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Sem clientela devido ao coronavírus, 70% dos taxistas entregam carros arrendados

Categoria espera por subsídios para reduzir os impactos econômicos. Movimentação diminuiu 90%, de acordo com o Sindicato dos Taxistas

17:22 | 31/03/2020
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A demanda por corridas de táxis sofreu uma redução de 90% neste mês de março em razão da crise diante do avanço do novo coronavírus (covid-19) em Fortaleza, segundo o Sindicato dos Taxistas (Sinditaxi). Diante deste cenário, 70% dos motoristas que alugam carros para trabalhar decidiram devolvê-los para diminuir as perdas.

“A maioria que aluga, cerca de 70%, devolveu o veículo para a garagem dos permissionários. Outros continuam, mas sem ter como garantir o pagamento”, explica o presidente do Sinditaxi, Francisco Moura. Na Capital, a frota tem 6.550 automóveis. Já o número de taxistas é de 10 mil.

Francisco acrescenta que a entidade dialoga com parlamentares para obter subsídio que permita a continuação do trabalho. Outro ponto, destaca, é que muitos estão expostos ao risco, apesar das recomendações. Os taxistas são orientados a baixar os vidros, higienizar os carros com frequência e lavar as mãos após manusear dinheiro, além de utilizar máscaras e álcool em gel.

O POVO procurou os transportes de aplicativos Uber e 99 para saber se a situação de repete. Em nota, a Uber informou que não divulga esses números. Já a 99 disse que monitora diariamente os cenários envolvendo a pandemia do novo coronavírus e seus impactos. Mas, no momento, a prioridade é garantir a saúde dos usuários e dos motoristas parceiros. Também não informa se houve queda na demanda e motoristas na plataforma.

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