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8 em cada 10 brasileiros estão pessimistas com a situação econômica do País

Para 53%, a corrupção e o mau uso do dinheiro público é a principal causa do descontentamento

16:10 | 13/04/2017
81% dos brasileiros afirmam que a economia do País vai mal e apenas 2% consideram que a situação está bem, de acordo com pesquisa divulgada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Ainda de acordo com o levantamento, 16% avaliam a condição atual como regular.

Entre os que têm percepção negativa a respeito da economia, mais da metade (53%) aponta a corrupção e o mau uso do dinheiro público como a principal causa do descontentamento. Outros 36% citam alguns dos efeitos colaterais da crise, como o desemprego (26%) e a inflação (9%).


Em relação à própria vida financeira, o percentual de consumidores pessimistas diminui: 46% avaliam a situação como regular e 40% têm perspectivas negativas. Apesar disso, os otimistas totalizam apenas 14%. Considerando os consumidores que avaliam mal a vida financeira, a principal justificativa é o desemprego, citado por um terço (33%) desses entrevistados. A dificuldade para conseguir pagar as contas (28%) e a queda na renda familiar (14%) ocupam o segundo e o terceiro lugar entre as razões mais citadas. Ainda completam o ranking, a dificuldade de honrar compromissos financeiros atrasados (9%) e a perda de controle no orçamento doméstico (7%). O levantamento revela também que 8% dos consumidores consideram alto o risco de serem demitidos. Para 21%, o risco é médio e para 34%, a possibilidade é baixa.

“O momento econômico difícil pelo qual o país atravessa influencia negativamente a vida financeira do brasileiro, obrigando que essas pessoas façam cortes no orçamento, passando a consumir menos do que antes ou enfrentando dificuldades para honrar compromissos em dia”, explica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

De acordo com os intitutos responsáveis pela pesquisa, foram entrevistados 801 consumidores, a respeito de quatro questões principais: 1) a avaliação dos consumidores sobre o momento atual da economia; 2) a avaliação sobre a própria vida financeira; 3) a percepção sobre o futuro da economia e 4) a percepção sobre o futuro da própria vida financeira. 
 
Redação O POVO Online 
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