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Economia
MAIS CARA DO NORDESTE

Cesta básica em Fortaleza foi a que mais aumentou de preço do Brasil no último mês

Inflacionada em 7,15% entre setembro e outubro, o conjunto de 12 alimentos básicos que compõem a cesta básica custa em média R$ 393,40, em Fortaleza

16:31 | 07/11/2018
Em comparação com o mesmo período do ano passado, a cesta básica ficou 7% mais cara, em Fortaleza, uma das capitais em que o valor mais aumentou (Foto: Agência Brasil)
Fortaleza tem a cesta básica com preço mais inflacionado entre as capitais do Brasil, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). De setembro a outubro, os 12 itens básicos que compõem a cesta subiram 7,15%. Os alimentos que mais influenciam o resultado são tomate (51,3%), carne (3,7%) e banana (3,7%). Valor no último mês chegou a R$ 393,40, o maior da região nordeste.

O Dieese registrou resultado de outras 17 cidades. Florianópolis tem a cesta básica mais cara do País (R$ 450,35), enquanto Natal tem a mais barata (R$ 329,90).

Em comparação com o mesmo período do ano passado, a cesta básica ficou 7% mais cara, em Fortaleza, uma das capitais em que o valor mais aumentou também nesse intervalo. Se no último mês, as frutas e carnes inflacionaram o valor, o acumulado do ano revela que leite (16%) e pão (11,7%) são os principais vilãos. Farinha (27,8%), feijão (15,9%) e açucar (10%) diminuíram de preço nos últimos 12 meses.

Tomate foi um dos vilões da cesta básica, registrando aumento (Foto: Tatiana Fortes / O POVO)
Para comprar uma cesta básica, o trabalhador cearense gasta o equivalente a 44,8% do salário mínimo, atualmente fixado em R$ 954.

O Dieese ainda calcula que o trablhador que recebe salário mínimo precisa trabalhar cerca de 90 horas todos os meses para comprar uma cesta básica.

Ainda foi especificado o valor de um salário mínimo ideal para o País. Segundo a base de cálculos do Dieese, o valor ideal do mínimo seria R$ 3,783,39. Somente para gastos com alimentação para uma família de quatro pessoas o departamento estima gastos em torno de R$ 1.180.

SAMUEL PIMENTEL