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Economia
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Cearenses estão investindo mais na B3

| Aplicações | A Bolsa de Valores atingiu um milhão de pessoas físicas. Cearenses saltaram de 13 mil contas para mais de 15 mil

22:26 | 09/05/2019
De fevereiro a março, cearenses saltaram de 13 mil contas para mais de 15 mil na B3
De fevereiro a março, cearenses saltaram de 13 mil contas para mais de 15 mil na B3(Foto: Divulgação)

O comportamento do brasileiro em relação à economia está mudando. Pelo menos é o que indica balanço do número de pessoas físicas cadastradas na Bolsa de Valores de São Paulo (B3), que neste ano atingiu a marca histórica de um milhão de investidores ativos. Dados também apontam para o aumento de cearenses com participação no mercado financeiro nacional, que de 13 mil cadastros passaram para acima de 15 mil.

Apenas neste ano, a Bolsa já adquiriu mais de 232 mil novos participantes. Para o sócio da Conceito Investimentos, Elísio Medeiros, o País passa por momento que apresenta taxas "muito estáveis, por isso a procura pela Bolsa aumentou tanto".

Com o anúncio do Banco Central de que não haverá alta na taxa Selic, mantendo-a em 6,5% ao ano, Elísio indica que o isso trará bom rendimento para quem for investir. Para ele, a ascensão da Bolsa, assim como o maior número de informações, faz com que as pessoas passem a acompanhar seus investimentos "mais de perto". O sócio prevê que ações do Governo Federal podem atrair ainda mais o número de investimentos até o fim do ano.

Empresas com sede no Estado, como o Hapvida e a Arco Educação, recentemente fecharam negócios que impactaram o mercado financeiro nacional. A primeira, adquiriu o Grupo São Francisco, tornando-se assim a maior operadora de saúde do Brasil. Já a segunda ampliou a participação no mercado depois de assumir 100% do capital social do Sistema Positivo de Ensino.

Com isso, cearenses estariam começado a vislumbrar mais possibilidades de obter resultados positivos com apostas na Bolsa. Segundo o assessor de investimentos Rafael Meyer, esse movimento também está ligado a outro fator: o sentimento de confiança.

"Os mercados de capitais funcionam em ciclo e neste momento estão em alta. Com isso, as empresas começam a se lançar na Bolsa. E ao verem essa retomada da economia como momento propício para investimentos, os cearenses aumentaram suas aplicações", elucida.

De acordo com dados de março, o perfil de pessoas físicas na B3 é de homens (78,04%), moradores de São Paulo (41,2%) e com idades entre 36 e 45 anos (27,5%). No Ceará, o retrato foi similar, mas em maior proporção. Aqui eles representam 81,7% do total de cadastros. (Wanderson Trindade/Especial para O POVO)

Wanderson Trindade