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'Barulho fiscal' contribui para elevar volatilidade no câmbio, diz Campos Neto

17:41 | Ago. 17, 2021
Autor Agência Estado
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O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou nesta terça-feira que o "barulho fiscal" contribui para aumentar a já alta volatilidade no mercado de câmbio. "É importante ressaltar que acreditamos em câmbio flutuante", destacou.
Ele disse ainda que há um fluxo de dinheiro para o Brasil, que também impacta no câmbio, em um momento em que investidores internacionais estão olhando para crescimento e sustentabilidade.
Em evento virtual do Bradesco BBI, o presidente da autoridade monetária ressaltou que os bancos estão revertendo provisões porque a inadimplência em linhas de crédito criadas durante a pandemia foi menor do que o esperado.
"Nesta crise, os bancos estavam em uma boa situação e ajudaram nas soluções. Vimos um crescimento do crédito, muito estimulado pelo governo", acrescentou Campos Neto.

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Pesquisadores da Unicamp criam modelo para prever mutações da covid-19

Saúde
17:14 | Ago. 17, 2021
Autor Agência Brasil
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Quanto mais o novo coronavírus circula, maior a chance de ocorrer uma mutação genética e o aparecimento de novas variantes que podem prolongar e agravar a pandemia de covid-19. Um estudo de pesquisadores do Instituto de Física da Universidade de Campinas (Unicamp) simula o processo de replicação do vírus para compreender suas variações.

Os resultados do estudo conduzido por Vitor Marquioni e Marcus Aguiar foram publicados na revista científica Plos One.

No artigo, os autores ressaltam a importância da vacinação como estratégia para diminuir o surgimento de novas cepas. Segundo eles, as populações que não estão sendo vacinadas e os grupos sociais que se recusam a receber a vacina favorecem o aparecimento de variantes. Os autores fazem ainda um alerta: se o problema não for resolvido urgentemente, a pandemia pode ter um novo pico em escala global.

O trabalho foi financiado com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Modelo

O modelo desenvolvido pelos físicos é baseado em quatro variáveis: as pessoas classificadas como suscetíveis, que podem ser infectadas pelo vírus; as expostas, que estão infectadas mas não infectam outras; as infectadas que podem transmitir a doença para outras; e as recuperadas que não podem mais ser infectadas. O método, conhecido na epidemiologia pela sigla em inglês SEIR, é uma simplificação do cenário para que as possibilidades de mutação e surgimento de variantes do coronavírus possam ser medidas.

Além disso, uma parte do modelo tenta acompanhar as possibilidades de variação da cadeia de RNA, material genético do vírus.

“Nós comparamos os nossos resultados com a inferida evolução genética da SARS-CoV-2 no começo da epidemia na China e encontramos uma boa compatibilidade com a solução analítica do nosso modelo”, destacam os pesquisadores no artigo.

Reinfecções

Os cientistas lembram no trabalho que o surgimento de novas cepas a partir das mutações do vírus está ligado aos casos de pessoas que são infectadas mais de uma vez. “Entender os mecanismos de mutação e variabilidade dos vírus é da maior importância para antecipar desafios futuros, como o surgimento de outras cepas infecciosas ou a perda de imunidade”, ressalta o artigo.

Foram analisadas as mudanças genéticas dos vírus no andamento da pandemia em localidades diferentes. Assim, o modelo mostrou que quando há pouca conexão entre regiões, a diferença genética entre os vírus presentes nessas áreas tende a ser maior. Desse modo, “é esperado um aumento no risco de reinfecção nos contatos entre viajantes em territórios distantes”, enfatizam os autores nas conclusões do estudo.

O que mostra, de acordo com os pesquisadores, que a pandemia, com espalhamento da doença por diversas partes do mundo, aumenta muito as chances de variantes que sejam capazes de infectar mais de uma vez a mesma pessoa do que em uma simples epidemia, localizada em um determinado território.

