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"Negociaremos tudo, menos a permanência da José Avelino como está", diz RC

Em palestra na Sefaz, o prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio afirmou que pretende fazer o remanejamento da Feira da José Avelino até o fim deste ano. Uma reunião será realizada no próximo dia 17 para tratar o tema

13:36 | 07/02/2017
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[FOTO1]O prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, anunciou nesta terça-feira, dia 7, que até o fim deste ano deve fazer a transferência do comércio de confecções que funciona irregularmente na rua José Avelino, na Praia de Iracema, para outro local. No próximo dia 17, será realizada uma reunião na Prefeitura com diversos setores, incluindo representantes do comércio informal, para debater alternativas e definir um cronograma para desocupação.
 
“Negociaremos tudo, menos a permanência da José Avelino como está”, afirmou o prefeito, durante o 4º Ciclo de Conversas Café de Negócios, promovido pela Junta Comercial do Estado do Ceará, na Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz).

Devem participar da reunião, representantes do Poder Público Municipal, Estadual, Federal, Ministério Público, Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), urbanistas, além de representantes do comércio formal, do turismo e do mercado informal que ocupa aquela área que é tombada como patrimônio histórico da Cidade.

De acordo com Roberto Cláudio, dentre as demandas dos ambulantes já identificadas pela Prefeitura é de que o novo espaço ofereça estacionamento para os ônibus dos compradores que vêm de fora do Estado, opções de pensionato, tratamento tributário diferenciado e proximidade com o centro da Cidade.

“Obviamente, construiremos isso a muitas mãos. A nossa ideia é que ainda este ano tenha um caminho negociado e conciliado dando uma alternativa. É importante que a gente entenda que uma grande parte das pessoas que estão na José Avelino são frutos do desemprego”, afirmou o Prefeito.

Ele destaca, no entanto, que a ideia é separar o trabalhador informal que está ali porque precisa de renda para sustentar a família, da rede de atravessadores, formada por grandes empresários que trabalham à revelia da formalidade.  “Estes não nos interessa. O caminho para eles é a fiscalização, é o fisco, é a lei”.

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