PUBLICIDADE
Notícias

Governo vai propor aposentadoria aos 65 anos para homens e mulheres

A nova regra só valeria para os trabalhadores com menos de 50 anos. Quem tem mais de 50 anos estaria com o regime atual, mas teria de pagar uma comissão

21:45 | 01/09/2016
O governo do presidente Michel Temer propõe idade mínima de 65 anos para a aposentadoria de homens e mulheres, tanto de servidores públicos quanto os da iniciativa privada. A proposta será enviada para análise do Congresso Nacional, e cabe a Temer decidir quando o texto será levado ao Legislativo.

A nova regra só valeria para os trabalhadores com menos de 50 anos. Quem tem mais de 50 anos estaria com o regime atual, mas teria de pagar uma comissão proporcional ao tempo que falta para a aposentadoria. Essa idade de transição seria de 45 anos apenas para mulheres e professores. O tempo de contribuição, pela proposta, teria peso para o valor do benefício.

As informações foram apresentadas pelo ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, em entrevista ao Jornal Nacional, nesta quinta-feira, 1º. “A gente, quando tem dúvida, veja como o mundo resolveu essas questões. O mundo resolveu com a idade mínima. O Brasil não vai querer ser o ‘Joãozinho’ do passo certo. Também vai resolver com idade mínima, porém nós não vamos criar esse sistema agora”, disse.

Segundo ele, o déficit da Previdência deve chegar a R$ 200 bilhões em 2017.“No primeiro sistema previdenciário de 1934 do governo do presidente [Getúlio] Vargas, a idade mínima era 65 anos e lá a expectativa de vida era 37 anos. Hoje, nós queremos os mesmos 65 com uma expectativa de vida de 78 anos. [...] A capacidade da União pra poder fazer essa reposição, ela está no limite. Nós temos que encontrar uma forma de estabilizar num primeiro momento e depois cair essa responsabilidade”, afirma Eliseu.

Além da Previdência, outra medida urgente para o governo é para os gastos públicos. “São medidas saneadoras. O Estado Brasileiro, sob o ponto de vista financeiro, das finanças públicas, está doente. Ele tem que ser curado”, avaliou Eliseu.

As emendas constitucionais precisam ter três quintos dos votos, em dois turnos, tanto na Câmara quanto no Senado.

Redação O POVO Online
TAGS