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Economia
denúncia

Faltam contêiners para exportação de mármore e granito no Ceará, denuncia sindicato

A situação acontece pois a empresa que fornece e transporta os contêiners para a exportação do material não têm provido a quantidade que as empresas necessitam

18:13 | 06/12/2018
Foto: Divulgação
 
 
Atualizada às 19h34min
 
As empresas do Ceará que exportam mármore e granito denunciam que faltam contêiners para exportações das chapas polidas das rochas produzidas no Estado. A informação é de Carlos Rubens Alencar, presidente do Sindicato da Indústria Mármores e Granitos do Estado do Ceará (Simagran).

De acordo com Carlos Rubens, a Indústria de Granitos do Ceará (Imarf) necessita urgentemente de 50 contêiners "O desgaste com os compradores está enorme e muitos clientes poderão serem perdidos", afirma Carlos. Os 50 contêiners correspondem a cerca de US$ 1,2 milhões.
 
Francisco Costa, que trabalha no Departamento de Exportação da Imarf, explicou que a situação acontece pois a empresa que fornece e transporta os contêiners para a exportação do material não têm provido a quantidade que as empresas necessitam. 

Segundo Francisco, existem 3 empresas que realizam a maior parte da movimentação. Essas 3 costumam exportar de 35 a 40 contêiners por mês. A quantidade mínima de 105 contêiners por mês não tem sido atendida pela empresa.

A exportação é feita pela Mediterranean Shipping Company (MSC), uma organização global privada que possui 480 escritórios em 155 países. O POVO Online ligou para o número do escritório de Fortaleza que está no site da organização, mas não teve as ligações atendidas.

Mendes Aragão, presidente da Imarf, em conversa com O POVO Online, explicou que há dificuldade de exportação no Estado do Ceará há um longo tempo. "Exportar no Ceará é uma verdadeira aventura. Quando não falta contêiner, falta navio", conta ele.

O mês de novembro foi difícil para a empresa, dado a alta demanda e a dificuldade de exportação. "Todos os navios que saem do Ceará, vão para São Paulo antes de ir para o Exterior. Um material que foi enviado para uma obra em Moscou (Rússia), chegou ao destino com 15 dias de atraso", explica Mendes Aragão.

Desde o final de novembro a falta de contêiner tem se intensificado. A Imarf precisa com urgência de 50 contêiners para enviar um material que já está pronto e inspecionado, dependendo apenas da empresa de exportação.
 
Dificuldades do setor 
 
Os dados de exportações de janeiro até novembro de 2018 apontam que o setor de rochas ornamentais no Ceará apresentou crescimento de 3,8% em relação ao mesmo período do ano passado, o que corresponde a US$ 26.127.411, de acordo com o presidente do Simagran.

"Dos cinco principais exportadores do Brasil, o Ceará é o único que se mantém em crescimento. Espírito Santo, Minas Gerais, Bahia, Rio Grande do Norte, que estão entre os cinco maiores, todos demonstraram quedas. Outro dado importante é que as estatísticas não estão contemplando as exportações que são feitas por empresas que têm domicílio fiscal em outro estado", aponta Carlos.

Segundo ele, empresas de outros estados que compram o granito cearense e exportam o material pelo porto do Ceará, mas têm o endereço fiscal em outro estado e a exportação não é computada para o Estado. O caso vem ocorrendo desde o mês de junho, após uma mudança na plataforma digital que computa as exportações. 

O Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) também estaria envolvida na solução do problema, que ainda persiste. 
 
 
 

IZADORA PAULA