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BNB deve operar crédito de R$ 900 mi para agricultura irrigada até 2024

Meta do Profinor foi estabelecida nesta quinta-feira, 29, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

18:11 | 29/04/2021
Nordeste, segundo o BNB, concentra 26% da área irrigada do Brasil (Foto: SARA MAIA)
Nordeste, segundo o BNB, concentra 26% da área irrigada do Brasil (Foto: SARA MAIA)

Um total de R$ 900 milhões do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) deverá ser destinado para produção que conta com irrigação, a partir da regularização fundiária de 150 mil propriedades rurais, incentivo para o incremento de 80 mil hectares irrigados e a reconversão de 8 mil hectares para sistemas mais modernos.

A informação é do Banco do Nordeste (BNB), que deve operar o recurso entre 2021 e 2024 dentro do Programa de Fomento à Agricultura Irrigada do Nordeste (Profinor). As metas foram reveladas nesta quinta-feira, 29, em live na qual participaram a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), o presidente do BNB, Romildo Rolim e o presidente Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), João Martins da Silva Júnior, além de autoridades e lideres classistas.

No comunicado, o Banco do Nordeste ressalta o potencial da Região, "que produz 80% das frutas secas exportadas pelo país, concentra 26% da área irrigada do Brasil, razão pela qual o Profinor favorecerá soluções para expansão da área irrigada, promovendo orientação técnica aos produtores rurais".

A inovação também está na esteira do programa, de acordo com o BNB, a partir do incentivo "ao emprego de tecnologias de irrigação, de práticas para o uso eficiente da água, a utilização de energias alternativas, oferecerá linhas de crédito diferenciadas e apoiará a regularização fundiária".

"As terras abundantes e de qualidade do Nordeste, associadas à alta luminosidade da Região, são elementos positivos para o uso da ciência, da tecnologia e da irrigação no processo de desenvolvimento do Nordeste, que tem capacidade para se autoabastecer e ainda para exportar para outros países através do grande portão do Atlântico", afirmou a ministra.