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Mês de março registra pessimismo do consumidor, segundo pesquisa

Consumidor tem sido cuidadoso nas compras, preservando sua capacidade de pagamento para aquilo que considera essencial ou aproveitando o calendário de promoções e liquidações

16:49 | 09/03/2017

Os consumidores cearenses estão pessimistas neste início de março. É o que aponta a pesquisa desenvolvida pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Ceará. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) de Fortaleza marcou 98,3 pontos, abaixo da barreira dos 100 pontos, que indica pessimismo.


Conforme os dados da Fecomércio, houve uma redução de 3,5% em março deste ano, em relação ao último mês de fevereiro (101,9). Já a presente ação de compra de bens de consumo duráveis subiu, com o consumidor em busca por liquidações e promoções.


Nos últimos meses os consumidores têm sentido os efeitos de um ambiente econômico adverso, marcado pelo baixo crescimento, juros elevados e aumento do desemprego. Nesse cenário, o consumidor tem sido cuidadoso nas compras, preservando sua capacidade de pagamento para aquilo que considera essencial ou aproveitando o calendário de promoções e liquidações.

O resultado do ICC de março foi influenciando pela diminuição de 6,3% do Índice de Situação Presente, que passou de 93,1 pontos, em fevereiro, para 87,3 pontos em março. Já o Índice de Situação Futura teve contração de 2% indo a 105,6 pontos.


Pretensão de compra
Segundo a pesquisa, a expressiva presença de bens de consumo duráveis, como eletroeletrônicos, móveis e artigos de decoração, indica que o consumidor procura por liquidações e promoções que podem movimentar o varejo neste mês. A taxa de pretensão de compras teve crescimento de 4,1 pontos percentuais, passando de 29,1% em fevereiro para 33,2% em março.


O valor médio das compras é estimado em R$ 290,95 e a intenção de compra mostra-se superior para os homens (34,4%), mais vigorosa para os consumidores do grupo com idade entre 25 e 34 anos (41,8%) e com renda familiar superior a dez salários mínimos (49,7%).


Os produtos mais procurados são: televisores, citados por 26,6% dos entrevistados; móveis e artigos de decoração (17,2%); geladeiras e refrigeradores (16,3%); artigos de vestuário (15,7%); aparelhos de telefonia celular (11,4%); máquina de lavar roupa (8,9%); e fogão (8,6%).

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