de faixa etária compreendida entre 25 e 49 anos de idade contribuía à época para o valor médio da despesa com alimentação com R$ 101,45, ou 48,5% da média. 

A despesa per capita mensal foi maior entre as pessoas com carteira assinada (R$ 50,66), fora da força de trabalho (R$ 53,32) e por conta própria (R$ 42,58). Na composição da média da despesa per capita com alimentação, observa-se que a contribuição era 62,3% (R$ 130,18) na parcela da população formada por famílias cuja pessoa de referência era homem, enquanto famílias que tinham uma mulher como referência contribuíam com 37,7% (R$ 78,94).

A análise por diferentes arranjos familiares mostra que a parcela da população composta pelas famílias formadas por mais de um adulto com ao menos uma criança contribuiu com 35,5% (R$ 74,33) do valor da média per capita com a despesa de alimentação, enquanto a formada por mais de um adulto sem criança contribuiu com 33,1% (R$ 69,23).

A despesa mensal por indivíduo dentro do domicílio somou R$ 147,45, de acordo com a POF 2017-2018, divididos entre R$ 129,47 na área urbana e R$ 17,98 na área rural. A análise regional mostra que o Sudeste apresentou a maior despesa per capita mensal com alimentação dentro de casa, de R$ 66,32, com maior concentração na faixa etária de 25 a 49 anos de idade (R$ 67,89).

A diferença do gasto per capita mensal é pequena entre famílias com pessoa de referência da cor branca (R$ 73,50) e de pretos e pardos (R$ 71,38), indica a pesquisa do IBGE. Entretanto, o gasto mensal por indivíduo é bem maior para famílias lideradas por homens (R$ 90,48) do que por mulheres (R$ 56,97). Por arranjos familiares, a despesa mensal por pessoa com alimentação no domicílio é maior para famílias com mais de um adulto com pelo menos uma criança (R$52,54) e com mais de um adulto sem criança (R$ 46,45).

Fora do domicílio

Por outro lado, a despesa per capita mensal com alimentação fora de casa somou, no período analisado, R$ 61,68, dos quais R$ 56,81 na localização urbana e R$ 4,87 na área rural. De novo, destaque para o Sudeste do país, com contribuição de R$ 29,14. Predominou nesse tópico a faixa etária entre 25 e 49 anos de idade (R$ 33,57). A despesa mensal por pessoa com alimentação fora de casa foi maior para quem tinha ensino superior completo (R$ 20,79).

Por forma de aquisição, a maior contribuição para o gasto per capita mensal com alimentação fora do domicílio foi encontrada entre os empregados com carteira (R$ 16,91) e por conta própria (R$ 12,10). A pesquisa evidencia também que, no caso da média Brasil, a despesa per capita com alimentação no domicílio contribuía, à época, com 70,5% para a média, enquanto a alimentação fora do domicílio contribuía com 29,5%.

Segurança alimentar

No Brasil, no período de referência da pesquisa, o percentual da população que vivia em domicílios identificados com o grau de segurança alimentar (SA) era de 59%, contra 41% que conviviam com algum grau de restrição para acesso a uma alimentação em quantidade e variedade desejadas. Com grau de insegurança alimentar leve foram identificados 27% dos domicílios. As casas onde a qualidade e a quantidade desejada em relação aos alimentos já estavam comprometidas alcançavam 13,9%.

Por localização geográfica, 52% da população brasileira viviam em áreas urbanas e em domicílios com o grau de segurança alimentar (SA). Na área rural, esse percentual chegava a 7,1%. A POF apurou que o percentual da população que vivia em domicílios nos quais o padrão da alimentação foi considerado bom era 58,3%, contra 35,9% com avaliação satisfatória e 5,8% com avaliação ruim. Entre os 41% da população que residiam em domicílios com insegurança alimentar, 28,4% eram integrantes de famílias com a pessoa de referência preta ou parda e 12,1% de famílias cujo responsável era branco.

A maior parte da população que vivia em domicílios identificados com o grau de SA vivia nas regiões Sudeste e Nordeste, que concentravam 40,1% da população brasileira. Ainda segundo o IBGE, o valor mensal mínimo por indivíduo, necessário para gastos com alimentação familiar, por situação de segurança alimentar existente no domicílio, atingia R$ 348,60, sendo R$ 311,84 na área urbana. O maior valor foi encontrado no Sudeste (R$ 163,79).

Transportes

O IBGE constatou que o gasto médio per capita familiar com transportes no país foi de R$ 85,44, distribuídos 71,2% (R$ 60,81) em transporte particular, táxi e aplicativos; 20,6% (R$ 17,57) em transporte coletivo; e 8,3% (R$ 7,06) em transportes alternativos e outros. Nas famílias com pessoa de referência preta ou parda, a contribuição para despesa per capita com o transporte coletivo (R$ 10,30) foi maior do que a contribuição das famílias chefiadas por pessoa branca (R$ 7,01).