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Campos Neto: BC perseguirá meta de inflação e fará o que for preciso para isso

ECONOMIA
17:02 | Ago. 17, 2021
Autor Agência Estado
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O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou nesta terça-feira que a autoridade monetária perseguirá a meta de inflação e fará "o que for preciso" para isso. Questionado sobre o comprometimento do BC com a meta de inflação em evento virtual do Bradesco BBI, Campos Neto disse que o maior impacto para a economia é ter inflação alta e expectativas desancoradas. "Queremos levar inflação para a meta, é a melhor forma da economia crescer de maneira sustentável", acrescentou.
Campos Neto disse ainda que os modelos da autoridade monetária mostram que, se os juros forem aumentados acima de certo nível, a inflação acabará abaixo da meta. "É necessário olhar os dados disponíveis a cada encontro (do Copom)", completou.
No evento, o presidente do BC ressaltou que há aumento de preços em insumos como metais e semicondutores, mas disse que a inflação no Brasil e no mundo é mais afetada pela demanda reprimida no período da pandemia. "A (questão da) oferta é muito menor do que o choque pelo lado da demanda", concluiu.

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Defesa suspende realização de desfile cívico-militar em 7 de setembro

Geral
16:58 | Ago. 17, 2021
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Pelo segundo ano consecutivo, o governo federal não realizará o tradicional desfile cívico-militar de 7 de setembro, para celebrar o Dia da Independência. O evento costuma reunir populares e autoridades dos Três Poderes, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

Em nota enviada à Agência Brasil, o Ministério da Defesa informou que a comemoração do 199º aniversário da Proclamação da Independência acontecerá no Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente da República, com restrição de público.

“A apresentação do tradicional desfile cívico está suspensa, ainda em razão da pandemia da covid-19”, informa a pasta, acrescentando que a programação geral da solenidade no Alvorada será coordenada pela Presidência da República, e que as Forças Armadas realizarão apenas uma cerimônia de hasteamento da bandeira nacional.

Ministro da Defesa

Esta manhã, ao participar de uma audiência conjunta na Câmara dos Deputados, o ministro da Defesa, Braga Netto, disse não haver impedimento para a participação militar em eventos que venham a ocorrer em outras unidades da federação.

“[Em Brasília] a celebração será restrita apenas a convidados. Não haverá desfiles. Nada impede que, dependendo da situação de cada localidade, haja exposições e demonstrações feitas normalmente, mas desfiles não estão previstos”, disse Braga Netto.

Em 2020, mesmo com as restrições ao desfile cívico-militar devido à pandemia, a solenidade, que contou com exibição da Esquadrilha da Fumaça, do hasteamento da bandeira nacional e da execução do Hino Nacional, pela Banda do Batalhão da Guarda Presidencial, atraiu muitas pessoas até a frente do Palácio da Alvorada. 

Na ocasião, uma portaria ministerial foi publicada no Diário Oficial da União, com quase um mês de antecedência, orientando às Forças Armadas a não participarem de desfiles, paradas, demonstrações ou outros eventos comemorativos que pudessem causar concentração de pessoas.

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Campos Neto repete que crédito para empresas menores cresceu mais na pandemia

ECONOMIA
16:51 | Ago. 17, 2021
Autor Agência Estado
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O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, repetiu nesta terça-feira, 17, que a oferta de crédito para empresas menores cresceu mais na pandemia do que a para médias e grandes empresas. Ele afirmou ainda que houve mais crédito para todos os diferentes setores da economia.
Em declarações recentes, Campos Neto já vinha defendendo as ações do BC na área de crédito durante a pandemia do novo coronavírus. No entanto, como informou o Broadcast na última sexta-feira, embora representem a maioria dos negócios no País e gerem mais empregos, as microempresas têm uma fatia de menos de 3% do crédito produtivo disponível. Na outra ponta, as grandes companhias abarcam quase 60% dos financiamentos. Na pandemia, enquanto o saldo de crédito para microempresas diminuiu em cerca de R$ 6,62 bilhões, o montante para as grandes companhias cresceu aproximadamente R$ 144,22 bilhões.
Campos Neto participa hoje de evento virtual do Bradesco BBI.

