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Falar em crise "afeta a cabeça das pessoas", diz presidente do Sebrae

Guilherme Afif Domingos explica que é necessário pensar com otimismo para o momento que a economia brasileira exige

17:58 | 24/10/2016
Guilherme Afif Domingos, presidente nacional do Sebrae
Guilherme Afif Domingos, presidente nacional do Sebrae
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O Sebrae anunciou mutirão para renegociar dívidas bancárias, locatícias e com fornecedores das micro empresas do Brasil. São mais de 600 mil pequenos negócios com débitos tributários no montante de R$ 21 bilhões. Medida, que ainda não tem previsão de data, mas deve começar em novembro, pode ajudar aos micro empresários a se manterem no Simples Nacional, regime de arrecadação, cobrança e fiscalização de tributos aplicável às micro e pequenas empresas.
 
Em entrevista à Rádio O POVO CBN (FM 95.5 AM 1010), o presidente nacional do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, afirma que o débito tributário será o primeiro a ser negociado, já que os devedores não têm acesso a financiamento de bancos públicos. "Se eles (empresários) não quitarem suas dívidas até o final do ano, eles deverão sair do Simples. Se já no simples isso está complicado, imagine fora", diz. Para ele, a perda do Simples para as micro e pequenas empresas pode agravar o processo de desemprego.
 
É esperado que o presidente Michel Temer sancione, nesta semana, lei complementar que estende de 60 para 120 meses a renegociação do débito tributário. A expectativa do Sebrae é começar o mutirão já em novembro, mas ainda não há definições mais detalhadas de como o serviço deve ocorrer. A partir do próximo ano, o prazo para renegociação retorna para os 60 meses.
 
Para Afif, a iniciativa reflete o momento de necessário otimismo da economia brasileira. "A nossa profissão é esperança. Se não tem esperança, a economia não roda. A fase mais crítica já passou. Agora, estamos começando a fazer uma rearrumação da casa e dando certas perspectivas de que a economia não vai piorar, o que já é um bom momento", comenta.
 
"A economia vai começar, já em 2017, a dar alguns sinais de melhora. Nenhum crescimento eufórico, mas jamais uma nova depressão", avalia. "Vamos entrar no jogo e começar a trabalhar. O Brasil precisa parar de falar muito de crise. Isso acaba afetando a cabeça das pessoas". 
 
Redação O POVO Online
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