Termo de Uso Política de Privacidade Política de Cookies Conheça O POVO Trabalhe Conosco Fale com a gente Assine Ombudsman
Participamos do

TCU vê risco de desabastecimento no Brasil com venda de refinarias da Petrobras

Autor - Agência Estado
Foto do autor
- Agência Estado Autor
Tipo Notícia

O Tribunal de Contas da União (TCU) concluiu ver risco ao desenvolvimento e à reorganização do mercado de refino de petróleo no Brasil com os desinvestimentos da Petrobras, após uma auditoria para verificar como o governo federal tem atuado para reorganizar o mercado nacional de refino de petróleo, tendo em vista a venda de oito refinarias da estatal.
"O pleno abastecimento de todos os mercados regionais de combustíveis também corre riscos. Ambas as situações ocorrem tendo em vista os desinvestimentos em curso no âmbito da estatal Petrobras", concluiu a auditoria que teve como relator o ministro Walton Alencar Rodrigues.
De acordo com o diretor Financeiro da Petrobras, Rodrigo Araújo, porém, a constatação do TCU não tem relação direta com o processo de desinvestimento da companhia, e sim com a reorganização do setor.
"A gente continua comprometido com o processo de abertura do mercado de refino, abertura para um mercado competitivo que demanda uma série de adaptações, e é algo natural que passe a um movimento de adaptação. É parte de um movimento saudável de abertura de mercado", disse o diretor durante coletiva de imprensa para comentar o balanço da estatal no segundo trimestre deste ano.
Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags

'Seguiremos trajetória de desalavancagem e retorno financeiro', diz Silva e Luna

ECONOMIA
11:15 | Ago. 05, 2021
Autor Agência Estado
Foto do autor
Agência Estado Autor
Ver perfil do autor
Tipo Notícia

O presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, participou pela primeira vez, nesta quinta-feira, da apresentação de um resultado financeiro da empresa a analistas de mercado. Em sua fala, destacou o caráter técnico da sua gestão, como já havia afirmado na mensagem divulgada ontem junto do balanço. Ele ressaltou também o foco no retorno aos acionistas e a continuidade do programa de redução da dívida.
"Seguiremos a trajetória de desalavancagem e retorno financeiro", disse Silva e Luna, demonstrando que dará continuidade às premissas das gestões que o antecederam e priorizaram as finanças da empresa, após um período de crise.
Como consequência nesse modelo de administração, a companhia reduziu seu endividamento bruto a um patamar inferior à meta de US$ 67 bilhões de 2021.
Neste ano ainda, a marca de US$ 60 bilhões deve ser alcançada, reiterou o presidente. Com isso, a Petrobras deve rever sua política de pagamento de dividendos e privilegiar ainda mais o mercado financeiro.
A estatal anunciou na quarta-feira a antecipação da distribuição de dividendos neste ano, de R$ 32 bilhões, cerca de US$ 6 bilhões.
Segundo Silva e Luna, essa decisão é compatível com a geração de caixa e com a sustentabilidade financeira da petrolífera.
Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags

TCU abre processos para investigar Pazuello e Élcio Franco por omissão na pandemia

Política
23:10 | Ago. 04, 2021
Autor
Tipo Noticia

O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu nesta quarta-feira, 4, abrir processos para investigar o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello e o ex-secretário-executivo da pasta, Élcio Franco, pela atuação no enfrentamento à pandemia da Covid-19. Também responderão outros dois auxiliares.

Segundo informação do portal Metrópoles, por cinco votos a três, os ministros do TCU determinaram que os ex-gestores enfrentarão um processo específico por descumprimento de determinações do tribunal, o que pode resultar na aplicação de uma multa e de uma advertência.

Pazuello e Élcio Franco também responderão um processo à parte por omissões durante a pandemia.
Os ministros Vital do Rêgo, Bruno Dantas, Aroldo Cedraz e Marcos Bemquerer seguiram o voto do relator, Benjamin Zymler. Votaram a favor dos réus os ministros Jorge Oliveira, Raimundo Carreiro e Walton Alencar.

Pazuello esperava contar com o voto do ministro Augusto Nardes, que havia pedido vista no processo em abril. Nardes, no entanto, não participou da sessão e foi substituído por Bemquerer, que se posicionou contra o ex-ministro.

 

Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags

Petrobras anuncia lucro líquido de US$ 8 bilhões no segundo trimestre

Economia
20:25 | Ago. 04, 2021
Autor Agência Brasil
Foto do autor
Agência Brasil Autor
Ver perfil do autor
Tipo Notícia

A Petrobras anunciou lucro líquido de US$ 8,1 bilhões no segundo trimestre do ano. A informação foi divulgada na noite desta quarta-feira (4), logo após o fechamento do mercado financeiro.

