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Maersk: prorrogação do auxílio deve elevar em 8% movimentação de cargas marítimas no Ceará

Benefício será definidor no transporte de um maior volume de contêineres, segundo indica a companhia

17:38 | 11/03/2021
Infraestrutura do Pecém é destacada por executivo da APM Terminals, empresa do Grupo Maersk que opera no terminal cearense (Foto: FCO FONTENELE)
Infraestrutura do Pecém é destacada por executivo da APM Terminals, empresa do Grupo Maersk que opera no terminal cearense (Foto: FCO FONTENELE)

A movimentação de cargas marítimas deve ter no Ceará uma expansão maior que a média global nos negócios da Maersk, a maior empresa de logística de contêineres do mundo. Enquanto projeta um crescimento de 3% para o comércio mundial, os portos cearenses devem crescer aproximadamente 8%, com a aprovação de novos pagamentos do auxílio emergencial.

Parece distante, mas a relação feita pelo diretor executivo da Aliança Navegação e Logística, Marcus Voloch, é certeira. Os navios da companhia transportam desde bens duráveis até alimentos, tendo no consumo das famílias de baixa renda um termômetro da movimentação.

"Entretanto, o aumento da inflação de alimentos, carga com grande importância para a cabotagem (transporte de cargas em portos do mesmo país) no Estado, pode fazer com que o crescimento seja afetado", alerta o executivo.

Movimentações no Pecém

As expectativas de Voloch também encontram sustentação nos números apresentados pela APM Terminals Pecém, que opera no porto cearense. A empresa foi estabelecida em 2001 como um braço independente do Grupo Maersk, atuando em cerca de 50 países, com 75 terminais e atendendo a todos os armadores.

Neste ano, entre janeiro e fevereiro, as operações da empresa já avançaram em 15,9% ante 2020. Entre as movimentações internas, a cabotagem avançou 17% enquanto que as exportações cresceram 26,8%.

Ao citar dados do Datamar, em 2020, a APM Terminals Pecém se coloca em primeiro lugar no crescimento das exportações, com índice de 46,60%, e na segunda colocação no sentido da importação, com aumento de 19,56%.

"O Terminal cresceu na casa dos dois dígitos em 2020 atingindo 387.717 TEUs movimentados. Os números representam um crescimento de cerca de 10% em relação a 2019, com destaques para a exportação de unidades refrigeradas e para a importação", destaca nota da empresa, que contabiliza ainda avanço de 5% na cabotagem, "registrando cerca de 330 mil TEUs movimentados durante 2020".

TEUs vem o inglês Twenty-foot Equivalent Unit e é a medida-padrão utilizada para calcular o volume de um contêiner.

"Temos total capacidade de absorver todo esse potencial, contamos, por exemplo, com diversas facilidades como de operar com dois guindastes Super-Post-Panamax, que elevam a capacidade operacional e reduzindo o tempo de operação nos navios no Porto. Tivemos ainda uma extensão de cais, com a inauguração de um novo berço no ano passado pelo Governo do Estado, que aumentou capacidade de receber dois navios atracados simultaneamente e assim reduzir o tempo ocioso entre a operação de um navio para o outro. Fazemos parte de um seleto grupo de Terminais no Brasil habilitados a operar navios com LOA de 366m e 15,3m de calado, podendo receber uma nova família de super navios com capacidade de mais de 12 mil TEUs", destaca o Head Comercial da APM Terminals Pecém, André Magalhães.