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Após escândalo de sonegação, Dolly fecha fábrica e demite 700 funcionários em SP

Em entrevista na semana passada, o empresário afirmou ser vítima de um complô formado entre a procuradoria e a Coca-Cola

21:19 | 18/06/2018
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[FOTO1]A empresa de refrigerantes Dolly fechou uma fábrica e demitiu 700 funcionários. O anúncio foi feito nesta segunda-feira, 18. Caso ocorre após o empresário Laerte Codonho, dono da Dolly, ser preso por sonegação de R$ 4 bilhões de reais em impostos.
[SAIBAMAIS]
Segundo informou à Folha de S.Paulo, a distribuição da bebida foi comprometida e, prejudicados por não conseguirem movimentar as contas, o empresário justificou a decisão de demitir os funcionários. "Demitimos a fábrica inteira. Se a conta está presa, não consigo pagar os funcionários e também não consigo pagar imposto", disse.
 
Após sua prisão e posterior soltura dias depois no mês de maio, Laerte Codonho foi afastado da gestão da empresa e com determinação de recolhimento domiciliar.

Além da fábrica fechada, localizada na cidade de Tatuí, em São Paulo, a empresa possui uma unidade em Diadema-SP e uma engarrafadora no Rio de Janeiro. Laerte diz que as unidades já estão "sentido os efeitos do bloqueio".

Complô

Em entrevista na semana passada, o empresário afirmou ser vítima de um complô formado entre a procuradoria e a Coca-Cola.
 
[FOTO2] 
Na fala, Codonho afirma que a empresa norte-americana estaria preocupada com a concorrência da Dolly, e que os procuradores estariam interessados em receber honorários.

Em resposta ao empresário, a Procuradoria disse que os honorários são pagos em "valor fixo" respeitando o teto constitucional.

A Coca-Cola afirmou, em nota, que "não tem qualquer envolvimento com os processos judiciais que o empresário enfrenta".

Redação O POVO Online
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