PUBLICIDADE
Economia
NOTÍCIA

Comércio do Ceará cresceu 0,7% em fevereiro; perdas acumuladas passam de 5,5%

Os dados são da Pesquisa Mensal do Comércio, divulgadas nesta terça-feira, 13, pelo IBGE

Irna Cavalcante
09:54 | 13/04/2021
O comércio varejista no Ceará registrou alta de 0,7% em fevereiro, após dois meses consecutivos de queda (BARBARA MOIRA/ O POVO) (Foto: Barbara Moira)
O comércio varejista no Ceará registrou alta de 0,7% em fevereiro, após dois meses consecutivos de queda (BARBARA MOIRA/ O POVO) (Foto: Barbara Moira)

Depois de dois meses consecutivos com variações negativas, o volume de vendas do comércio varejista cearense fechou fevereiro com alta de 0,7%, em relação ao mês imediatamente anterior. Os dados são da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada nesta terça-feira, 13, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Porém, as perdas no comparativo com fevereiro de 2020, portanto, antes da pandemia, chegam a 5,5% no Estado. Acima da média brasileira (3,8%).

A pesquisa mostrou ainda que no acumulado deste ano até fevereiro, a queda das vendas do setor no Estado é de 5,3% e de 6,1% no comparativo de doze meses.

No comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças e de material de construção, o volume de vendas avançou 4% frente a janeiro. Mas os dados negativos persistem nas demais bases de comparação. Em relação a fevereiro de 2020, por exemplo, a queda é de 0,8%. Já no acumulado do ano as perdas chegam a 3,8% e a 5,7% no comparativo de 12 meses.

Dos 13 grupos de atividades incluídos na pesquisa de Comércio Varejista Ampliado, apenas quatro apresentaram desempenho positivo em relação ao volume de vendas que tinham em fevereiro do ano passado. São eles: material de construção (17,3%); veículos, motocicletas e peças (4,9%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (3,8%); e móveis (0,2%).

Por outro lado, pelos dados do IBGE, o grupo com maior dificuldade de recuperação é o de livros, jornais, revistas e papelaria, com queda de 57,5%, em relação a fevereiro do ano passado. Em seguida aparecem: Tecidos, vestuário e calçados (-20,2%); artigos de uso pessoal e doméstico (-9,1%); e Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-5,1%).

Também apresentaram variação negativa no período Hipermercados e supermercados (-4,1%); Eletrodomésticos (-3,5%); Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-3,2%); Móveis e eletrodomésticos (-0,4%); e Combustíveis e lubrificantes (-0,1%).

Brasil

De janeiro para fevereiro de 2021, na série com ajuste sazonal, a taxa média nacional de vendas do comércio varejista cresceu 0,6%, com predomínio de resultados positivos em 19 das 27 unidades da federação. Destaque para Amazonas (14,2%), Rondônia (11,5%) e Piauí (8,3%).

Por outro lado, influenciando negativamente, estão oito unidades da Federação, sendo as principais, em termos de magnitude, Acre (-12,9%), Tocantins (-4,4%) e Distrito Federal (-2,1%).

Na mesma comparação, o comércio varejista ampliado avançou 4,1%, puxado por 22 UFs, sendo as mais intensas registradas no Amazonas (20,2%), em Rondônia (9,9%) e no Piauí (9,5%). Já pressionando negativamente, figuram cinco unidades da federação, com destaque para Acre (-5,3%), Tocantins (-2,1%) e Amapá (-1,6%).

Frente a fevereiro de 2020, as vendas do comércio varejista caíram 3,8%, com predomínio de resultados negativos, que atingiram 18 UFs, principalmente Rio de Janeiro (-8,5%), Rio Grande do Sul (-12,0%) e São Paulo (-1,8%). Pressionando positivamente, no entanto, estão nove UFs, destacando-se Piauí (14,1%), Pará (4,1%) e Pernambuco (2,0%).