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Estudo sobre o uso eficiente de água no Ceará é lançado para o setor agropecuário

Financiado pela Adece e executado pelo Centec, o trabalho teve início em 2015 e definiu quais atividades agropecuárias devem ser incentivadas no Ceará com foco na maior eficiência do uso da água e na geração de emprego e renda no campo
22:23 | Set. 24, 2018
Autor O Povo
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O Povo Jornal
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Tipo Notícia
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Com o intuito de subsidiar a gestão de recursos hídricos do Ceará para o desenvolvimento do setor agropecuário, a Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), em parceria com o Instituto Centro de Ensino Tecnológico (Centec), lançou, nesta segunda-feira, 24, a segunda fase do "Estudo sobre indicadores e critérios para o uso da água no setor agropecuário". A cerimônia foi promovida pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec) no Auditório do Sebrae. 

Financiado pela Adece e executado pelo Centec, o trabalho teve início em 2015 e definiu quais atividades agropecuárias devem ser incentivadas no Ceará com foco na maior eficiência do uso da água e na geração de emprego e renda no campo. Quatro seguranças foram analisadas durante a elaboração do estudo: produtiva, social, econômica e hídrica. 

"O primeiro trabalho foi concluído em novembro 2015, após uma demanda apresentada pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), Secretaria da Agricultura, Pesca e Aquicultura (Seapa), Câmara Setorial de Frutas (CS Frutas) e Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). Tivemos como área de abrangência, nessa primeira fase, as bacias do Baixo e o Médio Jaguaribe. Agora, depois de 8 meses de estudo, o trabalho foi ampliado para as regiões do Alto Jaguaribe, Banabuiú e Salgado, que vão receber água por meio da Transposição do Rio São Francisco", explica o presidente da Adece, Eduardo Neves. 
 
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Os resultados obtidos em 2015 demonstraram que o trabalho pode ser considerado como estratégico para o Estado, auxiliando na formulação de políticas públicas para o setor da agropecuária cearense, as quais impactam na expansão, no aprimoramento e no desenvolvimento sustentável do segmento de forma direta e indireta. É o que aponta o diretor de Agronegócio da Adece, Sílvio Carlos Ribeiro.
 
"Esse trabalho tem sua importância ampliada se pensarmos que no próximo ano teremos uma oferta hídrica oriunda da Transposição. Pensando nisso, esses documentos elaborados serão orientadores para que, com menor quantidade de água e menos custo, possamos produzir mais riqueza e gerar mais emprego no meio rural", completa. 

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec), Flávio Saboya, elogiou o trabalho realizado pela Adece e Centec e destacou que é preciso aprimorar mais ainda a garantia de outorga de água. "Deve ser prevista e planejada para que o produtor possa ter mais confiança", pontua.

As consequências da primeira fase dos estudos também resultaram na criação da Câmara Técnica para Acompanhamento do Uso da Água no Setor Agropecuário, instaurada pelo Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CONERH), e também da Câmara Temática Água e Desenvolvimento (CT Água), no âmbito da Adece.
 
Criadas em 2017, ambas farão a validação dos indicadores e critérios gerados no trabalho, com atualização permanente, com a finalidade de gerar propostas de políticas públicas para o setor agropecuário em função da oferta e da demanda de recursos hídricos. 

Referência nacional 

Tendo em vista o pioneirismo, a importância e a eficiência das informações, a iniciativa foi reconhecida nacionalmente e já é referência para Agência Nacional de Águas (ANA). A entidade aplica a metodologia em estudos voltados para outros estados. 

Outros órgãos e instituições importantes para o desenvolvimento do setor agropecuário colaboraram para o andamento do estudo. Além da participação do Sebrae, a nova fase também teve a parceria com a Cogerh e a Seapa. 
 
Redação O POVO Online 

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