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Lava Jato afeta até Havaianas

Os chinelos baratos para pessoas mais pobres foram elevadas ao patamar de grife mundial. Mas a história de sucesso ganhou uma nova etapa após os escândalos de corrupção envolvendo seus proprietários.

23:43 | 19/07/2017
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Nem as Havaianas, símbolo da irreverência brasileira, resistiram ao escândalo de corrupção revelado pela operação Lava Jato. Os chinelos da marca ganharam o mundo e se tornaram um exemplo de sucesso no Brasil. Mas a Alpargatas, empresa matriz da marca, era controlada desde 2015 pelo grupo J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, envolvidos diretamente em um escândalo de corrupção.

Tentando sobreviver à confusão, a J&F começou a vender seus ativos e transferiu por três bilhões e meio de reais seu pacote de 54,24% de ações da Alpargatas a três holdings bancárias: Cambuhy Investimentos, Brasil Warrant e Itaúsa.

Com mais de 200 milhões de pares vendidos por ano, 16% deles no exterior, as Havaianas são um símbolo do Brasil junto com o futebol e o samba. Com sucesso avassalador, a marca estima que dois em cada três brasileiros compram em média um par de Havaianas por ano e calcula que com todas as sandálias vendidas se poderia dar 62 voltas na Terra.

A marca mudou pouco quando a J&F comprou as Alpargatas há dois anos. Ironicamente, o grupo Camargo Corrêa também optou pela venda depois de ser alvo da operação 'Lava Jato'.

AFP

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