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Cabeto, o homem que não queria ser secretário e chegou no pior momento, ou no melhor

POLÍTICA
15:53 | Ago. 17, 2021
Autor Érico Firmo
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Tipo Opinião

Carlos Roberto Martins Rodrigues Sobrinho, o Cabeto, foi convidado para ser secretário da Saúde algumas vezes. Por Cid Gomes no governo, por Roberto Cláudio em Fortaleza. Por Camilo Santana (PT), a princípio não aceitou. Concordou então em ser consultor. Fez diagnóstico interno da Secretaria da Saúde. Para o segundo governo Camilo, ele aceitou. Ainda assim, tinha questões pessoais pendentes e só no terceiro mês do governo ele tomou posse. Curioso que, após tantas recusas, tenha calhado de virar secretário logo quando estoura uma pandemia. Quanto azar. Ou quanta sorte.

Em 1º de março deste ano, a repórter Marcela Tosi e eu entrevistamos Cabeto. No meio daquela semana, o Ceará viria a entrar no segundo lockdown. Perguntei a ele sobre o sentimento de finalmente ter aceitado ser secretário em um momento como esse. "Eu fico feliz de ter aceito. Dá um enorme prazer poder colaborar. Não é fácil porque você não é compreendido e os conflitos são grandes quando você quer mudar as coisas, romper fronteiras. Não teria sentido aceitar se não fosse para isso, então eu já sabia que enfrentaria muitas dificuldades."

Porém, comandar o enfrentamento da pandemia foi emocionalmente desgastante. "O momento da pandemia trouxe muita aflição. Como profissional da saúde, foi extremamente difícil quando percebi, em fevereiro do ano passado, que a coisa seria muito grave. Ter a perspectiva do número de óbitos, era apavorante. Ao mesmo tempo, me surpreendi positivamente com a capacidade das pessoas em ajudar; tem muito mais gente ajudando que atrapalhando. Hoje me sinto com esperança, acredito que mesmo com tanto sofrimento sairemos melhor, e feliz pelo tempo que estou na secretaria."

Ao final da entrevista, ele dizia uma frase que ganha releitura agora: "Vou ficar por todo o tempo em que puder contribuir."

Cabeto é um dos mais renomados cardiologistas do Ceará, e não deixou de atender após virar secretário. Tem como pacientes grandes empresários e políticos cearenses. Perdeu alguns que não concordaram com as políticas no combate à pandemia.

Falei acima de azar e sorte. Camilo deu uma baita sorte por ter Cabeto como secretário na pandemia. Pelo conhecimento, pela convicção, pela determinação para comprar brigas. Mas, também, pelo respaldo que ele tem na área de saúde e perante setores influentes. Se Cabeto sofreu muitas resistências, outros teriam sido devorados vivos.

 

O momento da saída

Cabeto sai em momento da pandemia sobre relativo controle. Os casos estão em baixa, a rede de saúde está em situação estável. Porém, há a variante Delta. Os casos não são muitos ainda. Mas, como mostra o Rio de Janeiro, o risco é enorme. Ao mesmo tempo, o Estado toma medidas polêmicas. Pediu na Justiça para serem exigidos testes de Covid-19 ou comprovação de vacinação para quem chega ao Estado — o que foi atendido e derrubado em seguida. Na segunda-feira, sem Cabeto ao lado, como se tornou comum nas principais decisões, anunciou o projeto para punir servidores que recusarem vacinação.

A situação da pandemia está hoje assim: controlada, mas tensa. E com riscos.

Cabeto e a política

Cabeto tem atuação política. É filiado ao PSDB e foi dirigente do partido no Ceará. Tem em Tasso Jereissati (PSDB) um dos mais célebres pacientes e interlocutores. Além disso, Cabeto tem visão de saúde para além do atendimento. Enxerga o setor, a partir da pesquisa e da educação, como vetores potenciais do desenvolvimento econômico.

Tem também a política no DNA. É neto de José Martins Rodrigues, um dos mais importantes políticos cearenses no século XX, ex-deputado federal cuja atuação começou na República Velha, passou pelo exercício de cargos de direção na ditadura do Estado Novo e teve papel destacado como líder do antigo PSD. Foi um dos organizadores do MDB, até ter a carreira encerrada ao ter o mandato cassado pelo AI-5, ao qual se opôs.

Cabeto tem o nome em homenagem ao tio, Carlos Roberto Martins Rodrigues, ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Ceará (OAB-CE), um dos maiores juristas do Ceará. Um ávido leitor do O POVO. E uma pessoa extremamente generosa, que fazia questão de telefonar vez por outra para mim e outros jornalistas, quando um texto lhe agradava.

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