“A Petrobras atingiu excelentes resultados operacionais e financeiros no segundo trimestre de 2021, com lucro líquido de US$ 8,1 bilhões, impactado positivamente pelo efeito da apreciação do real sobre a dívida. Entre os destaques, estão a geração de fluxo de caixa operacional e a de fluxo de caixa livre, totalizando US$ 10,8 bilhões e US$ 9,3 bilhões, respectivamente, e o EBITDA ajustado de US$ 11,8 bilhões, 32% acima do trimestre anterior”, divulgou a estatal em nota.

Também conhecido como Lajida, a sigla Ebitda (em inglês, Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization) significa “Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização”

Segundo a Petrobras, o resultado positivo permitirá antecipar pagamento de dividendos à União e aos acionistas minoritários.

“Em função desse resultado, o Conselho de Administração da companhia aprovou a antecipação do pagamento de remuneração ao acionista referente ao exercício de 2021 no montante de US$ 6 bilhões, sendo US$ 4 bilhões [R$ 21 bilhões] a serem pagos em 25 de agosto deste ano e US$ 2 bilhões [R$10,6 bilhões] em 15 de dezembro de 2021. Dessa forma, a Petrobras compartilha os ganhos financeiros com a sociedade brasileira. A União, acionista controlador, receberá R$ 11,6 bilhões desse valor e, somadas as parcelas já pagas, o montante chegará ao final de 2021 em R$ 15,4 bilhões.”

A Petrobras destacou também a redução do endividamento, que chegou a uma dívida bruta de US$ 63,7 bilhões, 10,3% inferior ao trimestre passado. O valor está abaixo da previsão para este ano (US$ 67 bilhões) e muito próximo do objetivo de atingir US$ 60 bilhões, inicialmente previsto para o fim de 2022.

O presidente da estatal, Joaquim Silva e Luna, comemorou os números positivos da empresa, frisando que a companhia continua pautada em decisões técnicas.

“É um prazer apresentar os excelentes resultados operacionais e financeiros do segundo trimestre de 2021. Continuamos trabalhando duro, amparados em decisões absolutamente técnicas; evoluindo e tornando-nos mais fortes para melhor investir, suprir um mercado cada vez mais exigente e gerar prosperidade para nossos acionistas e para a sociedade”, afirmou Silva e Luna.

O relatório completo pode ser acessado na página da empresa na internet.

Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags

Petrobras fecha com lucro de R$ 42,85 bilhões no 2º trimestre e reverte prejuízo

ECONOMIA
18:59 | Ago. 04, 2021
Autor Agência Estado
Foto do autor
Agência Estado Autor
Ver perfil do autor
Tipo Notícia

Com o consumo de combustíveis subindo, a Petrobras reverteu o prejuízo do segundo trimestre de 2020 e registrou lucro de R$ 42,85 bilhões, no período de abril a junho deste ano. A valorização do petróleo também ajudou a empresa. O barril da commodity do tipo brent, negociado na Europa e usado como referência pela estatal, ultrapassou o patamar de US$ 70. Além disso, a companhia contou com a ajuda da valorização do real frente ao dólar para reduzir o endividamento, já que a maior parte dos seus compromissos é atrelada à moeda americana e a sua receita é pautada pelo real.
O resultado do segundo trimestre veio acima do esperado pelo mercado. A projeção era de lucro líquido de R$ 25 bilhões, segundo a média de quatro casas (BTG Pactual, Itaú BBA, Santander e Credit Suisse) e do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), ouvidos pelo Estadão/Broadcast.
O lucro representou uma alta de 3.572,2% ante o primeiro trimestre deste ano. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) ajustado ficou em R$ 61,93 bilhões, um avanço de 147,9% ante o segundo trimestre de 2020 e de 26,5% ante o trimestre anterior. Esse resultado superou as expectativas do mercado, de R$ 53 bilhões.
O endividamento líquido caiu para R$ 53,26 bilhões (25,2% menor que em igual período de 2020), enquanto a receita com vendas fechou em R$ 110,71 bilhões, alta de 117,5% frente ao segundo trimestre do ano.
Com esse resultado, a Petrobras deixa para trás o "fantasma" da covid-19. Em igual período do ano passado, a empresa amargou o pior momento da crise, diante de um cenário perverso de queda do petróleo e do consumo interno, simultaneamente. A consequência dessa junção foi o prejuízo de R$ 2,71 bilhões, registrado no segundo trimestre de 2020. Na época, a única venda da petrolífera que se manteve crescendo foi a de gás de cozinha (gás liquefeito de petróleo), por causa da corrida da população para estocar produtos essenciais, principalmente, para a alimentação.
O segundo trimestre deste ano já reflete a flexibilização das medidas de isolamento social e enfrentamento da pandemia. O comércio de óleo diesel, usado em caminhões, subiu ancorado no crescimento do setor agrícola. O volume comercializado cresceu 28,8% comparado a igual período de 2020. E, mesmo em relação ao trimestre anterior, houve um avanço, de 11,4%. As vendas de gasolina também avançaram - 36,9% e 12,7%, considerando a mesma base de comparação.
A Petrobras ainda foi favorecida por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que excluiu a parcela de ICMS da base de cálculo do PIS/Cofins cobrados na venda dos seus produtos. Isso rendeu à empresa uma receita extraordinária de R$ 4,8 bilhões.
No trimestre, a empresa ainda foi beneficiada com a venda da BR Distribuidora e com o pagamento de uma parcela da participação remanescente de 10% da NTS ao fundo de investimento gerido pela Brookfield e pela Itaúsa, atuais controladores da empresa operadora de gasodutos.
"O recebimento de valores referentes a estas transações, juntamente com o adiantamento recebido pelas assinaturas dos polos Peroá, Miranga e Alagoas e dos campos de Papa-Terra e Rabo Branco, resultaram em uma entrada de caixa de US$ 2,8 bilhões até 3 de agosto", informou a empresa.
Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags

