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Câmara setorial da economia criativa

16:32 | 25/05/2018
Nos últimos anos, vem crescendo e se consolidando no mundo uma nova economia baseada em modelos de negócio ou gestão que se originam em atividades, produtos ou serviços desenvolvidos a partir do conhecimento, criatividade ou capital intelectual de indivíduos. Esta nova economia recebeu o nome de “economia criativa” e de acordo com a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) é formada pelas indústrias criativas: artesanato, museus, bibliotecas, pintura, escultura, fotografia, música, teatro, circo, dança, mídias impressas, audiovisuais, cinema, design, software, publicidade, arquitetura, antiguidades, gastronomia, festas, comemorações, dentre outras.  

Em 2015, a economia criativa gerou cerca de R$ 155,6 bilhões no Brasil e respondeu por mais de 850 mil empregos formais. Um mercado deste porte não pode ser desprezado. Pelo contrário, precisa ser fortemente valorizado e estimulado de modo a continuar se ampliando e gerando cada vez mais trabalho e renda.

Nesse passo, a criação de uma Câmara Técnica Setorial da Economia Criativa, vinculada à Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), é uma forma de garantir esse fomento. Esse instrumento possibilitará a articulação e integração das organizações que atuam com os segmentos dessa economia.

De natureza consultiva e propositiva, cada Câmara Setorial é composta por representantes das entidades privadas, organizações não-governamentais e órgãos públicos relacionados a segmentos produtivos, que têm entre seus objetivos sugerir propostas que contribuam para o desenvolvimento de determinada cadeia de valor, a partir da identificação de oportunidades e desafios relativos ao setor respectivo

A criação da Câmara também terá um importante papel no fomento de novos negócios e no fortalecimento das empresas que atuam neste segmento, propiciando o estabelecimento de um polo de Economia Criativa no Ceará.
 
Joaquim Cartaxo 
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