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No Ceará, especialistas estão mais otimistas com a economia

Avaliação positiva foi divulgada hoje em pesquisa realizada em parceria entre a Fecomércio-CE e o Corecon-CE. De nove variáveis investigadas, sete são percebidas com otimismo

19:09 | 25/04/2017

Economistas, empresários, analista e profissionais dos mais diversos setores da economia cearense - como indústria, agricultura, comércio e serviços - estão mais otimistas quanto à economia, segundo revela a 18ª edição da pesquisa Índice de Expectativas dos Especialistas em Economia (IEE). Realizada bimestralmente, em parceria entre a Federação do Comércio do Estado do Ceará (Fecomércio-CE) e o Conselho Regional de Economia (Corecon-CE), a pesquisa se refere ao período março-abril.

Expectativas de 130 especialistas mostram que, das nove variáveis investigadas, sete são percebidas com otimismo, exceto a de nível de emprego e a de salários reais. Na pesquisa anterior (janeiro-fevereiro), porém, os analistas revelavam otimismo em apenas cinco das nove variáveis.

A pesquisa pontua de zero a 200 pontos as variáveis analisadas. Abaixo de 100 pontos configura-se uma situação de pessimismo e acima desse valor, otimismo. Neste 2º bimestre foram percebidas com otimismo: taxa de inflação (169,0 pontos), taxa de juros (162,5 pontos), cenário internacional (130,6 pontos), evolução do PIB (124,1 pontos), gastos públicos (121,8 pontos), taxa de câmbio (106,9 pontos) e oferta de crédito (106.5 pontos). Nível de emprego recebeu 91,2 pontos e salários reais 53,7 pontos, atingindo, mais uma vez, a menor pontuação.

Segundo o vice-presidente do Corecon, Ricardo Eleutério, a pesquisa indica que a economia do Estado sai de "uma zona de pessimismo", ainda que alguns dos índices permaneçam aquém do esperado. "Na realidade, é o comportamento da economia brasileira, que ainda apresenta muitas dificuldades: o desemprego e a taxa de desemprego ainda crescem".

Com a queda na oferta de empregos, diz, os salários nominais consequentemente não crescem. Sem esquecer que o País ainda está imerso em um ambiente de inflação, que "corrói" o poder de compra dos brasileiros. "Temos um pequeno, suave e gradativo avanço. Mas com a taxa de inflação que declina, corte na taxa de juros de o ano passado. Isso tudo numa recessão reanima a economia", contrapõe.

Pela metodologia da pesquisa, cada uma das variáveis analisadas gera três índices: de percepção presente, futura e de expectativa geral. Considerando a soma das variáveis, o índice geral alcançou 118,5 pontos, uma variação positiva de 11,8% no otimismo ante pesquisa anterior. Sobre o comportamento futuro das variáveis, a pesquisa mostra um aumento de 8,4% no otimismo dos analistas.

"Os três índices mostram otimismo, pouco acima de 100 pontos. Estamos (especialistas) fazendo uma pequena inflexão. Um resultado melhor vai depender do que for determinado nos cenários político e econômico. A gente tende a perceber o futuro melhor que o presente", complementa Ricardo. Portanto, ainda que pequena e gradativa, pesquisa aponta melhora na expectativa dos agentes econômicos consultados.

Redação O POVO Online

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