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Veja 9 opções de investimento para complementar a renda na aposentadoria

11:31 | 07/12/2016
A proposta de mudança nas regras da Previdência acendeu o sinal de alerta de muitos trabalhadores em relação ao futuro. Para os especialistas, é fundamental pensar em alternativas para complementar a renda.

Entenda as diferenças entre os tipos de investimentos:

Caderneta de Poupança

Aplicação mais comum entre os brasileiros. Tem rentabilidade garantida (taxa de juros de 0,5% ao mês mais Taxa Referencial); com rendimento pago mensalmente na data de aniversário da aplicação; liquidez imediata; é fácil de abrir e possui isenção de imposto de renda (IR) para pessoas físicas. Tem garantia de até R$ 250 mil pelo Fundo Garantidor de Crédito. Por outro lado, é o investimento que tem o rendimento mais baixo.

CDBs e RDBs
São títulos de renda fixa que servem como captação de recursos dos bancos. O rendimento é combinado com antecedência e é proporcional ao período em que o dinheiro permanece com o banco, ou seja, quanto maior for o prazo, maior é a rentabilidade. O Certificado de Depósito Bancário (CDB) permite a negociação do título antes do vencimento (perdendo remuneração), enquanto o Recibo de Depósitos Bancários (RDB) é inegociável e intransferível. Possui baixo risco, porém, incide IR em função do prazo da aplicação. E para prazos inferiores a 30 dias, o IOF também é cobrado.

Títulos públicos
É a compra de títulos emitidos pelo governo. Possui diferentes prazos e rentabilidade, incluindo juros prefixados pela taxa Selic. É possível comprar títulos públicos federais do Tesouro Nacional pela internet ou por meio de Agentes de Custódia. É o que tem a melhor rentabilidade dentre os investimentos de baixo risco e há liquidez garantida pelo Tesouro Nacional. Porém, a rentabilidade acordada na hora do investimento diz respeito apenas ao dia do seu vencimento. Incide impostos e taxas e é preciso realizar uma aplicação inicial mínima de 20% do preço do título a ser comprado, aproximadamente R$ 100.

Ações

Investimento de renda variável, que tende a gerar maior rentabilidade. Porém, ao mesmo tempo em que permite um rendimento maior, a renda variável sujeita o investidor a maiores riscos e perdas. Tem custos de corretagem para cada operação realizada, taxa de custódia, taxa de emolumentos e IR (uma pequena parte é retida na fonte e o restante sobre os ganhos líquidos na venda ou liquidação da ação, que deve ser recolhido mensalmente pelo investidor). Quem vende até R$ 20 mil por mês no mercado à vista está isento do IR.

Fundo de Investimentos
Reúne diversos investidores que se unem para comprar cotas de ações, regidos por um regulamento prévio. Podem ser fechados, em que não há entrada ou saída de cotistas e não se pode resgatar antes do encerramento, ou abertos, dos quais cotistas podem sair antes. Possuem rendas variáveis e é considerado de alto risco. Incide no mínimo 15% de IR sobre o lucro obtido e não há limite de isenção. Paga taxa de administração e, eventualmente, taxas de performance, entrada e saída, além de despesas com corretagem, custódia, liquidação financeira de operações e de auditoria.

Previdência Privada
É possível escolher entre dois planos, com formas de tributação diferentes. No Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL), há a possibilidade de dedução no IR (de 12% da renda anual) e a tributação se dá em todo o montante aplicado. Já nos Planos Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), a tributação do IR se dá apenas no rendimento. Existe a possibilidade de resgatar o investimento antes de seu prazo final e de, ao término, resgatar todo o valor de uma vez ou em parcelas mensais. É cobrada taxa de administração, além de carregamento (aporte de recurso) ou saída (resgate), dependendo da instituição em que o seguro foi contratado.

LCI e LCA
Letras de Crédito Imobiliário e Letras de Crédito Agrícola são ativos financeiros de renda fixa que possuem garantia de um bem imóvel, rendendo juros e atualização monetária aos aplicadores. No LCA o dinheiro é investido no agronegócio e no LCI em financiamentos habitacionais ou créditos, utilizando imóveis como garantia de pagamento. Geralmente a rentabilidade é pós-fixada, recebida ao final da aplicação. Possibilita pagamento de juros elevados, acima da maioria das aplicações e a vantagem de ter isenção total de IR para pessoas físicas. Porém, exige alto investimento inicial.

Fundos Referenciados DI
Os Fundos Referenciados DI são fundos de investimentos pós-fixados. No mínimo 95% do seu patrimônio é direcionado a Títulos Públicos atrelados a SELIC e o restante é aplicado em fundos de curto prazo. Têm rendimento diário, permitindo resgates de recursos a qualquer momento. Possui taxa de administração que varia de fundo para fundo e de banco para banco, e quanto maior for a taxa, menor o rendimento líquido.

Debênture
Valor mobiliário que sociedades por ações emitem referentes à dívida, assegurando a quem adquire o direito de crédito contra a companhia emissora. É emitido com taxas de juros mais baixas que as cobradas nos financiamentos bancários e em securitização, não precisam estar ligadas a um empreendimento específico e os prazos para pagamento são cada vez mais longos, sendo que algumas operações podem superar 20 anos. Porém, os custos de emissão são altos e pode haver descasamento entre os valores pagos como parcelas do financiamento e os aluguéis recebidos.

Fonte: com informações do DSOP – educação financeira
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