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Economia

INSS tem déficit primário de R$ 14,229 bilhões em fevereiro

15:27 | 28/03/2019
As contas do INSS registraram novo rombo em fevereiro, de R$ 14,229 bilhões. Já no acumulado do primeiro bimestre, o resultado foi negativo em R$ 28,885 bilhões.
Em 12 meses até fevereiro, as contas do regime geral de Previdência e do regime próprio de servidores da União acumulam déficit de R$ 290,1 bilhões, e a projeção do governo é que o resultado fique negativo em R$ 314,0 bilhões até o fim do ano.
Já as contas do Tesouro Nacional, incluindo o Banco Central, registraram um déficit primário de R$ 4,046 bilhões em fevereiro. No acumulado do ano, o superávit primário nas contas do Tesouro Nacional (com BC) é de R$ 40,656 bilhões.
As contas apenas do Banco Central tiveram déficit de R$ 11 milhões em fevereiro.
Carga tributária
A carga tributária do governo geral aumentou a 33,58% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018, anunciou o Tesouro Nacional. No ano passado, esse porcentual estava em 32,62%.
No sumário executivo, o Tesouro ressalta que o Brasil tem a segunda maior carga tributária da América Latina e Caribe, ficando atrás apenas de Cuba. Em termos mundiais, a carga brasileira se aproxima de países como Reino Unido, Israel e Canadá.
O avanço da carga ocorreu em todas as esferas: federal, estadual e municipal. Do aumento de 0,97 ponto porcentual, 0,53 ponto porcentual do PIB ocorreu no âmbito do governo central, devido principalmente ao acréscimo na arrecadação com PIS/Cofins, Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), Imposto de Importação e IPI.
No governo central, a carga passou de 22,13% para 22,66% do PIB no ano passado.
Na esfera estadual, a carga tributária aumentou 0,23 ponto porcentual do PIB, por conta do aumento das receitas com ICMS. A carga passou de 8,42% para 8,65%.
No âmbito municipal, a carga passou de 2,06% para 2,27% do PIB em 2018, um aumento de 0,20 ponto porcentual do PIB, explicado pelo crescimento da arrecadação com ISS e IPTU.

Agência Estado