Por regiões, o maior gasto per capita com transportes foi observado no Sudeste (49%), contra o menor (5%) na Região Norte. A distribuição acumulada das despesas por pessoa com transportes mostra que 40% dos menores rendimentos foram responsáveis por 17,1% dos gastos, contra 10% dos mais ricos, que responderam por 27%.

Setenta e oito por cento dos brasileiros viviam em famílias que utilizaram alguma forma de transporte coletivo, dos quais 35,7% viviam em famílias que declararam ter avaliação positiva, 20% avaliaram como satisfatório o transporte coletivo e 22,2% tiveram avaliação ruim.

Lazer e viagens

A pesquisa do IBGE apurou uma média total mensal em nível Brasil de R$ 53,93 para despesas com lazer e viagens esporádicas, divididos entre lazer (R$ 14,87, ou 27,6%) e viagens esporádicas (R$ 39,05, ou 72,4%). A maior despesa no total foi encontrada no Sudeste: R$ 29,42.

Considerando a cor ou raça e o sexo da pessoa de referência, o maior gasto envolvendo lazer e viagens esporádicas a lazer foi encontrado entre os brancos (R$ 34,41) e entre os homens (R$ 35,80).

A POF 2017-2018 mostra ainda que famílias cuja pessoa de referência estava na faixa etária compreendida entre 25 e 49 anos de idade contribuíram com R$ 26,76 per capita do seu orçamento para consumo em lazer e viagens. Esse valor equivale a 49,6% do total. Na faixa de 50 a 64 anos, a participação foi de 33,3%. Já idosos (com 65 anos ou mais) corresponderam a 15,1%.

Famílias com pessoa de referência com ensino superior completo representaram metade do total do consumo com lazer e viagem, ou o equivalente a 50,2%. Do total de R$ 14,87 de despesa média per capita com lazer, R$ 9,49 (63,8%) se destinaram a eventos culturais, esportivos e de recreação e R$ 5,39 (36,2%) para leitura, brinquedos e jogos. Alimentação, transporte e hospedagem responderam por 73,4% das despesas com viagens esporádicas a lazer, enquanto o item passeios e eventos e pacotes turísticos nacionais e internacionais representaram 6,6%.

A avaliação subjetiva para o tópico lazer mostrou proximidade entre os três níveis de classificação: 35,1% para bom, 30,7% para satisfatório; e 34,1% para ruim. A POF destaca ainda que entre os 10% da população com os maiores rendimentos, 54% viviam em famílias que avaliaram seu padrão de lazer como bom e 14% como ruim. Por outro lado, entre os 40% da população com os menores rendimentos, apenas 29% viviam em famílias que consideraram bom o seu padrão de lazer e 42% viviam em famílias que avaliaram como ruim. 

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Investimentos no litoral cearense continuam e 35 projetos de pousadas de luxo devem ser entregues, estima Setur

00:30 | Ago. 19, 2021
Autor Samuel Pimentel
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A demanda por investimentos relacionados ao setor de turismo continuam em alta no Ceará. Segundo o titular da Setur, Arialdo Pinho, os projetos no litoral, nas faixas de areia, são o ponto forte e as regiões na Praia do Preá e em Camocim são algumas das mais demandadas.

Para o futuro próximo, Arialdo destaca que teremos a entrega de aproximadamente 35 pousadas de alto estilo em todo litoral do Estado. Considerados empreendimentos de menor porte, com oferta entre dez e 15 apartamentos de luxo, devem movimentar o mercado de turismo. "Nós vamos ter uma renovação grande em aproximadamente um ano. O setor imobiliário está aquecido", afirma.

Sobre os grandes projetos de resorts e parques aquáticos, Arialdo destaca que devemos ter novidades entregues entre 2023 e 2025, como são os casos do Hard Rock Café e o Parque Temático Legoland, em Paracaru.

Arialdo reclama que o grande desafio para viabilização desses projetos continua sendo a dificuldade para liberação de licenças ambientais, o que acaba desincentivando muitos grandes investimentos, apesar da grande demanda. Para solucionar essa questão, o Estado trabalha há anos o Zoneamento Ecológico-Econômico da Zona Costeira (Zeec), que começou a ser debatido em 2019 e ainda não há resolução.

"Pedi reunião com o secretário Arthur Bruno da Sema essa semana, mas devemos ter uma resolução para o fim de 2021, mas espero novidades", ressalta o titular da Setur.

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