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Índice de Confiança do Consumidor de Fortaleza cai 5,6%

O valor médio das compras é estimado em R$261,97 e a intenção de compra é superior para os homens.

12:07 | 08/02/2017
O índice de Confiança do Consumidor (ICC) de Fortaleza caiu 5,6% em fevereiro de 2017 na comparação com janeiro, de acordo com pesquisa divulgada nesta quarta-feira pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio/CE). Apesar do recuo, o Índice permanece otimista (acima dos 100 pontos), mantendo uma tendência de melhoria gradual no ânimo dos consumidores.

O resultado do ICC de fevereiro sofreu influência da diminuição de 5,3% do Índice de Situação Presente, que passou de 98,3 pontos, em janeiro, para 93,1 pontos em fevereiro. Já o Índice de Situação Futura teve
retração de 5,8% indo a 107,7 pontos.

Pretensão de compras

A taxa de pretensão apresentou recuo de 13,4%, passando de 42,5%, em janeiro, para 29,1% neste mês. O índice negativo é uma surpresa, pois esse foi o pior resultado desde setembro de 2012, quando atingiu a marca de 28,1%. 

O valor médio das compras é estimado em R$ 261,97 e a intenção de compra mostra-se superior para os homens (29,5%), sendo maior para o grupo com idade entre 18 e 24 anos (39,2%) e com renda familiar superior a dez salários mínimos (49,9%). Os produtos mais procurados são: artigos de vestuário, citados por 24,8% dos entrevistados; televisores (21,6%); aparelhos de telefonia celular (19,1%); calçados (18,6%); móveis e artigos de decoração (13,0%); e geladeiras e refrigeradores (10,1%).
 
Expectativa dos consumidores
 
Segundo a Fecomércio-CE, nos últimos meses, os consumidores têm sido afetados pelos efeitos da recessão, marcados pelo baixo crescimento, inflação em alta e aumento do desemprego. Nesse ambiente, o consumidor tem sido cuidadoso ao fazer  compras, preservando sua capacidade de pagamento para aquilo que acha mais importante.Esse sentimento se reflete no Índice de Situação Presente, que se manteve no campo que indica o pessimismo (abaixo de 100 pontos) desde março de 2016. Apesar disso, o histórico recente da pesquisa tem revelado uma tendência de melhora, com contínuas elevações da confiança.
 
O estudo também apontou que 56,0% dos consumidores de Fortaleza consideram que sua situação financeira atual está melhor do que há um ano. Já as expectativas com o futuro se mostram mais otimistas, com 75,2% dos entrevistados acreditando que sua situação financeira futura será melhor ou muito melhor do que a atual.

Ainda de acordo com o instituto de pesqueisa, o consumidor fortalezense  tem mostrado preocupações com o ambiente econômico nacional, com 58,1% dos entrevistados descrevendo-o como ruim ou péssimo. Esse sentimento recebe influências da percepção da inflação, das restrições na oferta de crédito e, principalmente, do sentimento de relativa piora no mercado de trabalho.
 
Redação O POVO Online 
 
 
 


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