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Economia
Lojas de artigos esportivos

A um mês da Copa, clima ainda é de pessimismo no comércio do Centro de Fortaleza

Na Casa Esporte, por exemplo, na rua Pedro Pereira, o proprietário Flávio Barroso diz que o clima está "meio fraco"

21:54 | 15/05/2018
Basta um giro pelo Centro da Cidade para ver que o fantasma do 7 a 1 ainda habita o imaginário popular e reflete, negativamente, na expectativa de vendas dos donos de lojas de artigos esportivos. O bom momento vivido pelo time de Tite ainda não aqueceu as vendas do local.

Na Casa Esporte, por exemplo, na rua Pedro Pereira, o proprietário Flávio Barroso diz que o clima está "meio fraco". Para ele, a clientela está mais preocupada em pagar dívidas do que apoiar a seleção com traje a rigor. "Pode ser que na véspera dos jogos melhore um pouquinho, mas, por enquanto, nao tem nada". Ele diz que em 2010 e 2014 o rendimento das vendas foi melhor. "Ainda estamos sob reflexo do 7x1", constata. No local, camisas para torcer pelo Brasil estão entre R$ 40 e R$ 50. 

No estabelecimento vizinho, Junior Sports, o vendedor Edilson Pedro demonstrou pessimismo parecido. Ele espera a chegada do próximo mês, na esperança de que as vendas deem salto. As réplicas são vendidas a R$ 124,90. O material oficial ainda chegará, custando R$ 249,99. "O povo anima mais quando começa os primeiros jogos, que (o Brasil) começa a ganhar ai o pessoal começa a agitar". 

Para Pedro, a crise econômica pela qual o País está atravessando é irrelevante para a compra ou não de camisas. "É mais a seleção, que nunca mais ganhou (o Mundial). As pessoas ficam desacreditadas mesmo". 

Na loja Esporte Brito, a vendedora Eveline Oliveira diz que 2014 foi melhor em termos de venda. Uma blusa do Brasil no estabelecimento custa R$ 34. A visão é igual a dos demais: crise e "7x1" como principais fatores para o insucesso. Sobre o impacto da última experiência em Copa do Mundo, Eveline pensa que "o brasileiro 'pega' mais na fraqueza. Ele não fica na expectativa de que possa melhorar. Ele critica mais do que apoia".

O representante de materiais esportivos de uma empresa de São Paulo, Nonato Costa, está na terceira Copa. "Comparando com as copas anteriores essa é insignificante. Vendi 20% do que eu vendi nas outras copas". Para ele, a primeira fase do campeonato irá determinar evolução ou não nas vendas. 

Sinal de otimismo

Gerente de vendas da BD Sports, Nazareno Andrade, diz que o período é sempre diferente. "Desde o inicio do mês vêm aumentando as vendas, tanto por pessoas como por empresas. As proprias famílias já tão vindo na loja à procura da camisa do Brasil". Segundo ele, a procura das camisas da seleção aumentou consideravelmente. Os preços vão de R$ 29,90 a R$ 249,90. Segundo ele, "em junho a coisa esquenta mesmo". 

A Copa do Mundo começa no próximo dia 14 de junho. O Brasil entra em campo dia 17 de junho frente a Suiça, domingo, às 15 horas.

CARLOS HOLANDA