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Economia
NOTÍCIA

População desempregada sobe para 530 mil em setembro no Ceará

Em quatro meses, o número de pessoas ocupadas subiu 83,5% no Estado, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid-19 (Pnad covid-19) mensal

11:20 | 23/10/2020
FORTALEZA, CE, BRASIL, 29.06.2020: Fila para resgate do auxílio emergencial na Caixa Econômica Federal (Foto: Thaís Mesquita)
FORTALEZA, CE, BRASIL, 29.06.2020: Fila para resgate do auxílio emergencial na Caixa Econômica Federal (Foto: Thaís Mesquita)

No Ceará, o número pessoas desocupadas — aquelas que não tinham emprego, mas estavam dispostas a trabalhar — saltou de 289 mil para 530 mil em setembro ante maio. Um crescimento de 83,5% no período. Os dados estão na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid-19 (Pnad Covid-19) mensal, divulgada nesta sexta-feira, 23, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com agosto, quando a população desempregada era de 443 mil, a alta foi de 19,6%. Já o contingente de pessoas fora da força de trabalho passou de 4 milhões em maio, manteve-se estável em agosto e alcançou 3,9 milhões em setembro, o que corresponde a uma redução de 2,6% na margem e de 3,6% em relação a maio. Os números demonstram a consolidação do retorno às atividades no Estado, com mais pessoas mês a mês deixando de estar fora da força de trabalho.

Em setembro de 2020, foram estimadas 9,2 milhões de pessoas residentes no Ceará, das quais 7,3 milhões têm de 14 anos ou mais de idade, o que corresponde à população em idade de trabalhar. De acordo com a pesquisa, a população ocupada totalizava 3,1 milhões de pessoas no início da pesquisa, em maio. A quantidade caiu para 2,9 milhões de pessoas no mês de agosto e 3,0 milhões em setembro (ou seja, estável em relação a agosto, mas ainda acumulando uma redução de 3,2% em relação a maio).

Pessoas ocupadas

 

O nível da ocupação no Ceará, isto é, o percentual de pessoas ocupadas em relação às pessoas em idade de trabalhar, passou de 41,6% em maio para 39,9% em agosto e esteve em 40,3% no mês de setembro. Em comparação com o mês anterior, o indicador apresentou estabilidade na estimativa, mas teve aumento em todas as Grandes Regiões, sendo as regiões Nordeste e Norte as que possuíam os menores, 40,1% e 46,1%, respectivamente. Desde o início da pesquisa, em maio, estas regiões possuem menos da metade das pessoas em idade de trabalhar ocupadas no mercado de trabalho.

Pessoas ocupadas afastadas do trabalho 

 

No Ceará, em setembro, dos 3 milhões de ocupados, 213,6 mil estavam afastados do trabalho que tinham na semana de referência. Destes, 107 mil estavam afastados devido ao distanciamento social, representando quedas de 14,3% e 30,8% em relação ao total de pessoas afastadas verificado em agosto (respectivamente em relação às pessoas afastadas por qualquer motivo e às pessoas afastadas por causa do distanciamento social ou falta de trabalho na localidade).

Estes indicadores vêm apresentando quedas sucessivas desde o início da pandemia, à medida que as restrições de isolamento vão sendo abrandadas, e já acumulam quedas de 80,7% e 89,2%, respectivamente. A redução dos afastamentos do trabalho devido à pandemia também foi verificada através da redução da proporção de pessoas afastadas por este motivo no total de pessoas ocupadas, que de agosto para setembro, passou de 5,3% para 3,6%. Em maio, este percentual era de 32,2%.

Informalidade aumenta

 

A pesquisa aponta ainda que o número de pessoas consideradas como trabalhadores informais foi de 1,3 milhão de pessoas em setembro, equivalente a 44,7% do total de ocupados, representando um aumento de 1,7% na quantidade de informais em relação a agosto e um aumento de 0,2 p.p. na taxa de informalidade. As regiões com as maiores taxas de informalidade foram a Norte e a Nordeste, com taxas de 49,2% e 45,0% respectivamente. Em seguida, a região Centro-Oeste figura com 34,6%. As regiões com as menores taxas foram Sudeste e a Sul com, respectivamente, 29,6% e 25,0% de taxa de informalidade.

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