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Economia
NOTÍCIA

M. Dias Branco capta R$ 811,6 milhões em títulos verdes

O grupo cearense informou que a iniciativa faz parte da estratégia de incentivar o fornecimento de matéria prima no longo prazo, comprometendo os fornecedores e a companhia com os objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU

Beatriz Cavalcante
09:42 | 29/03/2021
M. Dias Branco está entre as cem ações mais negociadas da B3 (Foto: Divulgação/M. Dias Branco)
M. Dias Branco está entre as cem ações mais negociadas da B3 (Foto: Divulgação/M. Dias Branco)

A M. Dias Branco S.A Indústria e Comércio de alimentos captou R$ 811,6 milhões em títulos verdes, por meio de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs). Conforme a empresa, os recursos serão utilizados na agricultura sustentável dos fornecedores da empresa.

"Esta iniciativa faz parte da estratégia de incentivar o fornecimento de matéria prima no longo prazo, comprometendo os fornecedores e a companhia com os objetivos de desenvolvimento sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), e reforça aposição da M. Dias Branco como referência em sustentabilidade no Brasil", reforça o Grupo, em comunicado.

Na transação, a demanda pelos CRAs chegou a R$ 2,3 bilhões, equivalente a 2,9 vezes o valor inicial de R$ 800 milhões). A nota risco da emissão atribuído pela Fitch Ratings Brasil Ltda. foi “AAA”, ou seja, classificação de mais alto grau de investimento.

O enquadramento na categoria de título verde da M. Dias Branco contou com a avaliação externa da Resultante, escritório especializado na agenda de integração ESG e fornecedora de pareceres para títulos temáticos.

"O processo de avaliação revisou os critérios e políticas da companhia para compra de insumos e realizou uma verificação de conformidade socioambiental dos fornecedores incluídos nos termos da emissão. A captação foi feita por meio da emissão de duas séries de debêntures simples, não conversíveis em ações e sem garantia, que serviram de lastro para os CRAs. O prazo de vencimento da primeira série é de sete anos e de dez anos para a segunda série", complementou a empresa.

A operação foi coordenada pelo Bradesco BBI (coordenador líder), XP Investimentos e Itaú BBA. Os coordenadores foram assessorados legalmente pelo escritório de advocacia Demarest e a companhia teve como assessoria legal a banca Pinheiro Neto Advogados. Itaú BBA atuou ainda como assessor exclusivo na obtenção da classificação de títulos verdes.