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Economia
NOTÍCIA

Volume de atividades turísticas fica estável em dezembro no Ceará

O resultado vem após quatro taxas positivas seguidas, período em que acumulou ganho de 128,3%. Mas o crescimento ainda não foi suficiente para retomar o patamar pré-pandemia de fevereiro

Beatriz Cavalcante
10:01 | 11/02/2021
Setor de turismo adota medidas de prevenção ao novo coronavírus (Foto: FABIO LIMA)
Setor de turismo adota medidas de prevenção ao novo coronavírus (Foto: FABIO LIMA)

No Ceará, o índice de atividades turísticas ficou estável na passagem de novembro para dezembro, com variação de -0,1%. O resultado vem após quatro taxas positivas seguidas, período em que acumulou ganho de 128,3%. Mas, mesmo ante crescimento acumulado, o segmento ainda precisa avançar para retomar ao patamar pé-pandemia de fevereiro. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 11, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na Pesquisa Mensal de Serviços (PMS).

“Todas aquelas atividades de caráter presencial, como transporte aéreo de passageiros, restaurantes, hotéis, locações de automóveis e agências de viagens, puxaram o indicador para baixo, fazendo com que ele ficasse estável nesse mês”, explica, em nota, o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

Já no acumulado do ano, a queda foi 40,9% ante igual período do ano anterior. Impactaram principalmente os ramos de restaurantes, transporte aéreo, hotéis, transporte rodoviário coletivo de passageiros, catering, bufê e outros serviços de comida preparada e agências de viagens.

Na comparação dezembro de 2020 com igual mês 2019, o índice de volume de atividades turísticas no Ceará apresentou retração de 30,6%, décima taxa negativa seguida. Influenciou a queda na receita de empresas que atuam nos ramos de restaurantes; transporte aéreo; hotéis; rodoviário coletivo de passageiros; agências de viagens; serviços de bufê; e locação de automóveis.

E na análise de todas as doze unidades da federação pesquisadas, a queda nos serviços voltados ao turismo teve destaque para São Paulo (-37,4%), seguido por Rio de Janeiro (-29,1%), Minas Gerais (-30,4%), Rio Grande do Sul (-37,3%), Paraná (-24,6%) e Santa Catarina (-31,8%).