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Economia
NOTÍCIA

CSN avança em acordo para compra da Cimentos Elizabeth e prevê expansão para o Ceará

A compra é estimada em R$ 1,1 bilhão e deve ser concluída nesta semana. Nos planos de expansão da cimenteira também estão abertura de novas fábricas no Ceará, Pará, Sergipe e Paraná

Irna Cavalcante
15:28 | 22/06/2021
Os planos de expansão da CSN Cimentos prevê a aquisição da Cimentos Elizabeth, além de abertura de novas fábricas no Ceará, Pará, Sergipe e Paraná (Foto: reprodução/ site CSN)
Os planos de expansão da CSN Cimentos prevê a aquisição da Cimentos Elizabeth, além de abertura de novas fábricas no Ceará, Pará, Sergipe e Paraná (Foto: reprodução/ site CSN)

As negociações da Companhia Siderúrgica Nacional, que controla a CSN Cimentos, para aquisição da compra da Cimentos Elizabeth, que pertence ao fundo Farallon, devem ser concluídas ainda nesta semana. O negócio avaliado em R$ 1,1 bilhão, estaria pendente apenas de detalhes, principalmente jurídicos, e questões contratuais, conforme informações do Valor Econômico. O grupo também estaria com planos para novas fábricas no Ceará, Pará, Sergipe e Paraná.

As informações foram publicadas nesta terça-feira, 22, pelo Valor Econômico. Segundo a publicação, o valor deverá ser pago à vista e já há o consenso das duas partes. Com início de operação em 2015, a empresa tem fábrica localizada em Alhandra, na Paraíba, com capacidade de produção de 1,2 milhão de toneladas por ano. O grupo detém cerca de 30% do mercado de cimento naquele Estado.

Essa aquisição é considerada um passo importante no projeto de crescimento da CSN no negócio de cimento. Na prática, a compra possibilitaria à empresa passar da sexta para a quinta posição no ranking de produtores do país em termos de capacidade instalada. Hoje a empresa está apta a produzir 4,7 milhões de toneladas por ano em duas fábricas - uma em Volta Redonda (RJ) e outra em Arcos, Minas Gerais.

Em maio, a CSN Cimentos registrou pedido de listagem na B3, estimulada pelo bem-sucedido processo de IPO da CSN Mineração, que levantou R$ 5,2 bilhões no início do ano. A ideia seria levantar, pelo menos, R$ 2 bilhões em oferta primária.

O montante seria usado justamente no plano de expansão, conforme apresentações a investidores feitas pela direção da CSN, e que mira em novas fábricas no Pará, Ceará, Sergipe e Paraná. Além da expansão de Arcos, para 1,2 milhão de toneladas/ano.