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Economia
NOTÍCIA

Nordeste apresenta crescimento no setor industrial de construção

Pesquisa Anual da Indústria da Construção de 2018 (PAIC) aponta perspectivas positivas do setor na região

Victor Hugo Pinheiro
10:30 | 27/05/2020
FORTALEZA, CE, BRASIL, 14-05-2020: Predio em construção, com obras paradas por conta da pandemia do corona virus, em epoca de COVID-19. (Foto: Aurelio Alves/O POVO) (Foto: Aurelio Alves/O POVO)
FORTALEZA, CE, BRASIL, 14-05-2020: Predio em construção, com obras paradas por conta da pandemia do corona virus, em epoca de COVID-19. (Foto: Aurelio Alves/O POVO) (Foto: Aurelio Alves/O POVO)

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira, 27, a Pesquisa Anual da Indústria da Construção de 2018 (PAIC). O Nordeste apresentou ascensão de 1,9 ponto percentual nos seguintes quesitos: valor de incorporações, obras e serviços de construção. Já o Sul mostra o maior crescimento do Brasil no período, com 5,2 pontos percentuais, sendo a única região com alta nos últimos 10 anos.

A PAIC retrata as características do setor industrial de construção no País e aborda as variáveis como valor de incorporações, obras e serviços da construção, pessoal ocupado, salários e características regionais da atividade. São observadas as séries históricas entre 2009 e 2018.

No quesito observado - valor de incorporações, obras e serviços de construção -, o Nordeste apresentava 16,8% em 2009, já em 2018, o número chegou a 18,7%. Entretanto na série histórica do quesito de pessoal ocupado, a região tinha 20,5% em 2009, caindo para 20,4% em 2018.

O comportamento da série histórica, entre 2009 e 2018, mostra que mesmo em período de crise, o Sul aumentou sua participação no valor de incorporações, obras e serviços da construção. Por outro lado, o Norte apresentou a maior redução de participação, muito em função da paralisação dos projetos de infraestrutura na região.

É importante ressaltar que, em 2018, o PIB brasileiro repetiu a taxa de crescimento de 1,3% do ano anterior, registrando uma tendência de recuperação. Apesar de panorama de evolução da época, o setor de construção não seguiu o crescimento econômico e acabou sendo o único negativo, com 3,8% de queda. Já o destaque positivo ficou para comércio de uma forma geral e serviços.