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Caged: Ceará gera 12,2 mil empregos formais em agosto; segundo resultado positivo seguido

Esse foi o segundo mês consecutivo em que o saldo de empregados e desempregados no Estado fica positivo. Em julho, haviam sido gerados 6,4 mil empregos

Samuel Pimentel
16:57 | 30/09/2020
A indústria foi quem mais abriu vagas de trabalho em agosto no Ceará, após o saldo de admissões e demissões. (Foto: Foto: Miguel Ângelo)
A indústria foi quem mais abriu vagas de trabalho em agosto no Ceará, após o saldo de admissões e demissões. (Foto: Foto: Miguel Ângelo)

Até o fim do mês de agosto, 12.220 vagas de emprego formal foram abertas no Ceará após demissões e contratações. Foram 33.795 admissões e 21.575 desligamentos no período. De acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), esse é o segundo mês consecutivo de saldo positivo, pois, em julho, o saldo positivo foi de 6.416 postos de trabalho. 

Essa sequência de dois meses de alta no saldo de emprego mostra o ritmo gradual de recuperação da atividade formal, que antes havia passado quatro meses com saldos negativos, em março, abril, maio e junho. Durante os quatro meses de pandemia em que houve fechamento de vagas, um total de 54.023 vagas de emprego foram encerradas no Ceará. Mesmo com a recuperação nos últimos dois meses, o saldo negativo ainda é de 35.387 vagas encerradas.

Vicente Férrer, membro do Conselho Regional de Economia do Ceará (Corecon-CE), destaca que a maior quantidade de dinheiro circulando no mercado pela liberação do auxílio emergencial aumentou a demanda por alimentos e outros produtos. Isso colabora com a retomada da atividade econômica assim que a circulação de pessoas nas ruas volta a aumenta. Ele ainda ressalta que a formalização dos negócios também têm aumentado porque as empresas legais tiveram mais benefícios, o que melhora a própria oferta de crédito.

"O setor industrial está se aquecendo e a tendência é que continue crescendo. A promessa de reforma tributária e a visão de uma reforma administrativa, representa um aceno positivo para as expectativas sobre o ano de 2021", afirma. 

No acumulado do ano, total de 25.654 empregos foram perdidos no mercado formal nos oito primeiros meses. Foram 215.144 admissões e 240.798 desligamentos em 2020, o que faz com que o Ceará tenha uma variação relativa de -2,25% no saldo, acima da média nacional de -2,19%.

O saldo positivo do Ceará foi o segundo melhor do Nordeste em agosto, atrás somente de Pernambuco. No nível nacional, o Estado ficou com a sexta melhor marca após admissões e desligamentos.

Setores

Entre os setores econômicos, a indústria foi a que mais empregou no Ceará, em agosto. Foram 4.343 postos de trabalho a mais, sendo que a maioria foi direcionada para a indústria de transformação (4.293).

A construção civil abriu mais 2.740 vagas, enquanto o comércio e reparação de veículos abriu 490, agricultura 661 e serviços outras 2.869 vagas.

Fecharam postos de trabalho apenas os segmentos de Artes, Cultura, Esporte e Recreação (-6), Educação (-150), Administração Pública (-144), Atividades Imobiliárias (-7), Alojamento e Alimentação (-70) e Eletricidade e Gás (-27).

Vicente Férrer destaca que essa recuperação ainda é lenta e tende a continuar mês a mês. Isso deve acontecer principalmente na indústria, que está contratando para produzir mais para atender a demanda do comércio no fim do ano e a tendência é que os outros setores continuem se recuperando.

"O comércio ainda está se recuperando lentamente, pois o consumo maior é o que está acontecendo através do delivery. Na indústria, os pedidos estão se avolumando", analisa.

Brasil

Em agosto, houve a abertura líquida de 249.388 empregos com carteira assinada em agosto, de acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quarta-feira, 30, pelo Ministério da Economia. É o melhor resultado do ano e está acima do saldo positivo registrado em agosto do ano passado, que foi de 121.387 postos.

Em julho, o número havia sido positivo pela primeira vez em cinco meses, com a abertura de 141.190 postos de trabalho. O resultado de agosto decorreu de 1,239 milhão de admissões e 990 090 demissões.