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Inflação em Fortaleza sobe 0,72% em março, terceira menor alta do País

Em março, a inflação de Fortaleza só não foi menor do que a observada em São Luís (0,70%) e e em Recife (0,62%). Porém, no acumulado do ano o IPCA continua alto (2,59%).
09:49 | Abr. 09, 2021
Autor Irna Cavalcante
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Irna Cavalcante Repórter no OPOVO
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Tipo Notícia

A inflação na região metropolitana em Fortaleza cresceu 0,72% no mês de março. Abaixo da média brasileira, de 0,93%, e a terceira menor variação para o mês, segundo pesquisa divulgada nesta sexta-feira, 9, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Atrás apenas de São Luís (MA) e Recife (PE) que registraram percentuais de 0,70% e 0,62%. Porém, no acumulado do ano, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) já subiu 2,59%.

O indicador em março ficou 0,76 pontos percentuais abaixo do que foi registrado no mês imediatamente anterior (1,48%). No comparativo de doze meses, a inflação na RMF registra alta de 7,10%, é uma das maiores taxas de crescimento do País.

Os preços do grupo transporte foram os que mais subiram no mês (2,95%). Os principais impactos vêm dos aumentos nos preços de combustíveis (7,92%) e do gás de botijão (4,78%).

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“Foram aplicados sucessivos reajustes nos preços da gasolina e do óleo diesel nas refinarias entre fevereiro e março e isso acabou impactando os preços de venda para o consumidor final nas bombas. A gasolina nos postos teve alta de 11,26%, o etanol, de 12,59% e o óleo diesel, de 9,05%. O mesmo aconteceu com o gás, que teve dois reajustes nas refinarias nesse período, acumulando alta de 10,46%, e agora o consumidor percebe esse aumento”, explica o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov.

Em seguida aparece alimentação e bebidas, com variação de 0,63%; despesas pessoais (0,21%); educação (0,16%); saúde e cuidados pessoais (0,15%); e habitação (0,09%).

De todos os grupos pesquisados, três apresentaram deflação no mês. São eles: vestuário (-0,37%); comunicação (-0,29%); e artigos de residência (-0,20%).

No Brasil, o IPCA de março foi de 0,93%. No ano, o IPCA acumula alta de 2,05% e, nos últimos 12 meses, de 6,10%, acima dos 5,20% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. A maior alta foi registrada em Goiânia (GO), com 1,46%, e a menor em Recife (PE), onde o indicador ficou em 0,62%.

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de um a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília.

Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 2 a 29 de março de 2021 (referência) com os preços vigentes no período de 29 janeiro a 1° de março de 2021 (base).

 

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