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Economia
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57,2% dos consumidores fortalezenses estão endividados, aponta pesquisa

O índice é 3,3% menor em comparação com o mês de fevereiro, quando foi registrado 60,5%

00:05 | 28/03/2019
Número de endividados em Fortaleza recuou.
Número de endividados em Fortaleza recuou. (Foto: Evilázio Bezerra )

O percentual de consumidores de Fortaleza que possuem alguma dívida em atraso recuou para 57,2% em março, conforme pesquisa divulgada nesta quarta-feira, 27, pela Federação do Comércio do Estado do Ceará (Fecomércio-CE). O índice é 3,3% menor em comparação com o mês de fevereiro, quando foi registrado 60,5%.

O número também é inferior se comparado ao mesmo período do ano passado, já que em 2018 foi contabilizado 71,7%, ou seja, uma diminuição de 14,5 pontos percentuais.

De acordo com a pesquisa, os principais endividados são as mulheres (22,4%), os consumidores da faixa etária entre 25 e 34 anos (22,7%) e com renda familiar abaixo de cinco salários mínimos (21,5%).

O levantamento mostrou ainda que o percentual de inadimplentes aumentou para 8,5% em março, o que representa acréscimo de 0,3 pontos percentuais em relação a fevereiro, quando foi registrado 8,2%.

Considera-se inadimplente aquele que possui alguma parcela ou dívida com atraso superior a 90 dias. A preponderância entre os inadimplentes é entre mulheres (potencial de 9,8%), com idade entre 25 e 34 anos (9,9%) e renda familiar inferior a cinco salários mínimos (9,5%).

Conforme o levantamento, o tempo médio de atraso é de 64 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro (59,0%), ou seja, a diferença entre a renda e os gastos. O segundo motivo é o adiamento por conta do uso dos recursos em outras finalidades (30,6%), seguido da perda de prazo por esquecimento (11,8%).

A pesquisa mostra que os meios de crédito mais utilizados pelos consumidores são: cartões de crédito, citados por 75,3% dos entrevistados; financiamento bancário (13,0%), empréstimos pessoais (8,9%), e carnês e crediários (7,8%) e cheque especial (3,1%).

Redação O POVO Online