select ds_midia_link from midia where cd_midia = limit 1
Termo de Uso Política de Privacidade Política de Cookies Conheça O POVO Trabalhe Conosco Fale com a gente Assine Ombudsman
Participamos do

IPCA para 2021 sobe de 6,56% para 6,79%, bem acima do teto da meta

Autor - Agência Estado
Foto do autor
- Agência Estado Autor
Tipo Notícia

A projeção do mercado financeiro para a inflação em 2021 se distanciou ainda mais do teto da meta perseguida pelo Banco Central (BC). Os economistas do mercado financeiro alteraram a previsão para o IPCA - o índice oficial de preços - este ano, conforme o Relatório de Mercado Focus, de alta de 6,56% para 6,79%. Há um mês, estava em 6,07%. A projeção para o índice em 2022 foi de 3,80% para 3,81%. Quatro semanas atrás, estava em 3,77%.
Nesta segunda-feira, 2, o Relat√≥rio Focus trouxe ainda a proje√ß√£o para o IPCA em 2023, que seguiu em 3,25%. No caso de 2024, a expectativa continuou em 3,00%. H√° quatro semanas, essas proje√ß√Ķes eram de 3,25% para ambos os casos.
A proje√ß√£o dos economistas para a infla√ß√£o j√° est√° bem acima do teto da meta de 2021, de 5,25%. O centro da meta para o ano √© de 3,75%, sendo que a margem de toler√Ęncia √© de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%). A meta de 2022 √© de 3,50%, com margem de 1,5 ponto (de 2,00% a 5,00%), enquanto o par√Ęmetro para 2023 √© de infla√ß√£o de 3,25%, com margem de 1,5 ponto (de 1,75% a 4,75%). J√° para 2024 a meta √© de 3,00%, com margem de 1,5 ponto (de 1,5% para 4,5%).
√öltimos 5 dias √ļteis
A proje√ß√£o mediana para o IPCA de 2021 atualizada com base nos √ļltimos 5 dias √ļteis passou de 6,67% para 6,88%, conforme o Relat√≥rio de Mercado Focus. Houve 92 respostas para esta proje√ß√£o no per√≠odo. H√° um m√™s, o porcentual calculado estava em 6,10%.
No caso de 2022, a proje√ß√£o do IPCA dos √ļltimos 5 dias √ļteis passou de 3,80% para 3,81%. H√° um m√™s, estava em 3,70%. A atualiza√ß√£o no Focus foi feita por 90 institui√ß√Ķes.
Outros meses
Os economistas do mercado financeiro alteraram a previs√£o para o IPCA em julho de 2021, de alta de 0,87% para 0,94%. Um m√™s antes, o porcentual projetado era de 0,47%. Para agosto, a proje√ß√£o no Focus foi de alta de 0,38% para 0,44% e, para setembro, foi de alta de 0,32% para 0,35%. H√° um m√™s, os porcentuais indicavam eleva√ß√Ķes de 0,27% e 0,29%, nesta ordem.
No Focus agora divulgado, a inflação suavizada para os próximos 12 meses foi de alta de 4,44% para 4,47% de uma semana para outra - há um mês, estava em 4,24%.
D√ļvidas, Cr√≠ticas e Sugest√Ķes? Fale com a gente

Tags

Copom: Bruno Serra estará ausente de reunião após testar positivo para covid-19

ECONOMIA
2021-08-02 09:02:43
Autor Agência Estado
Foto do autor
Agência Estado Autor
Ver perfil do autor
Tipo Notícia

O diretor de pol√≠tica monet√°ria do Banco Central (BC), Bruno Serra Fernandes, n√£o participar√° das reuni√Ķes do Comit√™ de Pol√≠tica Monet√°ria (Copom) nestas ter√ßa e quarta-feiras (dias 2 e 3) por ter testado positivo para covid-19 na semana passada. Como as reuni√Ķes do Copom s√£o presenciais, todos os membros do colegiado testam para covid-19 nas v√©speras do encontro. Segundo o BC, Bruno Serra segue assintom√°tico e trabalhando normalmente de maneira remota.
Em junho passado, o Copom elevou pela terceira vez consecutiva a Selic em 0,75 ponto porcentual, para 4,25% ao ano. Para o encontro desta semana, de 51 institui√ß√Ķes consultadas pelo Proje√ß√Ķes Broadcast, 44 (86%) preveem aumento da Selic em 1 ponto porcentual, para 5,25%. As sete demais (14%) apostam em alta de 0,75 ponto.
D√ļvidas, Cr√≠ticas e Sugest√Ķes? Fale com a gente

Tags

Col√īmbia: BC mant√©m taxa de juros em 1,75%

ECONOMIA
2021-07-30 16:04:48
Autor Agência Estado
Foto do autor
Agência Estado Autor
Ver perfil do autor
Tipo Notícia

O Banco Central da Col√īmbia decidiu nesta sexta-feira, 30, manter a taxa b√°sica de juros em 1,75%. Em comunicado, a institui√ß√£o informa que a decis√£o n√£o foi adotada por unanimidade, como a anterior, com cinco integrantes do comit√™ votando de forma favor√°vel √† manuten√ß√£o e dois apoiando um incremento de 25 pontos-base.
O BC afirma que a decis√£o foi tomada tendo em vista que a tend√™ncia de crescimento voltou, ap√≥s a queda da atividade econ√īmica causada por bloqueios de estradas e problemas de ordem p√ļblica. Ao revisar os impactos, "a equipe t√©cnica elevou sua proje√ß√£o de crescimento para 2021 de 6,5% para 7,5%", segundo o comunicado.
A infla√ß√£o no pa√≠s passou de um n√≠vel abaixo de 2,0% no primeiro trimestre para 3,3% em maio e 3,63% em junho. "As press√Ķes sobre os pre√ßos tiveram origem interna e externa", de acordo com o BC. "Algumas dessas press√Ķes inflacion√°rias podem persistir em um contexto de economia que continua se recuperando e reduzindo seu excesso de capacidade", afetando as expectativas para os pre√ßos, avalia a autoridade.
A autoridade monetária colombiana também espera por um aumento do déficit na conta corrente do país. Por sua vez, o BC avalia que a "moderação do déficit" a partir de 2022 "seria consistente com a implementação da reforma fiscal recentemente apresentada pelo Governo".
D√ļvidas, Cr√≠ticas e Sugest√Ķes? Fale com a gente

Tags

Contas p√ļblicas t√™m d√©ficit de R$ 65,5 bilh√Ķes em junho

Economia
2021-07-30 13:20:21
Autor Agência Brasil
Foto do autor
Agência Brasil Autor
Ver perfil do autor
Tipo Notícia

As contas p√ļblicas registraram saldo negativo em junho, com piora em rela√ß√£o ao m√™s anterior devido ao aumento de despesas com precat√≥rios e antecipa√ß√£o do 13¬ļ sal√°rio dos aposentados. O setor p√ļblico consolidado, formado por Uni√£o, estados e munic√≠pios, apresentou d√©ficit prim√°rio de R$ 65,508 bilh√Ķes no m√™s passado. Os dados foram divulgados hoje (30) pelo Banco Central (BC).

Houve aumento do d√©ficit em rela√ß√£o a maio, quando foi registrado resultado negativo de R$ 15,541 bilh√Ķes. O chefe do Departamento de Estat√≠sticas do BC, Fernando Rocha, explicou que o d√©ficit do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passou de R$ 27,416 bilh√Ķes em maio para R$ 55,141 bilh√Ķes em junho, devido √† antecipa√ß√£o a aposentados e pensionistas. Al√©m do aumento de R$ 16 bilh√Ķes na compara√ß√£o mensal de gastos do governo federal com despesas judiciais e precat√≥rios.

‚ÄúEsses dois fatores exclusivamente explicam 87% dessa piora no resultado do d√©ficit prim√°rio no setor p√ļblico na passagem de maio para junho. S√£o dois fatores pontuais que explicam a mudan√ßa e a trajet√≥ria fiscal do pa√≠s segue a mesma‚ÄĚ, disse, durante coletiva virtual para apresentar os dados.

Por outro lado, o resultado de junho √© melhor em rela√ß√£o ao d√©ficit prim√°rio de R$ 188,682 bilh√Ķes de junho de 2020. Rocha destacou que junho de 2020 foi, provavelmente, o ponto mais alto dos gastos fiscais de combate aos impactos econ√īmicos, sociais sanit√°rios da pandemia de covid-19. ‚ÄúNaquele m√™s tivemos d√©ficit prim√°rio recorde em termos mensais. E esses impactos s√£o menores agora‚ÄĚ, disse, para explicar a redu√ß√£o significativa na compara√ß√£o interanual.

Em 12 meses, encerrados em junho, as contas acumulam d√©ficit prim√°rio de R$ 305,456 bilh√Ķes, o que corresponde a 3,81% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e servi√ßos produzidos no pa√≠s). Para o chefe do departamento do BC, a situa√ß√£o fiscal ainda precisa de bastante melhora e √© o esperado que aconte√ßa.

O d√©ficit prim√°rio representa o resultado negativo das contas do setor p√ļblico (despesas menos receitas) desconsiderando o pagamento dos juros da d√≠vida p√ļblica. No ano, de janeiro a junho, h√° d√©ficit de R$ 5,208 bilh√Ķes, ante resultado negativo de R$ 402,703 em junho do ano passado. Segundo Rocha, os n√ļmeros positivos precisam ser contextualizados com a situa√ß√£o econ√īmica de √©poca (pico da pandemia) e com a recupera√ß√£o que se observa atualmente.

A meta para as contas p√ļblicas deste ano, definida no Or√ßamento Geral da Uni√£o, √© de d√©ficit prim√°rio de R$ 251,1 bilh√Ķes para o setor p√ļblico consolidado. Em 2020, as contas p√ļblicas fecharam o ano com d√©ficit prim√°rio recorde de R$ 702,950 bilh√Ķes, 9,49% do PIB. Foi o s√©timo ano consecutivo de resultados negativos nas contas do setor p√ļblico.

Dados isolados

No m√™s passado, o Governo Central (Previd√™ncia, Banco Central e Tesouro Nacional) apresentou d√©ficit prim√°rio de R$ 75,083 bilh√Ķes ante o d√©ficit de R$ 195,180 bilh√Ķes de junho de 2020. Al√©m da diminui√ß√£o de 35% nas despesas, antes os gastos com a pandemia no resultado de 2020, no m√™s passado, a Uni√£o registrou aumento da receita l√≠quida em 57% em compara√ß√£o a junho de 2020. ‚ÄúEm junho do ano passado est√°vamos no momento mais agudo, com a recess√£o que diminuiu a atividade econ√īmica e tamb√©m a arrecada√ß√£o‚ÄĚ, disse Rocha, destacando ainda que o pagamento de muitos impostos foram adiados para auxiliar o setor produtivo naquele momento.

O montante difere do resultado divulgado ontem (29) pelo Tesouro Nacional, de d√©ficit de R$ 73,553 bilh√Ķes em junho, porque, al√©m de considerar os governos locais e as estatais, o BC usa uma metodologia diferente, que leva em conta a varia√ß√£o da d√≠vida dos entes p√ļblicos.

Por outro lado, os governos estaduais contribu√≠ram para melhora do resultado no m√™s passado registrando super√°vit de R$ 7,547 bilh√Ķes, ante super√°vit de R$ 5,592 bilh√Ķes em junho de 2020. Os governos municipais tamb√©m anotaram super√°vit de R$ 850 milh√Ķes em junho deste ano. No mesmo m√™s de 2020, o super√°vit foi de R$ 187 milh√Ķes para esses entes.

Da mesma forma, houve melhora na arrecada√ß√£o desses entes, principalmente do Imposto Sobre Circula√ß√£o de Mercadorias e Servi√ßos (ICMS), al√©m do aumento nas transfer√™ncias regulares do governo federal no √Ęmbito do compartilhamento de impostos e outras normas federativas, fruto natural do aumento da arrecada√ß√£o.

As empresas estatais federais, estaduais e municipais, excluídas as dos grupos Petrobras e Eletrobras, também tiveram superávit primário de R$ 1,183 bilhão no mês passado.

Despesas com juros

Os gastos com juros ficaram em R$ 10,086 bilh√Ķes em junho, contra R$ 21,897 bilh√Ķes no m√™s anterior e R$ 21,480 bilh√Ķes em junho de 2020. De acordo com Rocha, essa despesa tende a ser est√°vel e diversos fatores contribu√≠ram para melhorar o resultado no m√™s.

Houve crescimento nas despesas influenciado pela eleva√ß√£o dos √≠ndices de pre√ßos, em especial a infla√ß√£o, medida pelo √ćndice de Pre√ßos ao Consumidor Amplo (IPCA). Al√©m disso, houve aumento do estoque nominal da d√≠vida, montante sobre o qual incidem os juros.

No sentido contr√°rio, houve uma contribui√ß√£o positiva na conta pela influ√™ncia das opera√ß√Ķes do Banco Central no mercado de c√Ęmbio (swap cambial, que √© a venda de d√≥lares no mercado futuro). Os resultados dessas opera√ß√Ķes s√£o transferidos para o pagamento dos juros da d√≠vida p√ļblica, como receita, quando h√° ganhos, e como despesa, quando h√° perdas. Segundo Rocha, em junho deste ano, os ganhos com swap foram de R$ 21,7 bilh√Ķes. J√° em maio, os ganhos foram menores, de R$ 11 bilh√Ķes, e em junho de 2020 houve perdas de 4,9 bilh√Ķes com swap.

Em junho, o d√©ficit nominal, formado pelo resultado prim√°rio e os gastos com juros ficou em R$ 75,595 bilh√Ķes, contra o resultado negativo de R$ 210,161 bilh√Ķes em igual m√™s de 2020.

Em 12 meses, acumula R$ 589,695 bilh√Ķes, ou 7,36% do PIB. O resultado nominal √© levado em conta pelas ag√™ncias de classifica√ß√£o de risco ao analisar o endividamento de um pa√≠s, indicador observado por investidores.

D√≠vida p√ļblica

A d√≠vida l√≠quida do setor p√ļblico (balan√ßo entre o total de cr√©ditos e d√©bitos dos governos federal, estaduais e municipais) chegou a R$ 4,878 trilh√Ķes em junho, o que corresponde a 60,9% do PIB. Em maio, o percentual da d√≠vida l√≠quida em rela√ß√£o ao PIB estava em 59,8%.

O aumento tem como principais fatores, primeiro, o pr√≥prio resultado deficit√°rio do m√™s, e segundo, a desvaloriza√ß√£o cambial de 4,4% que ocorreu no per√≠odo. A d√≠vida p√ļblica sobe quando h√° alta do d√≥lar, porque o Brasil tamb√©m √© credor em moeda estrangeira. Ainda assim, o resultado √© menor do que o registrado em dezembro de 2020, quando a d√≠vida l√≠quida chegou a 62,7% do PIB, o recorde hist√≥rico.

Em junho de 2021, a d√≠vida bruta do governo geral (DBGG) ‚Äď que contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais ‚Äď chegou a R$ 6,729 trilh√Ķes ou 84% do PIB, contra 84,6% (R$ 6,696 trilh√Ķes) no m√™s anterior, quando a d√≠vida bruta chegou no maior percentual da s√©rie hist√≥rica do BC, iniciada em dezembro de 2006. Assim como o resultado nominal, a d√≠vida bruta √© usada para tra√ßar compara√ß√Ķes internacionais.

Um dos fatores para a redu√ß√£o da d√≠vida bruta do governo geral √© o crescimento do PIB nominal do pa√≠s nos √ļltimos meses. Al√©m disso, no caso da DBGG, s√≥ se contabiliza os passivos no pa√≠s, sem impacto das reservas internacionais, e a desvaloriza√ß√£o cambial contribui para reduzir as d√≠vidas dos governos.

D√ļvidas, Cr√≠ticas e Sugest√Ķes? Fale com a gente

Tags

13¬ļ de aposentados e precat√≥rios influenciaram d√©ficit prim√°rio em junho, diz BC

ECONOMIA
2021-07-30 12:49:50
Autor Agência Estado
Foto do autor
Agência Estado Autor
Ver perfil do autor
Tipo Notícia

O chefe do Departamento de Estat√≠sticas do Banco Central (BC), Fernando Rocha, destacou nesta sexta-feira que a antecipa√ß√£o do 13¬ļ de aposentados e pensionistas e a alta nos pagamentos de precat√≥rios pela Uni√£o em junho explicam o aumento do d√©ficit prim√°rio do setor p√ļblico em rela√ß√£o a maio.
Apenas o rombo da Previd√™ncia aumentou R$ 27,7 bilh√Ķes de um m√™s para outro. O setor p√ļblico consolidado (Governo Central, Estados, munic√≠pios e estatais, com exce√ß√£o de Petrobras e Eletrobras) apresentou d√©ficit prim√°rio de R$ 65,508 bilh√Ķes em junho. Em maio deste ano, havia sido registrado d√©ficit de R$ 15,541 bilh√Ķes e, em junho de 2020, d√©ficit de R$ 188,682 bilh√Ķes.
"Já na comparação com o ano passado, o resultado melhorou bastante porque tivemos em junho 2020 o maior déficit fiscal da história para o mês, em função dos gastos para enfrentar a pandemia de covid-19.
Além dessas despesas, em junho do ano passado estávamos no momento mais agudo da crise, com queda na arrecadação e diferimento de tributos", completou.
Rocha apontou ainda que a melhora no super√°vit dos governos regionais se deve ao crescimento da arrecada√ß√£o de tributos e aos repasses da Uni√£o para Estados e munic√≠pios.O resultado fiscal de junho foi composto por um d√©ficit de R$ 75,083 bilh√Ķes do Governo Central (Tesouro Nacional, Banco Central e INSS). J√° os governos regionais (Estados e munic√≠pios) influenciaram o resultado positivamente com R$ 8,391 bilh√Ķes no m√™s.
Enquanto os Estados registraram um super√°vit de R$ 7,541 bilh√Ķes, os munic√≠pios tiveram resultado positivo de R$ 850 milh√Ķes. As empresas estatais registraram super√°vit prim√°rio de R$ 1,183 bilh√£o.
Pagamento de juros
Fernando Rocha tamb√©m disse que o ganho de R$ 21,7 bilh√Ķes do BC com swaps cambiais ajudou a reduzir a conta de juros do setor p√ļblico em junho. O setor p√ļblico consolidado teve despesas de R$ 10,086 bilh√Ķes com os juros da d√≠vida p√ļblica em junho, ap√≥s ter encerrado maio com gastos de R$ 21,897 bilh√Ķes. Segundo Rocha, sem esse efeito dos swaps, o pagamento de juros teria sido de R$ 32 bilh√Ķes no m√™s passado.
"Sem esse efeito dos swaps cambiais, teria havido um aumento da conta de juros tanto em relação a maio quanto em relação a junho do ano passado, devido ao aumento da Selic e da inflação", completou Rocha.
Dívida
O chefe do Departamento de Estat√≠sticas do Banco Central afirmou que o aumento de 1,1 ponto porcentual da d√≠vida l√≠quida em propor√ß√£o Produto Interno Bruto (PIB) do de maio para junho se deve principalmente ao d√©ficit nominal R$ 75,6 bilh√Ķes no m√™s passado.
A D√≠vida L√≠quida do Setor P√ļblico (DLSP) passou de 59,8% (dado revisado) para 60,9% do PIB em junho. A DLSP atingiu R$ 4,878 trilh√Ķes. A d√≠vida l√≠quida apresenta valores menores que os da d√≠vida bruta porque leva em considera√ß√£o as reservas internacionais do Brasil.
"Outro efeito que explica o aumento da dívida líquida em junho foi a apreciação cambial de 4,4% no mês", afirmou. "Já o aumento do PIB nominal no mês puxou a dívida para baixo, contrabalançando esses efeitos e equilibrando um pouco a alta da DLSP", completou.
J√° a D√≠vida Bruta do Governo Geral (DBGG) fechou junho aos R$ 6,729 trilh√Ķes, o que representa 84,0% do PIB. Apesar de o endividamento ter crescido nominalmente, o porcentual, divulgado nesta sexta pelo Banco Central, √© menor que os 84,6% de maio (dado revisado).
"O principal fator para a redução da dívida bruta em porcentual em junho foi o aumento do PIB nominal, que cresceu mais aceleradamente que a dívida no mês. E, diferentemente da dívida líquida, no caso da dívida bruta a apreciação cambial contribui para reduzir o estoque", explicou.
No melhor momento da série, em dezembro de 2013, a dívida bruta chegou a 51,5% do PIB. A Dívida Bruta do Governo Geral - que abrange o governo federal, os governos estaduais e municipais, excluindo o Banco Central e as empresas estatais - é uma das referências para avaliação, por parte das agências globais de classificação de risco, da capacidade de solvência do País. Na prática, quanto maior a dívida, maior o risco de calote por parte do Brasil.
D√ļvidas, Cr√≠ticas e Sugest√Ķes? Fale com a gente

Tags

D√≠vida Bruta do governo geral fecha junho a R$ 6,729 trilh√Ķes, 84% do PIB, diz BC

ECONOMIA
2021-07-30 11:24:48
Autor Agência Estado
Foto do autor
Agência Estado Autor
Ver perfil do autor
Tipo Notícia

Em meio ao aumento dos gastos dos governos para fazer frente √† pandemia de coronav√≠rus, a d√≠vida p√ļblica brasileira desacelerou em junho em propor√ß√£o do Produto Interno Bruto (PIB). Dados divulgados nesta sexta-feira pelo Banco Central (BC) mostram que a D√≠vida Bruta do Governo Geral fechou junho aos R$ 6,729 trilh√Ķes, o que representa 84,0% do PIB. Apesar de o endividamento ter crescido nominalmente, o porcentual √© menor que os 84,6% de maio (dado revisado). No melhor momento da s√©rie, em dezembro de 2013, a d√≠vida bruta chegou a 51,5% do PIB.
A Dívida Bruta do Governo Geral - que abrange o governo federal, os governos estaduais e municipais, excluindo o Banco Central e as empresas estatais - é uma das referências para avaliação, por parte das agências globais de classificação de risco, da capacidade de solvência do País. Na prática, quanto maior a dívida, maior o risco de calote por parte do Brasil.
O BC informou ainda que a D√≠vida L√≠quida do Setor P√ļblico (DLSP) passou de 59,8% (dado revisado) para 60,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em junho. A DLSP atingiu R$ 4,878 trilh√Ķes. A d√≠vida l√≠quida apresenta valores menores que os da d√≠vida bruta porque leva em considera√ß√£o as reservas internacionais do Brasil.
Déficit nominal
O setor p√ļblico consolidado registrou um d√©ficit nominal de R$ 75,595 bilh√Ķes em junho. Em maio, o resultado nominal havia sido deficit√°rio em R$ 37,439 bilh√Ķes e, em junho de 2020, deficit√°rio em R$ 210,161 bilh√Ķes.
No m√™s passado, o governo central registrou d√©ficit nominal de R$ 81,274 bilh√Ķes. Os governos regionais tiveram saldo positivo de R$ 4,815 bilh√Ķes, enquanto as empresas estatais registraram super√°vit nominal de R$ 864 milh√Ķes.
O resultado nominal representa a diferen√ßa entre receitas e despesas do setor p√ļblico, j√° ap√≥s o pagamento dos juros da d√≠vida p√ļblica. Em fun√ß√£o da pandemia do novo coronav√≠rus, que reduziu a arrecada√ß√£o dos governos e elevou as despesas, o d√©ficit nominal tem sido mais elevado nos √ļltimos meses.
No primeiro semestre, o d√©ficit nominal somou R$ 150,634 bilh√Ķes, o que equivale a 3,66% do PIB. Em 12 meses at√© junho, h√° d√©ficit nominal de R$ 589,695 bilh√Ķes, ou 7,36% do PIB.
Gasto com juros
O setor p√ļblico consolidado teve despesas de R$ 10,086 bilh√Ķes com os juros da d√≠vida p√ļblica em junho, ap√≥s ter encerrado maio com gastos de R$ 21,897 bilh√Ķes, informou o Banco Central.
Al√©m de registrar os gastos propriamente ditos do setor p√ļblico com os juros da d√≠vida p√ļblica, esta rubrica contabiliza os resultados do Banco Central com seu estoque de swaps a cada m√™s. Em fun√ß√£o disso, √© poss√≠vel que haja, em alguns meses, resultado positivo na rubrica de juros, como ocorreu em abril.
Conforme o BC, o governo central (Tesouro Nacional, Previd√™ncia Social e Banco Central) teve no m√™s passado despesas na conta de juros de R$ 6,191 bilh√Ķes. Os governos regionais registraram gastos de R$ 3,576 bilh√Ķes e as empresas estatais, despesas de R$ 319 milh√Ķes.
No primeiro semestre, o gasto com juros somou US$ 145,426 bilh√Ķes, o que representa 3,53% do PIB. Em 12 meses at√© junho, as despesas com juros atingiram R$ 284,239 bilh√Ķes (3,55% do PIB).
D√ļvidas, Cr√≠ticas e Sugest√Ķes? Fale com a gente

Tags