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Economia
NOTÍCIA

Ceará cresceu 227,15% na exportação de tilápia; maior elevação do Brasil

Porém, o Estado está entre os que menos vendem para o Exterior, dentre as 13 unidades da federação pesquisadas

Beatriz Cavalcante
11:57 | 09/02/2021
Exportação de tilápia cresce no Ceará (Foto: tatiana fortes, em 26.03.2019)
Exportação de tilápia cresce no Ceará (Foto: tatiana fortes, em 26.03.2019)

No último trimestre de 2020, o Ceará foi o estado que mais cresceu em exportação de tilápia e seus derivados no Brasil, com alta de 227,15% na comparação com o período imediatamente anterior. Porém, o Estado está entre os que menos vendem para o Exterior, dentre as 13 unidades da federação pesquisadas, segundo Informativo Comércio Exterior da Pisicultura, da Associação Brasileira da Pisicultura e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Enquanto o Ceará chegou a US$ 1.446 na soma da comercialização com outros países, o maior exportador de tilápia do País, o Mato Grosso do Sul apresentou US$ 1,18 milhão em vendas, porém, com redução de 32,63% em comparação com o terceiro trimestre do ano passado. A segunda posição ficou com o Paraná, com US$ 648 mil e aumento de 29,15%. Santa Catarina foi o terceiro maior exportador, com US$ 480 mil e redução de 26,67%.

No País, no último trimestre de 2020, as exportações da piscicultura atingiram US$ 3,02 milhões, queda de 9,1% ante o terceiro trimestre. A categoria de filés frescos e refrigerados – principal item comercializado – apresentou uma queda de 11,9% no quarto trimestre de 2020. O item com maior crescimento no quarto trimestre foi o de peixes inteiros frescos ou refrigerados, com aumento de 80,6%.

No total, as exportações de produtos da piscicultura brasileira totalizaram US$ 11.689.944 em 2020, com crescimento de 4,4% no comparativo com 2019. Ante 2019, o último de trimestre de 2020 foi o único que registrou queda, com uma redução de 23,8%. Este resultado inferior acabou impactando no baixo crescimento das exportações em 2020.

Dentre as espécies mais exportadas, a tilápia manteve a liderança no quarto trimestre, com US$ 2,44 milhões, mas com queda de 22,3% frente ao terceiro trimestre. As curimatás foram a segunda espécie (US$ 263 mil), seguidas pelo tambaqui (US$ 262 mil), ambas ­em alta.

Pisicultura

No quarto trimestre do ano passado, os Estados Unidos mantiveram posição de maior importador da piscicultura brasileira (US$ 1,44 milhão), porém com redução de 20% ante o terceiro trimestre. O Chile foi o segundo principal destino, com importações de US$ 413 mil e queda de 25%. O Peru foi o terceiro principal destino, com US$ 294 mil e alta de 124%.

Dentre os principais países, as exportações para os Estados Unidos apresentaram redução de 20,09% no quarto trimestre de 2020. As vendas para o Chile também caíram 24,51% no último trimestre. Os outros três principais importadores da piscicultura brasileira – China, Peru e Colômbia – cresceram nos volumes.

Tilápia

Dentre os produtos que compõem a pauta de exportação da tilápia, os filés frescos apresentaram os maiores volumes, com US$ 1,27 milhão, porém com queda de 11,87% no último trimestre de 2020. Todas as demais vendas caíram, com destaque para os filés congelados (-96,50%). No somatório de todos os produtos de tilápia, a queda no quarto trimestre foi 22,34%.

Já as vendas de tilápia para os Estados Unidos retraíram 20,30%, totalizando US$ 1,4 milhão. O Chile e a China foram, respectivamente, o segundo e terceiro maiores importadores, com US$ 413 mil e US$ 242 mil.

E o preço médio do filé de tilápia fresco – principal produto exportado pelo Brasil – apresentou um preço médio de US$ 6,43/kg em 2020, sendo 4,31% inferior à média de 2019 (US$ 6,72/kg). 

Balança comercial

O déficit da balança comercial das espécies da piscicultura em 2020 foi de US$ 456 milhões. Os maiores déficits foram verificados no primeiro (US$ 157 milhões) e no quarto trimestres (US$ 131 milhões). O salmão manteve a posição de principal produto importado pelo Brasil, totalizando US$ 415 milhões em todo o ano, com aumento de 26% no último trimestre de 2020. Os bagres e os curimatás foram as duas espécies de cultivo mais importadas no quarto trimestre.