Usina recebe autorização para injetar na rede toda capacidade de biogás produzidoNotícias de Economia
PUBLICIDADE
Notícias


Usina recebe autorização para injetar na rede toda capacidade de biogás produzido

Além de ser uma alternativa energética, a produção do gás através do RSU ainda é extremamente benéfica para o meio ambiente

12:19 | 30/05/2018
NULL
NULL
[FOTO1]
Devido à crise no abastecimento dos combustíveis provocada pela paralisação dos caminhoneiros, a usina de produção de Gás Natural Renovável (GNR) foi autorizada pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) a injetar toda sua capacidade de produção de gás na rede da companhia de Gás do Ceará (Cegás). Além de ser uma alternativa energética, a produção do gás através do Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) ainda é extremamente benéfica para o Meio Ambiente.

“Essa permissão da ANP para a injeção do gás GNR é muito importante. É a prova que usamos a tecnologia certa para obter um produto de excelente qualidade e pode abastecer os carros, cozinhas e caldeiras e substituir outras fontes de energia de forma mais sustentável e barata. A GNR Fortaleza é segunda usina de biometano que tem essa autorização e será a primeira a injetar diretamente na rede de distribuição”. Celebra o diretor-presidente da Marquise Ambiental, Hugo Nery.

A usina está localizada no Aterro Sanitário Municipal Oeste de Caucaia (ASMOC), capta o  biogás  produzido no aterro em 230 poços de gás. Depois, é encaminhado para a planta de purificação, onde ocorre a transformação em biometano, combustível que é totalmente compatível com o gás natural.
 
Conforme  Hugo Nery, o biometano deve suprir pelo menos 30% da necessidade de gás para residências, comércios e para as indústrias do Ceará. 

O equipamento só foi possível devido à parceria entre a Marquise Ambiental e a Ecometano Empreendimentos, pioneira no setor de produção de gás natural renovável. A Marquise atua na àrea de tratamento de resíduos desde 1984, é a terceira maior do país em coleta de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU).

“Antes o gás produzido no ASMOC era desperdiçado, sendo queimado ou emitido para a atmosfera. Com a GNR Fortaleza, vamos reduzir a emissão de metano, que é 21 vezes mais nocivo com o gás de efeito estufa ante o CO2 (dióxido de carbono)”. Comentou o diretor da GNR Fortaleza, Thales Motta.
 
 

TAGS