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Economia
NOTÍCIA

Expansão do núcleo de medicamentos e insumos para vacinas da Fiocruz prevê 3 mil empregos no Ceará

Projeto será implementado em duas fases, estando a primeira prevista para ter início no fim deste ano

Alan Magno
15:27 | 01/02/2021
Centro de produção de imunobiológicos e insumos estratégicos baseados em plataformas vegetais Bio-Manguinhos da Fiocruz no Ceará será expandido (Foto: Divulgação/Fiocruz)
Centro de produção de imunobiológicos e insumos estratégicos baseados em plataformas vegetais Bio-Manguinhos da Fiocruz no Ceará será expandido (Foto: Divulgação/Fiocruz)

Com investimento inicial previsto na casa dos R$ 980 milhões, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) pretende iniciar, até setembro deste ano, a implementação da expansão do centro de produção de imunobiológicos e biofarmacêuticos no Ceará, no município do Eusébio. Empreendimento irá gerar, ainda no começo, 3 mil vagas de emprego indireto para construção e consolidação do complexo.

A partir do início das operações do Centro Tecnológico de Plataformas Vegetais (CTPV), sob responsabilidade do Instituto de Tecnologia de imunobiológicos Bio-Manguinhos, a estimativa é de 1.200 vagas indiretas e outras 400, com requisito de maior qualificação, sejam abertas e mantidas. A expectativa, porém, ainda é inicial e pode ser superior a depender da demanda de funcionamento do núcleo, conforme esclareceu Arthur Roberto Couto, gerente do Programa de Implantação de Novos Campi de Pesquisa e Desenvolvimento Científico da Fiocruz .

Para o início das operações a recomendação será “consumir toda mão de obra e produção de conhecimento local”, segundo detalhou Arthur, pontuando que a prioridade será absorver demandas regionais e nacionais, empregando cearenses. A questão está firmada com o Governo do Ceará, que concedeu incentivo do terreno de 220 mil m² para o empreendimento.

O projeto inicial previa a implementação de apenas uma frente de produção de imunobiológicos, mas devido à crescente demanda, serão instaladas duas plataformas de produção. A projeção é que, já na primeira fase de operações, seja possível produzir cerca de 7 milhões de frascos para matéria-prima de imunizantes de diversas doenças.

“Estamos trabalhando muito forte nisso, para garantir esses prazos e colocar essa planta em produção. Acho que vai ser de um impacto muito positivo para Fiocruz, para o Estado e para o Brasil”, avaliou Arthur. A expectativa é que até o fim de 2023 o centro esteja totalmente operante

Ele menciona ainda que a estruturação do projeto prevê a implementação de parcerias com escolas técnicas para estágios supervisionados e cursos de capacitação, bem como uma política de responsabilidade ambiental e de desenvolvimento sustentável a ser alocada com comunidades que residem no entorno da unidade.

Um dos focos dos centros de produção do Eusébio serão a produção de Insumos Farmacêuticos Ativos (IFA), matéria-prima utilizada para fazer vacinas. A ideia é que as unidades em solo cearense possam produzir material suficiente para atender todo mercado nacional, sendo este processado na sede da Fiocruz no Rio de Janeiro.

A tecnologia utilizada aposta na inovação para o desenvolvimento de vacinas e uma série de fármacos que não utilizam o agente patológico na composição do imunizante. Com a técnica, o gene que codifica a proteína do vírus é inserido nas células de folhas de tabaco. Com o crescimento da planta, é possível produzir uma grande quantidade de antígeno, que será convertido em IFA para produção de vacinas.