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Economia
NOTÍCIA

Em cinco meses de 2019, Ceará e Fortaleza somam mais impostos que no mesmo período de 2018

Segundo o site Impostômetro, a Capital e o Estado contabilizaram, entre 1° de janeiro e 29 de maio, mais de R$ 889 milhões e R$ 18 bilhões, respectivamente, somente em tributos

08:51 | 31/05/2019
Brasileiro precisa trabalhar em média 153 dias (5 meses) por ano só para pagar impostos.
Brasileiro precisa trabalhar em média 153 dias (5 meses) por ano só para pagar impostos.(Foto: Agencia Brasil)

Para chamar a atenção da população sobre o peso dos tributos em mercadorias e serviços, esta quinta-feira, 30, foi o Dia Livre de Impostos. Em Fortaleza, desde o inicio de 2019 até o dia 29 de maio foram contabilizados R$ 889 milhões em encargos financeiros. No mesmo período, o Ceará somou mais de R$ 18 bilhões, de acordo com dados do site Impostômetro, que indica a quantidade de tributos arrecadada no País, nos estados e nos municípios.

Esses valores ultrapassam a quantidade de impostos do mesmo período do ano passado, quando a Capital cearense arrecadou R$ 815 milhões em tributos e o Estado recolheu mais de R$ 17 bilhões.

No dia sem impostos, 128 lojas do Shopping Iguatemi venderam produtos com desconto referente à carga tributária. Além de Fortaleza e do Ceará, 145 cidades, 19 estados e 2.491 lojas participaram da ação.

Dados sobre impostos

Segundo levantamento do site Dia Livre de Impostos, em um ranking de 30 países, o Brasil é o 14° que mais arrecada imposto. E está em último como país que melhor retorna o dinheiro para a população.

O Brasil fica na 30° posição no ranking do Índice de Retorno e Bem-estar Social (Irbes), sendo o país que proporciona o pior retorno dos valores arrecadados em prol do bem estar da sociedade. Mesmo com arrecadação altíssima e péssimo retorno desses valores, fica atrás de países da América do Sul, como Uruguai e Argentina.

A campanha indica que o brasileiro precisa trabalhar em média 153 dias (5 meses) por ano só para pagar impostos.

Os setores de maquiagem e eletrônicos apresentam 58% e 43% de cargas tributárias, respectivamente.

David Moura/O POVO Dados