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Economia
NOTÍCIA

Setor eólico pode gerar 3,3 milhões de empregos em cinco anos

Os dados são de um estudo da Global Wind Energy Council que analisou o potencial de geração de empregos nos projetos previstos para serem executados até 2025

Irna Cavalcante
09:28 | 30/04/2021
Até 2025, os projetos eólicos em execução no mundo devem adicionar mais 470 GW ao setor elétrico (Foto: Getty Images/iStockphoto)
Até 2025, os projetos eólicos em execução no mundo devem adicionar mais 470 GW ao setor elétrico (Foto: Getty Images/iStockphoto)

O setor eólico tem potencial de gerar 3,3 milhões de empregos nos próximos cinco anos. De acordo com estudo divulgado pela Global Wind Energy Council, esse quantitativo é referente aos 470 GW adicionais de capacidade eólica de projetos previstos até 2025 no mundo.

As informações são do Canal Energia. Dados da Agência Internacional de Energia Renovável, mostram que, com 751 GW de capacidade de energia eólica já instalada, a indústria da fonte gerou quase 1,2 milhão de empregos em todo o mundo. Em 2020, havia cerca de 550 mil trabalhadores em energia eólica na China, 260 mil no Brasil, 115 mil nos EUA e outros 63 mil na Índia, segundo pesquisa global da GWEC Market Intelligence.

A GWEC destaca ainda os benefícios econômicos da transição energética e o potencial da eólica para a criação de empregos no mundo, além do papel da fonte para alimentar uma transição justa. A implantação de 6 TW de energia eólica até 2050 mitigaria 6,3 gigatoneladas de emissões de CO2 anualmente e geraria uma enorme economia de custos em áreas como saúde, infraestrutura, bem-estar social e resiliência do sistema.

Também aponta a energia eólica offshore como uma resposta às perturbações do mercado de trabalho decorrentes da transição energética, como o deslocamento de empregos para trabalhadores de petróleo e gás offshore e de engenharia naval. De acordo com o estudo do GWEC, o investimento em energia renovável cria mais empregos do que o equivalente em combustíveis fósseis. “Os formuladores de políticas deveriam reconhecer os benefícios socioeconômicos e a criação de valor decorrentes da expansão da indústria eólica global”, informa a publicação.