Bolsonaro reafirma que Petrobras pode subsidiar compra de gás de cozinha

ECONOMIA
14:47 | Ago. 04, 2021
Autor Agência Estado
Foto do autor
Agência Estado Autor
Ver perfil do autor
Tipo Notícia

O presidente da República, Jair Bolsonaro, voltou a afirmar que a Petrobras tem um fundo de cerca de R$ 3 bilhões para fazer um programa nos moldes do vale-gás e subsidiar a compra do botijão de gás de cozinha para a população de baixa renda. "Está bastante avançada essa proposta. Depende de pequenos acertos porque a Petrobras não é minha. Ela tem a participação do privado também. Estamos negociando isso aí", afirmou o presidente durante entrevista à Rádio 96 FM, de Natal (RN), no período da manhã desta quarta-feira. "A ideia é dar um bujão de gás a cada dois meses para o pessoal do Bolsa Família. Essa que é a ideia do governo", completou.
A Petrobras, no entanto, já havia descartado no último sábado, 31 de julho, a possibilidade de o governo utilizar recursos da companhia para o vale gás. Bolsonaro falou, em entrevista ao Programa do Ratinho, no SBT, que a estatal teria uma reserva para custear o programa. "O (Joaquim) Silva e Luna, está com uma reserva de R$ 3 bilhões para atender realmente esses mais necessitados. Seria o equivalente - o que está sendo estudado até agora - a um botijão de gás a cada dois meses", disse na entrevista que foi ao ar na última sexta-feira, 30.
Logo após a fala do presidente, a Petrobras esclareceu que "não há definição" quanto à implementação e o montante de participação em eventuais programas e que qualquer decisão estará "sujeita à governança de aprovação e em conformidade com as políticas internas da Companhia".
A redução do preço do gás de cozinha é uma promessa de campanha de Bolsonaro que ainda não foi cumprida. Em agosto de 2019, o governo acabou com o subsídio do botijão de 13 quilos - havia desconto apenas para o envase, compensado por todos os outros tamanhos, que eram vendidos a preços mais altos. Por outro lado, neste ano, o governo decidiu zerar a cobrança de impostos sobre o botijão de forma permanente. Por meio de uma Medida Provisória já aprovada no Congresso e sancionada pela Presidência, o Executivo zerou as alíquotas de PIS e Cofins, que representavam 3% do preço final do botijão.
Para compensar a perda na arrecadação com essa medida, o governo aumentou o tributo sobre os bancos, colocou fim a um programa de incentivo à indústria petroquímica e limitou a compra de carros com isenção para pessoas com deficiência.
Na entrevista desta quarta à rádio de Natal, o presidente voltou a dizer que a alta no preço do gás de cozinha ocorre em razão do ICMS, que é um imposto estadual, do frete e da margem de lucro de quem está vendendo. "Eu fiz a minha parte, zerar o imposto do gás de cozinha", afirmou.
Segundo o presidente, o gás de cozinha custa R$ 45,00 no lugar onde é engarrafado. "O que passa de R$ 45 você, no seu Estado aí, que tem que pressionar as autoridades responsáveis por essa majoração bastante alta do gás", disse.
Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags