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Gol reporta prejuízo de R$ 1,2 bi no 2º trimestre e revisa projeções para 2021

O setor de aviação foi mais uma vez fortemente impactado pela pandemia, dessa vez pela segunda onda de covid-19 no Brasil. A Gol registrou prejuízo líquido recorrente de R$ 1,2 bilhão no segundo trimestre, ampliando as perdas de R$ 771,8 milhões de um ano antes. Embora o discurso seja de ritmo crescente da demanda, a companhia revisou para baixo as projeções para o segundo semestre, com expectativa de geração de caixa reduzida e aumento de dívida.
A Gol informou em documento de atualização ao investidor que espera encerrar o segundo semestre do ano com R$ 4,2 bilhões em liquidez, ante R$ 4,5 bilhões projetados anteriormente, além de uma dívida líquida ajustada de R$ 15,3 bilhões, ante R$ 14,8 bilhões projetados anteriormente. A aérea afirma que diversas iniciativas são relevantes "para assegurar que a Gol mantenha a liquidez nos patamares esperados no final de 2021".
A companhia projeta ainda geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de R$ 1,7 bilhão no segundo semestre, ante projeção inicial de R$ 2 bilhões. No segundo trimestre, a aérea reportou Ebitda negativo, de R$ 466,6 milhões, ampliando resultado negativo de R$ 282,5 milhões um ano antes.
O desempenho ocorre em meio à recuperação dos indicadores operacionais, que no mesmo período de 2020 foram impactados pela primeira onda da covid-19 no País. De abril a junho deste ano, a companhia registrou avanço de 344% da demanda, medida pelo número de passageiro-quilômetro transportado pago (RPK, no jargão do setor), em relação ao mesmo intervalo de 2020.
Já a oferta, medida pelo assento quilômetro ofertado (ASK), avançou 307,4% na mesma base de comparação. Com isso, a taxa de ocupação da companhia foi de 85,1% no segundo trimestre, ante 78,1% um ano antes.
Em balanço, o presidente da Gol, Paulo Kakinoff, demonstrou otimismo. "O progresso na vacinação é promissor para a recuperação contínua da economia doméstica e o aumento na demanda de viagens, à medida em que os brasileiros se sentirem seguros para retornar às suas rotinas normais", afirmou no documento.
No entanto, a Gol também está ajustando sua frota para o segundo semestre para "adequar os custos operacionais aos patamares atuais de vendas e demanda". A companhia irá operar
102 aeronaves em sua malha, ante 110 projetado anteriormente. Ainda assim, o número representa um aumento de 56% sobre o primeiro semestre.
Endividamento
A dívida líquida da Gol cresceu 6% sobre igual período do ano passado, para R$ 14,2 bilhões. Já a dívida bruta registrou ligeira queda de 5,3%, para R$ 15,3 bilhões. Em balanço, a companhia afirma que "tem trabalhado para fortalecer margens e manteve seu custo fixo reduzido em comparação ao pré-pandemia, além de converter seus custos fixos de folha e arrendamento para variável".
A liquidez total da aérea foi de R$ 1,81 bilhão no segundo trimestre, queda de 45,1% sobre igual período de 2020. A alavancagem medida pela relação dívida líquida sobre o Ebitda ajustado foi de 10,1 vezes de abril a junho, ante 3,3 vezes em igual intervalo do ano passado, demonstrando que a companhia continua tentando se ajustar às oscilações do mercado.
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Gol reduz prejuízo em 93% no 2º trimestre no critério antes de minoritário

ECONOMIA
2019-08-01 10:03:12 Autor Tipo Notícia
A Gol encerrou o segundo trimestre de 2019 com prejuízo líquido de R$ 120,8 milhões, indicando uma melhora de 93,6% ante o prejuízo de R$ 1,874 bilhão informado um ano antes, no critério antes da participação minoritária da Smiles. Se considerando o critério depois da participação minoritária, a empresa reportou prejuízo líquido de R$ 194,6 milhões, ante lucro de R$ 1,928 bilhão um ano antes.
Entre os principais fatores que tiveram impacto nos resultados do período, a empresa cita a variação cambial e monetária positiva de R$ 170 milhões, comparada à negativa de R$ 1,7 bilhão informada um ano antes. Importante observar que o valores do segundo trimestre de 2018 foram reapresentados de acordo com o IFRS 16, não auditados.
Nos comentários que acompanham o balanço, a aérea ressalta que "apesar das pressões de custo decorrentes do acréscimo de 9,8% no preço do QAV e da desvalorização de 8,8% do real frente ao dólar norte-americano, a Gol registrou EBIT positivo pelo 12º trimestre consecutivo".
O lucro operacional (EBIT), excluindo as despesas não recorrentes, foi de R$ 399,4 milhões, 358,6% superior em comparação ao mesmo período de 2018. A margem operacional do segundo trimestre foi 12,7%, em alta de 9 p.p. em relação ao reportado um ano antes. Em uma base por assento-quilômetro disponível, o EBIT (excluindo as despesas não recorrentes) foi de 3,51 centavos no segundo trimestre, em comparação aos 0,82 centavos reportado em igual período do ano anterior.
O Ebitda (excluindo as despesas não recorrentes) totalizou R$ 814,7 milhões no período, apontando expansão de 110,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. A margem Ebitda foi de 25,9%, 9,5 p.p. superior na comparação entre mesmos trimestres.
O impacto do incremento de 5,58 centavos de real no RASK e aumento de 2,04 centavos de real no CASK ex-depreciação resultou em Ebitda por assento-quilômetro disponível de 7,17 centavos de real no período, com alta de 3,54 centavos de real no comparativo anual.
A receita líquida da Gol registrou expansão de 33,4% no segundo trimestre de 2019 ante o informado um ano antes, somando R$ 3,1 bilhões. O resultado, segundo a empresa, se deve principalmente ao aumento de receita de passageiros nos mercados doméstico e internacional, e de receitas com franquia e excesso de bagagem na comparação com igual período no ano passado, com incremento dos RPKs em 11,7%.
Já as receitas com transporte de cargas e outros serviços representaram R$ 182 milhões, redução de 12,4% em comparação com o mesmo período do ano anterior. A projeção de receita líquida em 2019 é da ordem de R$ 13,5 bilhões.
No informe de resultados, a aérea reforça que atualmente, as tendências de receita e reservas de passageiros permanecem fortes, e "a companhia espera que o RASK do terceiro trimestre de 2019 aumente de 11% a 13%, em comparação com o terceiro trimestre de 2018".
Com relação ao 737 MAX, a Gol estima, com base na mais recente previsão da Boeing, que a aprovação para o retorno da operação da aeronave pelos órgãos reguladores competentes ocorra no quarto trimestre de 2019.
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